A Chefe do CDC, Dra. Leong Iek Hou, lembrou que o pessoal da linha de frente deve estar alerta e tomar medidas de precaução.
Tendo em conta os recentes casos de infecção pelo vírus Nipah detectados no Estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, e com o propósito de fortalecer a barreira de prevenção epidémica na linha da frente dos postos fronteiriços e de reforçar a sensibilização e a capacidade de resposta ao vírus Nipah por parte do pessoal da linha da frente dos postos, os Serviços de Saúde organizaram, no dia 30 de Janeiro, uma palestra intitulada “Conhecimentos sobre a infecção pelo vírus Nipah”, destinada aos Serviços de Alfândega, ao Corpo de Polícia de Segurança Pública, ao Corpo de Bombeiros e à Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau, a fim de elevar ainda mais a capacidade de coordenação interdepartamental na prevenção e controlo de epidemias, e antecipar os trabalhos preparatórios de resposta e precaução necessários. A palestra em questão contou com a participação de mais de 50 pessoas.
Durante a palestra, a chefe do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde, Dra. Leong Iek Hou indicou que, o posto fronteiriço constitui a primeira linha de prevenção e controlo da epidemia. Apesar da distância geográfica entre a Índia e Macau, o transporte internacional é frequente e a circulação de pessoas é conveniente, o pessoal da linha da frente dos postos deve ainda aumentar a sua vigilância em relação à infecção pelo vírus Nipah, realizando os devidos trabalhos de prevenção. Por sua vez, o Chefe substituto da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis, Dr. Ieong Chon Kit, apresentou detalhadamente a situação epidemiológica, as vias de transmissão, os sintomas clínicos, e os meios de identificação dos casos suspeitos da doença, bem como os pontos-chave para a prevenção individual, de forma a melhorar a capacidade de resposta dos participantes.
Na ocasião, os participantes fizeram perguntas de forma activa, e trocaram ideias com os representantes dos Serviços de Saúde sobre possíveis situações enfrentadas no desenvolvimento dos trabalhos relevantes. Todos manifestaram consenso unânime quanto às medidas de prevenção e controlo adoptadas pelos Serviços de Saúde e afirmaram que, iriam participar e implementar conjuntamente as respectivas acções, de modo a salvaguardar a primeira linha da prevenção epidémica nos postos fronteiriços.
Actualmente, os Serviços de Saúde já estabeleceram um mecanismo de coordenação interdepartamental com diversos serviços, com o objectivo de realizar periodicamente inspecções e acções de formação do pessoal dos postos fronteiriços sobre a capacidade de resposta a emergências de saúde pública, que abrangem várias vertentes, tais como o isolamento e a protecção, a comunicação e a coordenação, a segurança de transporte e as medidas de resposta às emergências das instituições médicas, entre outras., no sentido de garantir respostas expeditas em caso de incidentes, uma detecção precoce, uma notificação atempada, e a adopção de medidas adequadas em diferentes emergências. No futuro, os Serviços de Saúde continuarão a organizar as palestras, acções de formação ou sessões de esclarecimento referentes à prevenção e ao controlo da epidemia, de acordo com as necessidades efectivas, com vista a continuar a reforçar o sistema de prevenção epidémica dos postos fronteiriços.
O vírus Nipah é um vírus zoonótico que pode ser fatal, nos últimos 20 anos, foram registados vários casos de infecção humana no Bangladesh e na Índia. Os Serviços de Saúde apelam à população para se manter em alerta. Caso não seja estritamente necessário, deve evitar a deslocação às regiões afectadas; caso seja indispensável viajar, deve adoptar as seguintes medidas para reduzir o risco de infecção:
- Reforçar a higiene pessoal e alimentar, lavar as mãos com frequência e evitar o consumo de frutas ou produtos derivados de frutas contaminados;
- Evitar o contacto com animais infectados e deslocações a quintas, habitats de morcegos e quintas de criação, entre outras;
- Evitar ter contacto próximo com os doentes locais;
- Em caso de indisposição após o regresso a Macau, deve recorrer ao médico o mais rápido possível, informando-lhe pormenorizadamente da sua história de viagem e de contacto.


