Inquérito às necessidades de mão-de-obra e às remunerações referentes ao 3º trimestre de 2021 – Actividades financeiras


A Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) disponibiliza os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2021 do Inquérito às Necessidades de Mão-de-obra e às Remunerações das Actividades Financeiras, o qual abrange os “bancos”, a “outra intermediação financeira”, os “seguros” e as “actividades auxiliares de intermediação financeira”. O objecto estatístico engloba as instituições financeiras sujeitas à supervisão da Autoridade Monetária de Macau e exclui os mediadores e os agentes não directamente vinculados às companhias de seguros.

No fim do terceiro trimestre de 2021 laboravam no sector das actividades financeiras 8.255 trabalhadores a tempo completo. Em Setembro deste ano a remuneração média (excluindo as participações nos lucros e os prémios) dos trabalhadores a tempo completo foi de 29.730 Patacas, isto é, +2,8%, em termos anuais.

Os “bancos” empregavam 7.063 trabalhadores a tempo completo (+0,9%, em termos anuais) e a remuneração média cifrou-se em 30.370 Patacas (+2,1%). Na “outra intermediação financeira” existiam 242 trabalhadores a tempo completo (+2,1%, em termos anuais), cuja remuneração média foi de 26.020 Patacas (+3,6%).

Nos “seguros” laboravam 698 trabalhadores a tempo completo, mais 6,9%, em termos anuais e a remuneração média fixou-se em 30.100 Patacas, subindo ligeiramente 0,4%.

As “actividades auxiliares de intermediação financeira” empregavam 252 trabalhadores a tempo completo (-27,2%, em termos anuais), dos quais 174 eram empregados de balcão (-30,1%). A remuneração média dos trabalhadores a tempo completo correspondeu a 14.460 Patacas, mais 9,1%, em termos anuais, devido à diminuição do número de alguns trabalhadores que tinham rendimentos relativamente baixos.

No fim do terceiro trimestre do corrente ano havia 318 vagas no sector das actividades financeiras, mais 22, face ao fim do terceiro trimestre de 2020. Destaca-se que o número de vagas dos “bancos” (272) subiu 23, em termos anuais e que o de vagas dos “seguros” (28) se manteve. Em relação aos requisitos de recrutamento, o domínio do mandarim e o do inglês eram requeridos em mais de 90% das vagas do sector das actividades financeiras. O ensino superior era exigido em 99,6% e 100,0% das vagas dos “bancos” e dos “seguros”, respectivamente.

Durante o terceiro trimestre deste ano, nos “bancos” o número de trabalhadores recrutados e o de trabalhadores que deixaram o emprego foram de 280 e 243, respectivamente. A taxa de recrutamento de trabalhadores (4,0%) diminuiu 0,4 pontos percentuais, em termos anuais, enquanto a taxa de rotatividade de trabalhadores (3,4%) e a taxa de vagas (3,7%) subiram 0,4 e 0,3 pontos percentuais, respectivamente. Estes indicadores reflectem que a procura de mão-de-obra era relativamente estável nos “bancos” durante o trimestre em análise.

No sector das actividades financeiras, 9.742 participantes frequentaram cursos de formação fornecidos pelos estabelecimentos (nomeadamente, cursos organizados pelos estabelecimentos, realizados em conjunto com outras instituições ou subsidiados pelos estabelecimentos) durante o terceiro trimestre do corrente ano, correspondendo a uma redução significativa de 29,9%, em termos anuais. Refira-se que nos “bancos” havia 9.004 participantes em cursos de formação e que a maioria destes formandos (72,7%) frequentou cursos de “comércio e gestão”, seguindo-se os formandos dos cursos de “direito” (17,7%). Além disso, 58,1% dos formandos dos “bancos” participaram em cursos fora das horas de expediente. No que concerne ao pagamento, os encargos de formação de mais de 90% dos formandos do sector das actividades financeiras foram pagos pelos próprios estabelecimentos.



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