A partir do dia 17 de Maio, o Certificado de colheita de amostra para o teste de ácido nucleico a apresentar por todos os indivíduos que chegam a Macau produz efeito 24 horas após a colheita da amostra Mais um (1) doente confirmado de pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus com alta hospitalar após tratamento

Macau regista 38 dias consecutivos sem casos de COVID-19 importados.

O Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), Dr. Lo Iek Long, referiu na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus que, em resposta ao mais recente aviso do Comando da Prevenção e Controlo da Situação de Epidemia do Novo Tipo de Coronavírus do município de Zhuhai, “A partir das 06h00 do dia 17 de Maio de 2020, o certificado de colheita de amostra para o teste de ácido nucleico emitido por instituições de teste qualificadas e reconhecidas por Zhuhai e Macau, a apresentar por indivíduos que entram na Cidade de Zhuhai via o Posto fronteiriço de Zhuhai e Macau, apenas produz efeito 24 horas após a colheita da amostra e tem um prazo de validade de 7 dias. Outras disposições relevantes ainda são implementadas de acordo com as medidas de prevenção e controlo em vigor.”, após comunicação e coordenação entre o Governo de Macau e o Governo da cidade de Zhuhai, para manter a consistência na implementação de políticas dos duas cidades, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau definiu o certificado de colheita de amostra para o teste de ácido nucleico com efeito 24 horas após a colheita da amostra.

Nos termos dos artigos 10.°, 14.° e 15.° da Lei n.° 2/2004 (Lei de prevenção controlo e tratamento de doenças transmissíveis), a partir das 6h00 do dia 17 de Maio de 2020, o certificado de colheita de amostra para o teste de ácido nucleico emitido por instituições qualificadas, reconhecidas pela Autoridade Sanitária ou pelo Interior da China, a apresentar por todos os indivíduos que chegam a Macau provenientes do Interior da China, apenas produz efeito 24 horas após a colheita da amostra e tem um prazo de validade de 7 dias.

Na falta de apresentação do certificado de colheita de amostra para o teste de ácido nucleico com resultado negativo ou do certificado de colheira de amostra válido, emitido por instituições qualificadas, reconhecidas pelos Serviços de Saúde ou pelo Interior da China, que se reporte aos últimos sete (7) dias, então: 1) trabalhadores não residentes do Interior da China não podem entrar em Macau; 2) residentes de Macau e visitantes devem ser submetidos ao teste de ácido nucleico no Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa, devendo ficar em observação médica em local designado nas 24 horas seguintes à colheita de amostra.

Para aqueles que conseguem apresentar o certificado de colheita de amostra, mas não tiverem passado 24 horas desde a sua colheita, os Serviços de Saúde irão emitir orientações a exigir a realização de observação médica em local designado até terem passado as 24 horas da colheita de amostra.

O Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), Dr. Lo Iek Long, relatou ainda, na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, a actual situação da epidemmia, que já passaram trinta e oito (38) dias desde que foi diagnosticado o último caso de pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus, e que não é registado nenhum caso relacionado com casos importados por quarenta e nove (49) dias consecutivos. Macau tem um total de quarenta e cinco (45) casos diagnosticados, dos quais, quarenta e três (43) casos importados e dois (2) casos relativos a casos importados. Não há registo nem ocorrência de transmissão comunitária em Macau. Há quarenta e quatro (44) casos classificados com sintomas ligeiros e um (1) como caso grave. Até ao momento não foram registados em Macau casos mortais. No dia 16 de Maio (hoje), mais uma doente teve alta hospitalar.

No total, quarenta e quatro (44) doentes recuperaram e tiveram alta hospitalar. Há, ainda, um (1) doente internado, que é considerado caso ligeiro, encontrando-se em estado estável, sem dificuldades respiratórias, não necessitando de oxigénio. Todos os indivíduos considerados contactos próximos em vigilância concluíram as medidas de isolamento. Um (1) doente internado está a receber tratamentos na enfermaria de isolamento do Centro Clínico de Saúde Pública. Oito (8) pessoas estão a ser sujeitas a isolamento de convalescença no Centro Clínico de Saúde Pública; neste momento, não está ninguém internado no Centro de Isolamento Provisório do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas.

O número total de testes de ácido nucleico do novo tipo de coronavírus realizados em Macau, no dia 15 de Maio, foi de 1.479.

O Dr. Lo Iek Long também apresentou a situação clínica da 44.º doente diagnosticada que teve alta hospitalar hoje. A doente foi o 11.º caso confirmado em Macau, com 26 anos de idade, sendo trabalhadora não residente de nacionalidade coreana e noiva do 37.º doente. De 30 de Janeiro a 12 de Março, acompanhou o noivo numa viagem ao Porto, em Portugal, para visitarem familiares. No dia 14 de Maio, chegou a Hong Kong com partida do Porto e com escala no Dubai. E apanhou o autocarro dourado através da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau para casa.

A doente apresentava tosse ligeira e, no dia 15 de Maio, manifestou tonturas e febre, tendo por isso recorrido ao Posto de Urgências das Ilhas do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Foi submetida ao teste de ácido nucleico e o resultado deu positivo, sendo assim diagnosticada com infecção por novo tipo de coronavírus. Na madrugada do dia 16 de Maio, a doente foi encaminhada para a enfermaria de isolamento, sujeita a tratamento antiviral e de suporte sintomático, tendo estado internada por 62 dias.

Actualmente, a condição clínica da doente é estável, sem febre e os sintomas do tracto respiratório melhoraram, a imagem do tórax revela que não há manifestação de pneumonia. Nos dias 13 e 15 de Maio, os testes de ácido nucleico na zaragatoa nasofaríngea realizados foram negativos, daí tudo corresponder aos critérios de alta hospitalar dada no dia 16 de Maio. No entanto, a doente será ainda submetida a isolamento de convalescença no Centro Clínico de Saúde Pública do Alto de Coloane por 14 dias. O custo de internamento da doente foi de 18.000 patacas.

Em resposta aos jornalistas, o mesmo referiu que o Governo da RAEM definiu um certificado de colheita de amostra para teste de ácido nucleico que produz efeito 24 horas após a colheita da amostra, medida esta que irá reforçar a segurança dos testes de ácidos nucleicos para maior protecção da comunidade; acrescentou ainda que, se os residentes de Macau e visitantes possuírem o certificado de colheita de amostra mas a colheita de amostra não chegar em 24 horas, os Serviços de Saúde irão exigir a observação médica em local designado, sendo esses: 1) se for residente de Macau, o local da observação médica será no domicílio; 2) no caso de visitante, será exigido a apresentação de documento de reserva num hotel de Macau, e se os Serviços de Saúde o considerarem adequado, o Hotel onde se encontra alojado será considerado o local designado.

A Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou, informou que, no dia 15 de Maio, mais vinte e nove (29) indivíduos foram submetidos à observação médica, dos quais vinte e quatro (24) residentes de Macau e cinco (5) não residentes de Macau. Até ao dia 15 de Maio, foram enviados um total de 4.401 indivíduos para observação médica. Há ainda 271 indivíduos em observação médica, dos quais 265 em hotel designado e seis (6) em embarcações de pesca.

Respondeu ainda aos jornalistas que, na resposta à epidemia, cada país ou região faz uma avaliação do risco com base na epidemia local, e que os riscos que cada país ou local poderia suportar são diferentes, para o efeito, Macau vai continuar a basear-se no próprio risco para avaliação da situação epidémica de diferentes países ou regiões, sem excluir a possibilidade de determinados países ou regiões serem removidos da lista de restrições de entrada. Por outro lado, afirmou que os seis indivíduos actualmente a serem submetidos a observação médica em embarcações de pesca estão em boas condições de saúde; uma vez que não convém o pessoal médico de ir a embarcações de pesca para colheita de amostras de zaragatoa nasofaríngea dos indivíduos relevantes, foi antes usada para teste a amostra de saliva da garganta profunda. O pessoal dos Serviços de Saúde telefonará regularmente para ter conhecimento da situação dos indivíduos em isolamento e irá manter uma estreita cooperação com os Serviços de Alfândega. Os agentes dos Serviços de Alfândega também efectuam inspecções diárias às embarcações de pesca e prestam assistência.

A Chefe de Departamento dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, deu informações sobre o número de pessoas em observação médica em hotéis designados pelo Governo.

O Chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Dr. Lei Tak Fai, relatou a actual situação da cidade e a situação de entradas e saídas de Macau. Além disso, em relação ao divulgado na Internet sobre um indivíduo submetido ao teste suspeito ter saído do centro de testes, o mesmo responsável referiu que, no dia 15 de Maio, foi notificado pelos Serviços de Saúde, que um homem de nacionalidade chinesa não seguiu as instruções do pessoal da autoridade sanitária para realização do teste e saiu do posto de teste de ácidos nucleicos do Terminal Marítimo de Pac On por si próprio. Posteriormente, a polícia interceptou a pessoa em causa e mandou-o fazer o teste de ácido nucleico, tendo os resultados sido negativos. O respectivo indivíduo violou as medidas de provenção de epidemia dispostas no artigo 30.º da Lei n.º 2/2004 (Lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis), sendo o caso encaminhado para o Ministério Público.

Estiveram presentes na conferência de imprensa o Médico-Adjunto da Direcção do CHCSJ, Dr. Lo Iek Long, a Chefe do Departamento de Licenciamento e Inspecção da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, o Chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Dr. Lei Tak Fai, e a Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou.

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