Novo registo no Código de Saúde com informação complementar do endereço disponível a partir de 5 de Janeiro | 281 dias consecutivos sem casos de COVID-19 em Macau

Conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus

O médico adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde São Januário (CHCSJ), Dr. Alvis Lo Iek Long, fez nota na conferência de imprensa do Centro de Coordenação que até ao dia 4 de Janeiro, nunca houve uma transmissão comunitária da COVID-19 em Macau e por 281 dias consecutivos não são registados casos locais de transmissão da COVID-19 (incluindo indivíduos infectados assintomáticos). Já passaram 192 dias sem diagnóstico de casos importados.

Macau diagnosticou, até à data, quarenta e seis (46) casos, dos quais, quarenta e quatro (44) são casos importados e dois (2) são relacionados com casos importados. Quarenta e seis (46) pessoas tiveram alta. Não há registo de qualquer infecção entre os profissionais de saúde nem casos mortais. Todos os doentes recuperados concluíram o isolamento do período de convalescença, não há nenhum caso de contacto próximo em observação médica. Nos últimos sete (7) dias - 28 de Dezembro a 3 de Janeiro - foram testadas em Macau 92,858 pessoas.

O Dr. Alvis Lo Iek Long revelou, ainda, que o problema do servidor da função de registo de informação complementar do endereço no Código de Saúde foi devidamente resolvido, e existem já soluções alternativas, que serão lançadas a partir das 11:00 horas do dia 5 de Janeiro. No que diz respeito à capacidade de processamento, os Serviços de Saúde já efectuaram testes de stress, com a capacidade de processar 800.000 dados numa hora; Se os residentes usarem todo o fluxo, em simultâneo, o sistema suspenderá a função de preenchimento dos dados do endereço, de modo a não afectar a criação do Código de Saúde e o acesso aos estabelecimentos; quando o uso de fluxo for reduzido, a função de preenchimento de endereço será automaticamente reactivada. A opção de preenchimento do endereço foi optimizada, podendo os residentes introduzir o nome da rua ou o nome do edifício para procurar automaticamente os dados do endereço correspondentes; aqueles que registaram o endereço, nos dias do processo inicial, não necessitam de o preencher outra vez, mas poderão, agora, alterar os dados, conforme necessário. A função de registo de informação complementar do endereço tem um período de adaptação de 14 dias. Apela-se aos residentes para que não façam o registo de modo apressado, após 14 dias, para que possa ser gerado um código de saúde válido, os residentes devem preencher o endereço. Esta função tem como objectivo principal a preparação de medidas específicas de prevenção e controlo epidémico divididas por categorias e zonas em caso de ocorrência de um caso em Macau.

Quando questionado sobre as capacidades de detecção de testes de ácido nucleico para a nova estirpe do coronavírus em Macau, o Dr. Lo Iek Long disse que tendo em conta a evolução da nova estirpe do coronavírus identificada no Reino Unido, as técnicas de detecção e reagentes de Macau já foram revistas, podendo já ser detectada a nova estirpe do coronavírus, independentemente da aplicação dos reagentes do Governo ou das instituições privadas. Se for detectado resultado positivo, o Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde pode, através da tecnologia de sequenciação genética, confirmar se é uma nova estirpe do coronavírus.

Sobre os efeitos colaterais da vacina contra COVID-19, o Dr. Alvis Lo indicou que, as vacinas, e outros tipos de medicamentos, possuem efeitos secundários, por isso é necessário realizar estudos clínicos por Fases I, II e III para verificar a eficácia e segurança da vacina. De acordo com os dados da vacina actualmente disponíveis, mostram que os ensaios clínicos são seguros e os benefícios da vacinação são muito maiores do que os efeitos adversos, as reações adversas comuns incluem febre, dor de cabeça, vermelhidão local ou caroços no local de inoculação, etc., e todos são previsíveis; sobre efeitos secundários raros, estes só podem ser descobertos após a vacinação da população em grande escala. Por outro lado, sobre noticias que referem o aparecimento de doenças raras após a vacinação, convém salientar que isso não pode ser validado com base em um ou dois casos, porque há uma reação de acoplamento, ou seja, não há relação causal entre a vacinação do paciente e a ocorrência de uma determinada doença rara. Mesmo sem vacinação pode ocorrer o aparecimento de doenças raras, mas para haver certezas são necessários mais dados para analisar se as pessoas vacinadas têm alguma doença rara.

A Dr.ª Leong Iek Hou relatou que, entre o dia 28 de Dezembro e o dia 3 de Janeiro de 2021 foram submetidos a observação médica 504 indivíduos, dos quais, 216 residentes de Macau e 288 não residentes de Macau. No total, até ao dia 3 Janeiro de 2021, foram enviados para a observação médica 22.979 indivíduos. Há, ainda 1.459 indivíduos em observação médica, nos hotéis designados.

Relativamente às questões sobre o andamento de aquisição de vacinas e da sua administração apresentadas pelos jornalistas, a Dr.ª Leong Iek Hou respondeu que, de acordo com o planeamento, prevê-se que as vacinas contra a COVID-19 possam chegar em Macau no primeiro semestre deste ano. Os detalhes, os meios de entrega de vacinas, a marcação de população, grupos de pessoas para a vacinação prioritária, a necessidade de pagamento para a vacinação ainda estão a ser programados. As decisões serão tomadas de forma concreta. após a chegada de vacina. Cada vacina tem a sua idade específica de destinatários. A vacina desenvolvida em conjunto pela ShanghaiFosun Pharmaceutical e pelo BioNtech, adquirida pelo Governo da RAEM, estará só disponível para indivíduos com idade igual ou superior a 16 anos, tal como a vacina da China National Pharmaceutical Group (Sinopharm) também possui um determinado nível etário de administração.

O Centro de Contingência irá efectuar a avaliação de acordo com a idade indicada pelas fábricas farmacêuticas e os seus dados. No lançamento da vacina serão anunciadas as informações relativas à idade adequada de vacinação e o grupo de pessoas que serão alvo de cada uma das vacinas.

A Drª. Leong Iek Hou referiu, ainda, que de acordo com o regulamento administrativo de vacinação, a vacinação é gratuita para os residentes de Macau, mas os não residentes de Macau têm de pagar a vacinação. A cobrança de taxas de vacinação aos trabalhadores não residentes, ainda necessita de ter em consideração alguns detalhes relativos a diplomas e a situação epidémica, não há ainda orientações temporariamente. Foram adquiridas 1.4 milhões de vacinas, uma quantidade considerada suficiente.

Relativamente à situação de coronavírus no Interior da China, a Dr.ª Leong Iek Hou esclareceu que o vírus da COVID-19 foi encontrado em peças relacionadas com o sector automóvel, no Interior da China, e essas peças não foram contaminadas na importação, mas foram trocadas entre doentes diagnosticados no Interior da China, em seguida, essas peças foram distribuídas por vários locais da China, e finalmente, foi descoberta a sua contaminação. Das informações actuais, incluindo situações que envolvem produtos alimentares da cadeia de frio, a contaminação foi feita pelo contacto com doentes diagnosticados e entrega dos produtos em outros locais. Pelo que, o Cento de Contingência salienta que, o ambiente ou produtos que agora nós transacionamos podem conter o vírus, e com a grande quantidade de produtos que há a circular, não é possível garantir que todos os produtos importados ou locais não contenham o vírus. O Governo tenta fazer o melhor possível, e no presente, o Governo faz o trabalho de limpeza e desinfeção, os testes de ácido nucleico, aos produtos alimentares da cadeia de frio importados, para o risco de vírus, seja reduzido. Mas a alerta a mais essencial aos cidadãos é que, depois de tocar em qualquer coisa, deve assegurar que as mãos sejam limpas antes de tocar os seus olhos, nariz ou boca.

O Cento de Contingência informou, ainda que está muito atento à ocorrência de casos dispersos em algumas províncias do Interior da China, nomeadamente tentando perceber a origem de infecção. Espera-se a absorver com estas situações experiências para evitar a ocorrência de situações idênticas em Macau. O Cento de Contingência alerta a população de Macau, que a epidemia da COVID-19 ainda é globalmente grave. Não está excluída a possibilidade de serem detectados casos importados em Macau, e até casos locais provocados pelos casos importados. Apela-se aos cidadãos a boa preparação de medidas de prevenção e controlo em qualquer tempo, incluindo o uso de máscaras em forma correcta, prestação de atenção à higiene pessoal, nomeadamente a prestação de atenção à higiene de mãos, para que reduza o risco.

A Chefe da Divisão de Relações Públicas da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Lau Fong Chi, reportou o número de pessoas em observação médica em hotéis designados.

O Chefe da Divisão de Operações e Comunicações do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Dr. Ma Chio Hong, relatou a actual situação da cidade e a situação de entradas e saídas de Macau, entre outros.

Estiveram presentes na conferência de imprensa, o médico adjunto da Direcção do CHCSJ, Dr. Lo Iek Long, o chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Dr. Lei Tak Fai, a Chefe da Divisão de Relações Públicas da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Lau Fong Chi, e a coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou.

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