Serviços de Saúde investigam caso suspeito de infecção colectiva de gastroenterite 


Os Serviços de Saúde foram notificados segunda-feira (16 de Novembro) para a detecção de um caso suspeito de infecção colectiva de gastroenterite na turma F da Creche “Infantário Santa Rosa de Lima”, situada na Rua Nova à Guia e que afectou nove (9) alunos, três (3) do sexo masculino e seis (6) do sexo feminino com 2 anos de idade.

Desde o dia 12 de Novembro, os pacientes começaram a manifestar vómitos, febre, dores abdominais e diarreias. Uma parte destes pacientes recorreu a instituições médicas para tratamento, três (3) dos quais necessitaram de internamento hospitalar devido a vómitos frequentes, sendo o estado clínico considerado estável. Os restantes doentes encontram-se em estado clínico considerado ligeiro, não tendo sido registado nenhum caso grave. Segundo as refeições tomadas pelos pacientes, foi excluída a possibilidade de gastroenterite alimentar. De acordo com as horas de ocorrência da doença, os sintomas, o período de incubação, é provável que o agente patogénico esteja relacionado com uma infecção viral. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar e a investigar o caso, procedendo à recolha de amostras de fezes para análise laboratorial e foram reforçadas as indicações ao estabelecimento escolar para que haja a implementação de medidas, em especial a forma correcta de tratamento de vómitos e de excrementos, de limpeza profunda do ambiente e manutenção da ventilação do ar no interior das instalações.

Por outro lado, em relação ao caso de infecção colectiva de gastroenterite notificado no dia 15 de Novembro, detectado na classe K1 da Escola Santa Maria Mazzarello, após investigação, foi confirmada infecção por norovírus. Neste caso estiveram envolvidas 46 pessoas, incluindo 44 alunos, um docente e um auxiliar, 43 alunos da classe K1 e um da classe K3.

No dia 13 de Novembro, um auxiliar desta escola procedeu à substituição e limpeza das calças escolares de um aluno afectado, e que foi considerado o primeiro caso de infecção. Os Serviços de Saúde enviaram esta segunda-feira pessoal à escola para se inteirar da situação e dar orientações à escola sobre o tratamento adequado tratamento de vómitos e de excrementos, de limpeza profunda das salas de aulas e instalações sanitárias, e manutenção da ventilação do ar no interior das instalações, entre outras medidas de controlo de infecção.

O norovírus e o rotavírus são doenças frequentes da gastroenterite viral e ocorrem principalmente no Outono e no Inverno, propagando-se muito facilmente. A infecção por norovírus é fácil de ocorrer em equipamentos colectivos, nomeadamente em lares de idosos e escolas, bem como junto de vários grupos etários. A via de transmissão inclui o consumo de alimentos ou água eventualmente contaminados por esse vírus; o contacto com vómitos ou dejetos de pessoas doentes; o contacto com os objectos contaminados; ou a transmissão por gotículas de saliva. A incubação da infecção ocorre normalmente entre 24 a 48 horas.

A infecção por rotavírus é frequente ocorrer em lactentes e crianças de idade compreendida entre os 6 meses e os 2 anos, sendo a sua principal via de transmissão o contacto com secreções ou dejetos de pacientes. Os sintomas de ambas as doenças contagiosas são idênticos, designadamente, náuseas, vómitos, diarreia com fezes aquosas, dores abdominais e febre ligeira. De um modo geral, os sintomas são ligeiros, e tratam-se de doenças autolimitadas, com a duração de 1 a 5 dias, sem complicações. Os dois vírus necessitam de ser confirmados por análises laboratoriais.

Os Serviços de Saúde recomendam à população que preste atenção à higiene pessoal, ambiental e alimentar. Acresce que caso os profissionais do sector da restauração ou o pessoal de enfermagem manifestem sintomas como vómitos ou diarreia para não se apresentarem o local de trabalho e recorram a assistência médica, adoptando medidas rigorosas de higiene pessoal, de modo a evitar a propagação da doença.

Em caso de aparecerem doentes suspeitos, o pessoal prestador de cuidados de saúde deve ter a máxima cautela aquando da limpeza quer das fezes quer dos vómitos dos doentes, devendo substituir luvas e lavar as mãos imediatamente após cuidar de cada paciente.

Recomenda-se a todos as creches, escolas, lares e outras instituições similares que na ocorrência ou identificação de uma situação de infecção colectiva para contactarem de imediato o Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde através do número de telefone 2870 0800, de modo a proceder ao acompanhamento imediato.

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