A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental publicou o Relatório do Estado do Ambiental de Macau 2020

A DSPA tem vindo a melhorar gradualmente o ambiente da água ao longo da costa através dos planos direccionados ao controlo da poluição

A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) publicou o Relatório do Estado do Ambiente de Macau 2020 (doravante designado por “relatório”) no Dia Mundial do Ambiente, em 5 de Junho. O relatório mostra que as águas de algumas áreas costeiras de Macau apresentam, constantemente, má qualidade, devido a que, em algumas zonas, os colectores de intercepção da rede de drenagem apresentaram sobrecarga e estiveram cheios durante longo tempo, o sistema de rede de canalização de águas pluviais estava ligado ao esgoto doméstico e haviam descargas ilegais, entre outros problemas, os quais conduziram a que uma grande quantidade de águas residuais não tenha entrado na estação de tratamento de águas residuais para o seu tratamento, tendo sido directamente transbordada ou descarregada nas águas costeiras através das saídas de descarga de águas pluviais.

O relatório mostra que, sob o impacto da epidemia da Pneumonia em Macau causada pelo novo tipo de coronavírus, como em 2020 as actividades sociais diminuíram, a qualidade geral do ar melhorou, os níveis do ruído registados pelasestações de monitorização baixaram, o volume do consumo de recursos ambientais (consumo de água e de electricidade) diminuiu, as diversas pressões ambientais, como o volume das emissões de gases de efeito estufa e os resíduos sólidos urbanos reduziram significativamente e o número de árvores nos passeios aumentou.

O relatório também mostra que as águas de algumas zonas costeiras de Macau apresentam, constantemente, má qualidade e, nomeadamente, as águas do Porto Interior e do Fai Chi Kei, entre as outras zonas, foram as piores. Quanto ao problema de poluição da água costeira de Macau, a DSPA já realizou um estudo detalhado, verificou a totalidade de 186 saídas de drenagem costeira em Macau e, entre elas, 47 saídas de drenagem efectuavam directamente descargas de águas residuais domésticas. O motivo principal para a má qualidade da água costeira nos últimos anos resulta do facto deos colectores de intercepção de águas residuaisda área do sistema de confluência da rede de canalização se encontrarem permanentemente cheios, e a rede de canalização de águas pluviais da área do sistema de desvio apresentar frequentemente problemas como a ligação incorrecta de esgotos domésticos e descargas ilegais, entre outros problemas, os quais conduziram a que uma grande quantidade de águas residuais não tenha entrado normalmente, pela rede de canalização das águas residuais, na estação de tratamento de águas residuais para o seu tratamento, tendo sido directamente descarregada nas águas costeiras através das saídas de descarga das águas pluviais. A situação de descarga de águas residuais acima referida tem causado um problema, cada vez mais grave, de poluição das águas costeiras de Macau nos últimos anos e nada tem a ver com a capacidade de tratamento da estação de tratamento de águas residuais.

Para isso, a DSPA tem vindo a formular planos direccionados ao controlo da poluição com base em estudos anteriormente realizados e de acordo com as causas de cada caso de poluição ao longo da costa, bem como tem vindo a cooperar com os serviços relevantes no acompanhamento conjunto e sequencial desse controlo. Actualmente, já teve início, prioritariamente, o programa de instalação de estação temporária de tratamento de águas residuais junto do Terminal Marítimo do Porto Exterior. Ao mesmo tempo, está a ser estudada com os serviços funcionais relevantes a forma de realizar o tratamento nos locais onde a descarga de esgotos ao longo da costa é mais grave, como, por exemplo, promover a melhoria dos esgotos e estabelecer instalações temporárias de tratamento de águas residuais ao longo da costa do Porto Interior, bem como elaborar um plano de controlo da poluição para a saída de drenagem do aqueduto do tanque de águas pluviais na Avenida 24 de Junho, entre outros.

Para além disso, em 2020, o Governo da RAEM promoveu principalmente os trabalhos de redução e reciclagem de resíduos, incluindo a publicação do “Regime de Gestão de Resíduos de Materiais de Construção” e do que “Proíbe a importação e o trânsito, na Região Administrativa Especial de Macau, dos utensílios de mesa descartáveis de esferovite”, entre outros regulamentos relacionados com a protecção ambiental, e alargou o âmbito da recolha de equipamentos electrónicos e eléctricos e da reciclagem de resíduos recicláveis da sociedade. Ao mesmo tempo, acompanhou também a elaboração das normas que regulam os níveis de emissão das principais fontes fixas de poluição do ar, publicou as normas de qualidade do ambiente atmosférico, realizou a sondagem do ruído ambiental e iniciou a monitorização da qualidade da água em toda a área marítima, para concretizar a melhoria gradual da qualidade ambiental em diversos aspectos.

A versão chinesa e portuguesa do Relatório do Estado do Ambiente de Macau 2020 já estão publicadas em formato electrónico no website da DSPA, sendo a versão inglesa publicada posteriormente. Para mais informações sobre o relatório consulte, por favor, o website seguinte (https://www.dspa.gov.mo/REAM2020.aspx ) ou faça a leitura do código QR.

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