Da esquerda para a direita: Li Renlan e Wang Siyi
Duas estudantes do Departamento de Português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM) participaram no concurso internacional de língua portuguesa “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa”, conquistando dois primeiros prémios com as suas excelentes obras, um resultado verdadeiramente brilhante. O evento reuniu mais de 120 candidaturas vindas da Ásia, Europa, América e África.
Li Renlan, estudante do Departamento de Português da Faculdade de Letras e do Colégio Residencial da Ásia Oriental Stanley Ho (SHEAC) da UM, venceu o primeiro prémio na categoria de Jovens e Adultos (nível B1–B2) com a obra O Lugar ao Lado da Cozinha. O seu conto retrata a história familiar de uma avó marcada por silêncio, sacrifício e dedicação ao longo da vida, revelando a condição invisível de uma geração de mulheres e o processo de descoberta progressiva do seu direito de expressar a sua própria vontade. Por sua vez, Wang Siyi, estudante do Departamento de Português da Faculdade de Letras e do Colégio Residencial Cheong Kun Lun (CKLC) da UM, conquistou o primeiro prémio na categoria de Jovens e Adultos (nível C1–C2) com a obra O Batom. A história gira em torno de uma mulher que sofre de violência doméstica e da opressão da sua época, transformando o batom vermelho num símbolo de dignidade, resistência e liberdade.
Ambas as estudantes foram orientadas pela Prof. Carla Lopes do Departamento de Português da Faculdade de Letras da UM. Carla Lopes afirmou que esta premiação não só demonstra o excelente desempenho dos estudantes da UM na aprendizagem do português e na criação literária, como também sublinha os importantes resultados da universidade na formação de talentos linguísticos de alto nível e na promoção do desenvolvimento do ensino de língua portuguesa.
O concurso foi coorganizado pela Porto Editora, pelo Instituto Camões e pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) do Governo português. Este ano, o evento teve como tema "Direitos Humanos: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades?", exigindo que os participantes escrevessem contos originais em língua portuguesa. Todas as obras tinham de ser originais e inéditas, sendo a autoria e a originalidade certificadas por escrito pelos professores orientadores.
