Serviços de Saúde: Diagnosticados dois (2) novos casos de sarampo

Os Serviços de Saúde diagnosticaram, quinta-feira, 4 de Abril, mais dois (2) casos de sarampo, perfazendo, em 2019, um total de 30 casos de sarampo (12 casos importados e 18 casos relacionados com sarampo importado). 27 pessoas já tiveram alta.

Os Serviços de Saúde apelam para todo o pessoal médico, instituições médicas, residentes e pais de bebés que não são vacinadas contra o sarampo para tomar precauções.

De acordo com as investigações, o primeiro caso foi diagnosticado numa trabalhadora não residente de Macau, 29 anos de idade, mora em Zhuhai, é técnica de imagiologia do Hospital Kiang Wu, que no dia 2 de Abril apresentou sintomas de febre, a 3 de Abril manifestou outros sintomas nomeadamente exantema (erupção cutânea) na cara, no pescoço, nos membros inferiores e superiores, tendo recorrido a tratamento médico no Serviço de Urgência do Hospital Kiang Wu no mesmo dia.

A 4 de Abril, após realização de testes de PCR contra o sarampo, os resultados foram positivos. Durante os seus feriados de 23 de Março a 1 de Abril, a paciente esteve sempre em Zhuhai, não regressou para Macau. Actualmente, a paciente ainda está com febre, sendo o seu estado clínico considerado normal. A paciente nasceu no Interior da China, alegou ter sido vacinada contra o sarampo. De acordo com o historial de contacto e o tempo de início de sintomas, este caso foi classificado como caso importado.

Os familiares que moram com a paciente não apresentaram sintomas semelhantes. Os Serviços de Saúde estão a monitorizar o estado de saúde das pessoas que tiveram contacto com esta paciente durante a fase inicial da doença.

O segundo caso foi diagnosticado numa residente de Macau, do sexo feminino, 30 anos de idade, é enfermeira no Serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, que na tarde do dia 2 de Abril apresentou sintomas de febre.

Na manhã do dia 4 de Abril, foram detectados linfonodos em ambos os lados do pescoço, sem sintomas de tosse, erupção cutânea ou conjuntivite, tendo recorrido a tratamento médico no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de S. Januário. Após realização de testes de PCR contra o sarampo, os resultados foram positivos. No dia 17 de Março, a paciente exerceu funções de triagem no Serviço de Urgência, a 18 de Março, exerceu funções na Sala de Observações, onde prestou cuidados de enfermagem ao bebé com 11 meses de idade diagnosticado como caso de sarampo importado. A paciente ainda está com febre, sendo o seu estado clínico considerado normal. A paciente nasceu em Macau, imigrou para Taiwan com a família em criança. A situação de vacinação da mesma não é clara. De acordo com o historial de contacto e o tempo de início de sintomas, este caso foi classificado como caso relacionado com sarampo importado.

Os familiares que moram com o paciente não apresentaram sintomas semelhantes. Os Serviços de Saúde estão a monitorizar o estado de saúde das pessoas que tiveram contacto com este paciente durante a fase inicial da doença.

Dado que foi administrada à paciente uma dose da vacina contra o sarampo antes do início da doença, as amostras respiratórias da mesma serão realizadas através de análise genética para excluir a possibilidade de o resultado positivo ter sido causado por vacinação.

Relativamente à enfermeira do Serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, que foi diagnosticada sarampo anteriormente, já não tem febre, está em estado clínico considerado normal.

O Sarampo é uma doença transmissível aguda por tracto respiratório, causada pelo vírus do sarampo, as vias de transmissão são as gotículas de saliva expelidas, podendo, todavia, ainda ser transmitidas por contacto directo com as secreções infectadas e objectos contaminados de doentes. De um modo geral, o período de incubação é de 7 a 18 dias, podendo ocorrer um período mais longo de 21 dias.

Uma pessoa com o vírus do sarampo é contagiosa entre 2 e 4 dias antes que a erupção cutânea apareça e continua a sê-lo até ao seu desaparecimento.

Os principais sintomas são febre prodrómica (superior a 38ºC), mancha bucal (Koplik spot), erupção cutânea (exantema manuculopapular) generalizada, conjuntivite (vermelhidão dos olhos), tosse e corrimento nasal. Em geral, a erupção cutânea aparece três dias após a ocorrência de sintomas. A face e atrás das orelhas são o local de início do exantema, que afecta depois o pescoço, o corpo, os quatro membros e no fim, palma das mãos e planta dos pés, com a duração de 4 a 7 dias. Durante o desaparecimento a pele fragmenta-se e ocorrem sedimentos.

O sarampo é altamente contagioso, sendo uma doença muito comum em crianças em zonas com baixa taxa de cobertura vacinal.

O sarampo é uma doença que causa prostração, sendo a maioria dos sintomas considerados ligeiros. Sem tratamento o Sarampo pode causar complicações como encefalite, pneumonia. A taxa de mortalidade é de 1/1000 a 1/100.

Para proteger a saúde das crianças, os Serviços de Saúde apelam aos pais para que cumpram o Programa de Vacinação da RAEM, levando os seus filhos periodicamente para vacinação, chamando a atenção do público para:

  1. A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a infecção do sarampo. Todas as crianças devem receber duas doses de vacinas, para efeito completo de imunidade, contra o sarampo, após o 1.º aniversário;
  2. Não viaje com crianças que não tenham completa imunidade para viajar ao exterior ou para lugares lotados com visitantes;
  3. As pessoas que cuidam de bebés e crianças, como cuidadores domésticos e trabalhadores de creches devem ser vacinados contra o sarampo;
  4. Peste atenção à cortesia do tracto respiratório, não toque nos olhos, nariz e boca antes de lavar as mãos;
  5. Pessoas imuno-comprometidas devem evitar deslocar-se aos locais lotados ou instituições médicas;
  6. Caso apareçam sintomas suspeitos, devem usar máscara e recorrer à consulta médica.

Caso tenham dúvidas, os residentes podem ter acesso à página electrónica dos Serviços de Saúde (http://www.ssm.gov.mo) ou ligar para a linha verde n.o28700 800.



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