CIDADÃOS NÃO DEVEM SAIR DE CASA, não devem sair de Macau e devem evitar aglomerados de pessoas– Residentes devem colaborar com as medidas preventivas e recorrer rapidamente ao médico em caso de indisposição – Não são confirmados casos há 6 dias consecutivos

Centro de Coordenação e Contingência apela para que cidadãos não saiam de casa, não saiam de Macau e colaborem com as medidas de prevenção de epidemia.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus alertou, segunda-feira, em conferência imprensa a população que não deve sair de casa, não deve sair de Macau e deve evitar aglomerados de pessoas.

O Director dos Serviços de Saúde, Dr. Lei Chin Ion referiu que, ao longo dos meses desde o surto da epidemia da infecção pelo novo coronavírus no Interior da China, o Governo da RAEM tem efectuado um grande esforço para adoptar medidas de prevenção e controlo atempadas e rigorosas e como exemplo está o facto de nos últimos seis dias consecutivos não ter sido diagnosticado nenhum caso novo de infecção pelo novo coronavírus em Macau. Isto reflecte a eficácia das medidas de prevenção e controlo do Governo da RAEM nesta fase inicial, mas só será possível obter melhores resultados com a compreensão e colaboração da população em geral que deve trabalhar e esforçar-se para lutar contra a epidemia.

O Director dos Serviços de Saúde alertou que o facto de não estarem a ser diagnosticados casos não representa uma diminuição da situação epidemiológica em Macau: “A actual situação epidemiológica é ainda grave. Os residentes não podem, ainda, recuperar a normalidade. Na verdade, os trabalhos de prevenção da epidemia estão apenas neste momento a começar” disse o Dr. Lei Chin Ion.

O Director dos Serviços de Saúde disse, ainda, que a ocorrência, domingo, em Hong Kong, de uma infecção colectiva pelo novo coronavírus numa família, que infectou pelo menos 9 pessoas que estavam a comer fondue chinês (“hot pot”), bem como a existência de nove casos confirmados noutras regiões, de pessoas que não sendo residentes de Hubei, estiveram em estabelecimentos turísticos da RAEM ou usaram meios de transporte públicos em Macau, antes da manifestação de sintomas, demonstra a probabilidade de existir(em) na comunidade de Macau caso(s) oculto(s) ou com sintomas não evidentes.

“Se os residentes diminuírem as acções preventivas, se começaram a efectuar encontros, a criar aglomerados de pessoas as infecções comunitárias podem ocorrer a qualquer momento em Macau, e até mesmo surgir um grande surto em Macau, pelo que se , apela a população para continuar a coordenar com as medidas do Governo da RAEM, a permanentemente prestar atenção a todas as medidas de prevenção contra a epidemia, por exemplo, usar máscara, lavar as mãos com frequência, não reunir-se e reduzir saída à rua”, disse.

O Director dos Serviços de Saúde, Dr. Lei Chin Ion agradeceu a dedicação e contribuito de todos os trabalhadores da linha da frente, especialmente os profissionais de saúde que lutam na primeira linha, o pessoal de logística e o pessoal da linha da frente das forças de segurança. A este propósito o Dr. Lei Chin Ion divulgou que foram criadas algumas plataformas electrónicas de intercâmbio entre os profissionais de saúde de modo a que possa haver uma constante recolha de opiniões e ideias dos trabalhadores da linha da frente, de modo a que todos juntos lutem contra a epidemia.

Quando questionado sobre um eventual fim da epidemia o Director dos Serviços de Saúde, Dr. Lei Chin Ion, sublinhou que a nova doença transmissível é imprevisível e de força maior, e determinar o fim da epidemia não é uma fórmula científica. As autoridades estão a analisar e avaliar a situação epidemiológica no Interior da China e no mundo, reiterando que é difícil analisar a escala sobre os casos ocultos ou com sintomas invisíveis na comunidade. Contudo, sublinhou, se os casos confirmados forem detectados numa fase inicial e forem isolados rapidamente, bem como haja um clara e rápida identificação das pessoas que tiveram contacto próximo os riscos são atenuados, daí que seja importante a detecção precoce.

Nas últimas 24 horas (até 15 horas do dia 10 de Fevereiro), em Macau, não houve registo de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus.

Até agora foram resgistados 691 casos suspeitos (incluindo os 10 casos confirmados) e os nove (9) doentes confirmados que estão na enfermaria de isolamento do CHCSJ são casos ligeiros. Em 656 casos foi excluída a infecção, há 25 casos suspeitos cujo resultado do teste ainda está pendente e há 55 casos de contacto próximo. Dezanove (19) pessoas concluíram o isolamento.

Nas últimas 24 horas, foram analisadas 111 amostras pelo Laboratório de Saúde Pública num total de 691 amostras já analisadas. Em Macau, os dois hospitais alargaram de forma gradual a cobertura/área de detecção de casos, incluindo a realização da avaliação destinada aos indivíduos com histórico de viagem a diferentes regiões ou com sintomas clínicos, na expectativa de que seja possível identificar o mais cedo possível casos ocultos na comunidade, salientando a importância de recorrer de imediato ao médico em caso de indisposição.

Em conformidade com a 5.ª edição – versão mais actualizada das instruções de diagnóstico e terapêutica da Comissão Nacional de Saúde, em relação ao teste nasofaríngeo do doente diagnosticado, se forem negativos os resultados de dois testes consecutivos realizados em intervalos de 24 horas, e os sintomas clínicos do doente forem aliviados, o indicador de alta hospitalar será alcançado.

Tendo em consideração a atenuação dos sintomas clínicos dos doentes, os Serviços de Saúde estão a tratar os casos de acordo com as normas nacionais e dependendo o ajustamento das orientações e critérios nacionais de prevenção e controlo, proceder-se‑á ao acompanhamento oportuno.

O Centro de Coordenação de Contingência deu conta do numero de casos confirmados fora de Macau de pessoas que estiveram na RAEM durante os 14 dias antes do início de sintomas, incluindo 22 casos em Zhuhai, 3 em Hong Kong, 1 em Taiwan, 2 na Coreia de Sul e 1 na Malásia.

De acordo com os dados, nenhum destes doentes esteve em instituições médicas de Macau para consulta médica. As informações existentes indicam que estes casos confirmados estiveram em locais turísticos de Macau e usaram o transporte público durante os 14 dias antes do início da doença, os Serviços de Saúde estão a analisar todos os dados para tentar identificar a fonte da infecção e avaliar o risco de transmissão. Quanto ao doente de 31 anos diagnosticado na Malásia que trabalha em Macau, os Serviços de Saúde entraram em contacto imediatamente com o departamento de saúde da Malásia e o ponto de contacto especial do Regulamento de Saúde Internacional para obter as informações. Contudo, tendo em conta que o doente saiu de Macau a 1 de Fevereiro e os sintomas de tosse apareceram apenas em 3 de Fevereiro e o diagnóstico foi realizado a 10 de Fevereiro, o risco de transmissão para outros em Macau é relativamente baixo já que este individuo saiu há 10 dias. Se houvesse pessoas expostas a este doente, alguns sintomas já teriam sido manifestados, no entanto, de acordo com um grande número rastreios efectuados recentemente, não foi detectada nenhuma outra pessoa infectada.

Os Serviços de Saúde, também foram notificados que um doente, de nacionalidade coreana, de 51 anos, e uma doente, de nacionalidade chinesa, de 37 anos que estiveram em Macau antes de serem diagnosticados, apanharam o vôo n.º NX826 de Macau para Seul em 31 de Janeiro. Os Serviços de Saúde estão a contactar com a companhia aérea para obter informações de voo e a lista de passageiros para acompanhamento posterior. De acordo com a prática internacional de saúde, os passageiros deste voo que se sentaram nos assentos da frente e na retaguarda destes doentes são listados como contactos próximos e precisam receber 14 dias de observação médica em isolamento. Considerando que já passaram mais de 10 dias desde a data de realização do vôo - 31 de Janeiro - se houvesse casos os doentes já deveriam apresentar sintomas mas ainda não houve registo de nenhum caso, pelo que não necessidades de preocupação.

Quanto ao cruzeiro Diamond Princess em Yokohama, Japão, já foram diagnosticadas mais 71 pessoas com a infecção de novo tipo de coronavírus, sendo o número total aumentado para 135, mas nenhuns doentes confirmados no cruzeiro são residentes de Macau.

O Centro de Coordenação divulgou ainda que em Macau já foram identificados casos assintomáticos positivos, por exemplo, o doente do 6º caso confirmado de Macau é o filho da doente do 4.º caso, sendo listado como um contacto próximo. Naquela época, o doente não apresentava nenhuns sintomas, mas o teste foi positivo.

Os Serviços de Saúde categorizaram o filho como um doente do caso confirmado, continuando a monitorizar a sua saúde. Para alguns estudos, o período de incubação dos casos confirmados é de até 24 dias. Saliente-se que o período de incubação da maioria dos doentes é de 3 a 7 dias, o período de incubação de mais da metade dos doentes é de 3 dias e o período de incubação de mais de 90% dos doentes é dentro de 14 dias. A situação com uma duração de até 24 dias de período de incubação pode apenas acontecer ocasionalmente no estudo de medicina e o período de incubação será diferente dependendo da condição física de diferentes pessoas.

Acredita-se que a Comissão Nacional de Saúde integrará a situação de acordo com o desenvolvimento da epidemia e de diferentes casos, além de actualizar as directrizes de prevenção e controlo, sendo que as autoridades de Macau também ajustarão as medidas de prevenção e controlo em tempo hábil.

O Centro de Coordenação de Contingência explicou, ainda, que o período de incubação é o período entre o momento em que uma pessoa entra em contacto com a fonte de infecção e o aparecimento dos sintomas e a maioria das doenças infecciosas tem o poder contagioso desde o início dos sintomas.

Ao acompanhar os casos confirmados em Macau e casos confirmados no exterior mas que antes estiveram em Macau, permite identificar o momento em que os doentes começaram a apresentar sintomas e começar a rastrear as 24 horas anteriores fazendo uma monitorização das actividades e dos contactos, o que é um método mais seguro.

Se o caso apenas ocorrer 5 a 6 dias após a saída de Macau, acredita-se que o impacto em Macau será relativamente baixo.

Na reunião, o Centro de Coordenação de Contingência prestou, também, informações sobre as medidas de suspensão da entrada de residentes de Hong Kong e Macau a partir de amanhã (11), anunciadas por Taiwan. A Direcção dos Serviços do Ensino Superior activou imediatamente o mecanismo de resposta, entrando em contacto com a Autoridade de Aviação Civil para coordenar com as respectivas companhias de avião para tratamento de bilhetes de avião dos alunos que eventualmente seriam afectados. Com o apoio da Macau Airlines e da EVA Air, foi prometido que os alunos afectados poderiam reagendar os voos de modo gratuito. Ao mesmo tempo, a DSES mantém também uma estreita comunicação com a Associação de Estudantes Universitários de Macau em Taiwan, estando a prestar muita atenção ao desenvolvimento da situação e fazendo arranjos de trabalho relevantes em tempo hábil, apelando os alunos afectados para entrarem em contacto com a DSES (N.º de telefone: 2834-5403) por sua própria iniciativa, para que a DSES possa compreender o número de alunos concretos e a situação e fornecer assistência adequada.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, explicou, ainda, várias situações tal como a segurança actual, o número de entrada e saída em diversos portos fronteiriços, os hóspedes de Pousada Marina Infante, os residentes de Macau que ainda estão em Hubei e o encerramento temporário de hotéis, entre outras.

Estiveram presentes na conferência de imprensa o Director dos Serviços de Saúde, Dr. Lei Chin Ion, a Coordenadora do Núcleo de prevenção e doenças infecciosas do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou, o Coordenador do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário (C.H.C.S.J.), Dr. Chang Tam Fei, a Chefe do Departamento de Licenciamento e Inspecção da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, o Chefe da Divisão de Relações Públicas do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Dr. Lei Tak Fai e a Chefe da Divisão de Apoio aos Estudantes das Instituições do Ensino Superior, Dr.ª Vong Iut Peng.

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