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Reforço da função de Macau como “Plataforma de Serviços Financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa” Cerimónia de abertura da Acção de Formação para Supervisores da ASEL

Cerimónia de inauguração da “Acção de Formação para Supervisores da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos (ASEL) – 2026”

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM), em conjunto com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões de Portugal (ASF), organiza, no período de 13 a 24 de Abril de 2026, a “Acção de Formação para Supervisores da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos (ASEL) – 2026”. No momento do início deste conjunto de actividades, teve lugar hoje (dia 13) a cerimónia de abertura da Conferência sobre a Supervisão Financeira Internacional Moderna - Desafios e Respostas, dando início à acção de formação profissional especializada e de intercâmbio no âmbito da cooperação internacional em matéria de supervisão.

O Secretário para a Economia e Finanças do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Dr. Tai Kin Ip, o Subdirector da Administração Nacional de Regulação Financeira, Dr. Xiao Yuanqi, o Presidente do Conselho de Administração da ASF, Dr. Gabriel Bernardino, o Presidente do Conselho de Administração da AMCM, Dr. Vong Sin Man, a Presidente do Conselho de Administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Dra. Filomena Manjata, a Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, Dra. Ester José, o Director-Executivo da Insurance Authority of Hong Kong, Dr. Clement Lau, bem como as Vogais do Conselho de Administração da AMCM, Dra. Lau Hang Kun e Dra. Chan Kuan I presidiram à cerimónia de abertura na qualidade de convidados de honra. Estiveram presentes nesta actividade cerca de 120 representantes dos sectores segurador e bancário de Hong Kong e de Macau.

Aproveitamento das vantagens da plataforma China-Países de Língua Portuguesa para servir a integração no desenvolvimento nacional

No seu discurso, Tai Kin Ip afirmou que a acção de formação reflecte a função de Macau como “Plataforma de Serviços Financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, contribuindo para consolidar o papel de Macau como “interlocutor de precisão” entre a China e os países de língua portuguesa. Referiu ainda que o sistema financeiro global enfrenta transformações de digitalização e de inteligência, o que conduz ao aumento dos riscos de cibersegurança e da complexidade das actividades transfronteiriças, sendo necessário reforçar a cooperação de supervisão e a resiliência financeira. No futuro, Macau articular-se-á com o 15.º Plano Quinquenal nacional, ao serviço do objectivo de construção de uma potência financeira, aproveitando plenamente as vantagens de “Um País, Dois Sistemas”, aprofundando a plataforma financeira China–Países de Língua Portuguesa, aperfeiçoando o sistema de supervisão de dimensão internacional, reforçando a cooperação com os países de língua portuguesa e alargando a cooperação internacional, contribuindo para a modernização ao estilo chinês e para uma abertura de alto nível.

Assinatura de protocolos de cooperação para aprofundar a formação e a cooperação em supervisão financeira

Na presença de Tai Kin Ip, a AMCM e a ASF assinaram a «Protocolo de Cooperação para a Formação de Quadros Técnicos da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos (ASEL)», lançando as bases para promover a criação, em Macau, do “Centro de Formação Avançada para Quadros Técnicos da ASEL”; ao mesmo tempo, a AMCM assinou também com a ARSEG o «Protocolo de Cooperação», reforçando a supervisão do mercado segurador e a cooperação técnica.

Partilha de experiências de supervisão de diferentes regiões para, em conjunto, reforçar a resiliência financeira China–Países de Língua Portuguesa e a inovação colaborativa

Na conferência, Xiao Yuanqi, na sua intervenção temática, afirmou que o reforço da supervisão global passa por salvaguardar a seriedade de indicadores nucleares de supervisão, tais como a adequação de capital e a gestão de liquidez, permitindo simultaneamente que os países adoptem uma supervisão adaptativa, de modo a preservar a flexibilidade necessária para acomodar as diferenças nas estruturas financeiras de diferentes países e regiões. Xiao Yuanqi indicou ainda que a implementação da supervisão contracíclica se centra na sustentabilidade do modelo de negócio das instituições, no carácter científico e razoável dos mecanismos de avaliação e de incentivos, bem como na suficiência das reservas preventivas contracíclicas. Um mecanismo endógeno sólido de prevenção e controlo de riscos nas instituições financeiras constitui uma medida essencial para a prevenção e controlo de riscos. As actividades financeiras não bancárias assumem uma importância crescente, sendo urgentemente necessário clarificar o sujeito da supervisão, o âmbito da supervisão e os instrumentos de supervisão. Além disso, as mudanças na forma da moeda e nos mecanismos de transmissão colocam também desafios à resiliência do funcionamento financeiro; a síntese contínua das experiências e das lições, bem como o aperfeiçoamento do quadro de supervisão, dos instrumentos e dos métodos, constituem uma missão e responsabilidade comuns no domínio da supervisão financeira internacional.

Na sua intervenção temática, Gabriel Bernardino afirmou que a cooperação no âmbito das autoridades de supervisão dos países e territórios de língua portuguesa assume uma importância estratégica para a evolução e robustez dos respetivos mercados, ao permitir a partilha sistemática de conhecimento, experiências e boas práticas regulatórias.
Num contexto em que muitos dos desafios enfrentados são semelhantes, o diálogo e a colaboração institucional potenciam soluções mais eficazes e consistentes. Embora as respostas regulatórias tenham necessariamente de ser adaptadas às realidades locais, estas podem beneficiar significativamente de modelos, instrumentos e abordagens já testados e aplicados noutros países da comunidade lusófona, reduzindo custos de aprendizagem e evitando erros já identificados.

De seguida, o Dr. Clement Lau e a Dra. Chan Kuan I realizaram a sua intervenção, abordando entre outros temas nucleares o desenvolvimento da tecnologia financeira e da cibersegurança em Hong Kong e em Macau, respectivamente.

No seu discurso de encerramento do seminário, o Dr. Vong Sin Man afirmou que a AMCM, enquanto membro fundador da ASEL, ao longo de 22 anos, nunca interrompeu a cooperação e a comunicação com os parceiros de supervisão das regiões de língua portuguesa; a realização conjunta, em Macau, desta acção de formação com a ASF, bem como a assinatura de dois protocolos de cooperação, demonstram igualmente que, com a cooperação conjunta dos países de língua portuguesa, Macau, enquanto importante elo de ligação entre a China e os países de língua portuguesa, se articula com precisão com o 15.º Plano Quinquenal nacional, integrando-se no panorama geral do desenvolvimento nacional e colocando-se ao serviço desse mesmo desenvolviemento.

Esta acção de formação contou com a resposta e o apoio activo dos países de língua portuguesa, com a participação de 18 supervisores da ASEL provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau. O conteúdo da formação inclui a partilha, por formadores portugueses destacados pela ASF, sobre a aplicação da «Norma Internacional de Relato Financeiro n.º 17 — Contratos de Seguro» (IFRS 17), bem como formação de supervisão em conhecimentos actuariais, ministrada por vários formadores profissionais indicados pela Associação Actuarial Internacional. Durante a acção de formação, está igualmente previsto que os formandos se desloquem à Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong–Macau em Hengqin e a Zhuhai para visitas de estudo, a fim de conhecerem a situação mais recente da inovação em tecnologia financeira no Interior da China e do desenvolvimento da Zona de Cooperação.

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