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Os Serviços de Saúde, em conjunto com as associações, concluíram a acção “Eliminação de Água Estagnada por Todos os Moradores” deste ano Acções de sensibilização junto da comunidade com visitas a mais de 30 mil famílias, construindo em conjunto uma rede de prevenção contra as “duas febres”

Os Serviços de Saúde e as associações de Macau lançaram conjuntamente a segunda fase da grande acção conjunta “Comunidade Saudável — Eliminação de água estagnada por todos os moradores”

Com vista a concretizar os objectivos e indicadores gerais definidos no «Plano de Acção para Macau Saudável» e implementar as três principais directrizes políticas de “antecipação de prevenção de doenças”, “descentralização de recursos” e “mudança de mentalidade”, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau tem promovido, através do programa “Comunidade Saudável”, uma ampla articulação com diversas associações para potenciar o efeito de sinergia, construindo em conjunto uma rede comunitária de prevenção da epidemia. Com o objectivo de reforçar os trabalhos de combate aos mosquitos na comunidade, os Serviços de Saúde, em colaboração com a União Geral das Associações dos Moradores de Macau, a Federação das Associações dos Operários de Macau, a Associação Geral das Mulheres de Macau, a Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, a Aliança de Povo de Instituição de Macau, a Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, a Associação Geral dos Voluntários de Macau e a Associação dos Conterrâneos de Kong Mun de Macau, num total de 8 associações, e com o apoio do Instituto para os Assuntos Municipais e do Instituto de Acção Social, concluíram com êxito a grande acção conjunta “Eliminação de água estagnada por todos os moradores” em duas fases, realizadas em Maio e Setembro de 2026, tendo cada fase contado com a organização de uma centena de agentes de sensibilização, que visitaram, com sucesso, mais de 30 mil famílias.

A acção “Eliminação de água estagnada por todos os moradores” deste ano foi dividida em duas fases, com visitas a todas as zonas de Macau. Na primeira fase, realizada em Maio, foram visitados 15.459 habitações em várias zonas, incluindo Iao Hon, Areia Preta, Avenida de Almeida Ribeiro, Rua do Campo, Ilha Verde, Rua da Barca e Praia do Manduco, tendo os dados revelado que, em cada cem habitações, foram encontrados, em média, 5,6 recipientes com água estagnada contendo larvas de mosquito. A segunda fase, que teve lugar em Setembro, continuou a cobrir as zonas da Areia Preta e da Rua da Praia do Manduco, estendendo-se às áreas prioritárias como a Rua da Alegria, a Avenida de Horta e Costa, a Rua do Cunha, a Rua do Regedor e ao Complexo de Habitação Social de Seac Pai Van, tendo sido concluídas as visitas a 16 172 agregados familiares, com uma média de 2,8 recipientes com água estagnada contendo larvas de mosquito por cada cem habitações. Os dados demonstram que o número de recipientes com água estagnada contendo larvas de mosquito detectados na segunda fase registou uma diminuição significativa em relação à primeira fase, reflectindo um aumento notável da consciência dos residentes quanto à prevenção de mosquitos e que o efeito sinérgico entre os serviços e as associações na comunidade foi bem-sucedido, contribuindo para reduzir o risco de propagação comunitária da febre de Dengue e da febre Chikungunya (doravante designadas por “duas febres”).

Tendo em conta que, este ano, o risco de transmissão das “duas febres” nas regiões vizinhas é ainda elevado, os residentes não devem negligenciar a situação, apesar de ter produzido resultados iniciais na prevenção e o controlo comunitários. Importa salientar que a eliminação de água estagnada constitui a medida mais importante no âmbito da gestão e resolução integrada do problema dos mosquitos. Para além da realização da grande acção “Eliminação de água estagnada por todos os moradores”, os Serviços de Saúde, através do programa “Comunidade Saudável”, em articulação com diversos serviços governamentais e associações, têm vindo a reforçar constantemente a divulgação e a educação junto da comunidade, bem como os trabalhos de inspecção das fontes de proliferação e de eliminação de mosquitos, e instalaram “Zonas específicas para a partilha de repelentes anti-mosquitos” em vários locais de toda a RAEM, de modo a integrar continuamente os hábitos de prevenção de mosquitos no quotidiano dos residentes, e criar, em conjunto com estes, um ambiente de vida seguro e saudável, apelando aos residentes para aplicarem continuamente as “Três medidas anti-mosquito”, com vista à prevenção e controlo conjuntos das doenças transmitidas por mosquitos vectores:

  1. Prevenir a “proliferação” de mosquitos no domicílio: Elimine regularmente águas estagnadas no ambiente circundante aos locais de trabalho e ao domicílio, a fim de erradicar a proliferação de mosquitos e de larvas.
  2. Impedir a “entrada” de mosquitos: Utilize redes mosquiteiras nas janelas, nas camas, ou ligue o ar condicionado, entre outras medidas, para reduzir a possibilidade de serem picados por mosquitos.
  3. Proteger-se contra “picadas” ao ar livre: Ao realizar actividades no exterior, é melhor vestir roupas com mangas compridas e calças compridas, preferencialmente de cores claras e aplicar repelente de mosquitos nas partes expostas da pele ou na roupa, de forma a evitar picadas.

Os Serviços de Saúde vão continuar a monitorizar de perto a situação epidemiológica de Macau e das regiões vizinhas, bem como aprofundar a cooperação com as associações, no sentido de construir, em conjunto com a população, um ambiente seguro e saudável, concretizando a visão governativa de "Macau feliz".

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