Serviços de Saúde, DSEDJ e IAS realizam conferência de imprensa intitulada “Construir em conjunto de uma Rede de Resiliência Psicológica – da Cognição à Acção”
O Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) tem-se alinhado dinamicamente com a estratégia nacional de desenvolvimento de “prioridade à saúde”, implementando os objectivos gerais e os indicadores definidos no “Plano de Acção para Macau Saudável”, cumprindo as três orientações políticas de “antecipação de prevenção de doenças”, “descentralização de recursos” e “mudança de mentalidades”. Através do programa “Comunidade Saudável”, tendo sido realizadas actividades de divulgação científica de saúde diversificadas na comunidade, a fim de elevar o nível de literacia em saúde e a capacidade de autogestão de saúde da população. Os Serviços de Saúde (SS), em conjunto com a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e o Instituto de Acção Social (IAS), realizou-se, no dia 30, uma conferência de imprensa intitulada “Construir em Conjunto uma Rede de Resiliência Psicológica – da Cognição à Acção”, apresentando aos residentes, de forma pedagógica, os problemas emocionais comuns, técnicas de tratamento, canais de pedido de ajuda e medidas de apoio para grupos específicos. Estiveram presentes na conferência o Director do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), substituto, Tai Wa Hou, a chefe do Serviço de Psiquiatria, Lam Mei Fong, a técnica superior assessora principal (psicoterapia), Choi Ka Man, a chefe do Departamento do Ensino Não Superior da DSEDJ, Choi Man Chi, e o chefe do Departamento de Solidariedade Social do IAS, U Ka Wai.
Na conferência de imprensa, o Director do CHCSJ, substituto Tai Wa Hou, afirmou que o Governo da RAEM atribui grande importância à saúde física e mental dos residentes, salientando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que “não há saúde sem saúde mental”, e que as doenças mentais podem ser reconhecidas, tratadas e recuperadas, sendo a procura de ajuda um comportamento responsável e não um sinal de fraqueza. Os SS estabeleceram um mecanismo de intervenção por níveis em saúde mental, que abrange desde a comunidade até ao hospital e desde a prevenção até ao tratamento. Ao nível comunitário, a prevenção precoce e o apoio são prestados através de instituições particulares e equipas de serviços comunitários nos círculos de vida dos residentes, tornando a “Comunidade Saudável” a primeira linha de defesa da saúde física e mental. Ao nível dos centros de saúde, os nove centros de saúde e três instituições sem fins lucrativos de Macau dispõem de serviços de psicoterapia e aconselhamento, servindo de “primeira paragem” para os residentes pedirem ajuda. Ao nível de cuidados de saúde diferenciados, o Serviço de Psiquiatria do CHCSJ assegura tratamento medicamentoso, internamento e intervenção em situação de crise. No âmbito da reabilitação, é prestado apoio contínuo com vista a facilitar a reintegração dos indivíduos em processo de recuperação na comunidade e prevenir recaídas. Este mecanismo de intervenção por níveis visa garantir que os residentes disponham de pontos de apoio adequados, independentemente do grau de perturbação. Deste modo, é possível resolver casos ligeiros na comunidade, tratar adequadamente os casos moderados a graves e prestar cuidados contínuos aos indivíduos em recuperação. Sob a coordenação e articulação da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura, os SS, a DSEDJ e o IAS constituíram um mecanismo de colaboração estreita, concretizando a articulação de recursos e a interligação de casos, com vista à eliminação de barreiras entre departamentos e à formação de uma rede de apoio abrangente, que inclua todas as faixas etárias e todo o processo de reabilitação. Este mecanismo visa garantir que estudantes, trabalhadores, idosos e prestadores de cuidados obtenham apoio atempado.
A Chefe Lam Mei Fong e a técnica superior assessora principal (psicoterapia) Choi Ka Man apresentaram as perturbações emocionais comuns e técnicas de tratamento. As três principais patologias psicológicas mais prevalentes em Macau são a ansiedade, a depressão e a insónia. A ansiedade manifesta-se por palpitações inexplicáveis, aperto no peito, inquietação e medo incontrolável por um período superior a duas semanas, afectando o trabalho e a vida quotidiana. A depressão caracteriza-se por um humor persistentemente baixo, perda de interesse, distúrbios de apetite e de sono, fadiga e pensamentos negativos por mais de duas semanas consecutivas. Quanto à insónia, se houver dificuldade em adormecer, despertares frequentes ou precoces por mais de um mês, resultando em cansaço após acordar e afectando a vida diurna e o trabalho, trata-se de insónia patológica que requer intervenção. Esta condição está frequentemente associada a quadros de ansiedade e depressão. A insónia com uma duração prolongada pode agravar o problema emocional, criando um ciclo vicioso. As causas das perturbações psicológicas podem ser explicadas pelo modelo “Bio-Psico-Social”: factores biológicos referem-se ao desequilíbrio de substâncias químicas cerebrais; factores psicológicos incluem características de personalidade e modos de lidar com o stress; e factores sociais referem-se às pressões da vida, sendo que os três factores interagem, não se tratando de uma simples falha de carácter. Dados da OMS indicam que 1 em cada 4 pessoas no mundo experienciou problemas de saúde mental, mas 90% podem melhorar através de uma intervenção precoce.
Os residentes podem julgar o momento de pedir ajuda com base em três aspectos: persistência (as reacções normais ao stress aliviam-se geralmente em duas semanas; se durarem mais tempo, é necessário prestar atenção), grau de sofrimento (se a insónia, a ansiedade ou o humor baixo persistirem sem melhorias), e impacto na vida (se o trabalho, os estudos, a vida social ou as relações familiares estiverem gravemente prejudicados). Se a perturbação emocional ultrapassar duas semanas e afectar seriamente o quotidiano, deve procurar-se ajuda profissional activamente. Recomenda-se seguir os três passos para pedir ajuda: primeiro, desabafar com familiares ou amigos de confiança; se a situação não melhorar, procurar serviços profissionais, como médicos de família, linhas de aconselhamento psicológico, psicoterapeutas ou assistentes sociais; em caso de pensamentos de autolesão ou de ferir outrem, trata-se de uma emergência, e deve recorrer-se imediatamente ao serviço de urgência do hospital.
De um modo geral, quando os residentes apresentam problemas emocionais, as principais técnicas de tratamento incluem: (1) Ajuste cognitivo: ajudar os residentes a compreender a relação entre “pensamentos”, “emoções” e “comportamentos”, reavaliando se os seus pensamentos internos são demasiado negativos ou extremistas, e estabelecendo pensamentos mais adaptáveis e realistas através de exercícios. (2) Regulação física: ensinar técnicas de relaxamento para aliviar as emoções através do ajuste corporal, como a respiração abdominal e o relaxamento muscular. (3) Fornecimento de um espaço de expressão seguro e confidencial: ajudar os residentes a expressar os seus sentimentos através da fala, organizar problemas internos, clarificar pensamentos, dar apoio emocional e ajudar a estabelecer uma rede de apoio.
A Chefe Choi Man Chi apresentou os trabalhos específicos de apoio ao crescimento saudável dos estudantes, nomeadamente a identificação e intervenção precoces no apoio aos alunos, através da colaboração interdepartamental, e em cooperação com os SS, de modo a facultar canais prioritários de encaminhamento para serviços médicos necessários. A nível escolar, a DSEDJ elaborou materiais e recursos educativos sobre a saúde mental dos jovens, realizou formação profissional para o pessoal docente e lançou o “Plano de incentivos aos jovens da escola dinâmica” e lançou as “seis medidas desportivas”, incentivando os alunos a criarem hábitos de exercício físico e promovendo o desenvolvimento físico e mental. No que se refere ao aconselhamento profissional, a DSEDJ coopera com instituições de aconselhamento escolar para prestar serviços de aconselhamento escolar e de proximidade, tendo lançado uma linha de aconselhamento para estudantes, disponível 24 horas por dia, bem como uma plataforma de consulta online, que prestam serviços de aconselhamento online e offline. Além disso, em conjunto com os SS e o IAS, lançou a “Academia de Pais”, que auxilia os pais a aprenderem com os filhos e a reforçar a sua confiança parental.
O Chefe U Ka Wai apresentou o apoio nos âmbitos da saúde física e mental dos idosos, grávidas, puérperas e pessoas em reabilitação psicossocial. No que se refere aos serviços para idosos, são realizadas actividades culturais e recreativas em mais de 30 centros de dia e centros de convívio para incentivar a participação social dos idosos. É também desenvolvido um plano de rede para idosos isolados e para famílias de dois idosos, sendo organizadas visitas de voluntários comunitários para confrontar os idosos e reduzir o sentimento de solidão. Por outro lado, são subsidiadas duas equipas de serviços comunitários para idosos, a fim de prestarem serviços de proximidade e efectuarem avaliações domiciliárias de casos com risco de saúde mental identificados no “Levantamento e registo dos idosos isolados e das famílias de dois idosos”. O IAS está a elaborar o “Pacote de Informações de Cuidados aos Idosos”, destinado a apoiar os cuidadores. No apoio a grávidas e puérperas, os SS e o IAS adoptam o modelo de “cooperação médico-social”, tendo emparelhado, desde Novembro de 2025, 12 centros/postos de saúde com 13 centros de serviços integrados familiares para prestar serviços de encaminhamento e globais, promovendo actividades de aprendizagem de ciclo completo e planos de incentivo, e criando 6 “creches de capacitação” para reforçar o apoio na criação dos filhos. No que se refere aos serviços de apoio a pessoas em reabilitação psicossocial e às suas famílias, são facultadas cerca de 1.600 vagas em 11 instalações de reabilitação, que incluem alojamento e reabilitação diurna. São também organizados grupos de autoajuda e aconselhamento para familiares, bem como cursos de primeiros socorros de saúde mental, com vista a promover a inclusão comunitária.
Os Serviços de Saúde apelam aos residentes para prestarem mais atenção ao seu estado emocional e psicológico, bem como aos seus familiares e amigos à sua volta, podendo, através da "Conta única → Gestão da minha saúde", utilizar o instrumento de auto-avaliação da saúde mental "Autoverificação Emocional", para se inteirar do seu estado mental a qualquer momento, pode também ligar directamente para a "Linha aberta de apoio emocional: 28712356" ou a "Linha aberta sobre vida da Cáritas: 28525222", a fim de procurar o serviço de aconselhamento emocional. Para mais informações sobre saúde mental, pode consultar a "Página electrónica de informações sobre saúde mental" dos Serviços de Saúde (https://www.ssm.gov.mo/mentalhealth/).





