Serviços de Saúde: Empregados domésticos naturais das Filipinas e os residentes de Macau com 94% de imunidade contra sarampo 

Entre 1 e 6 de Abril de 2019, os Serviços de Saúde realizaram uma pesquisa por amostragem de anticorpos contra o sarampo a empregados domésticos naturais das Filipinas. Também foi concluída a análise dos resultados da vigilância de anticorpos dos residentes contra o sarampo no primeiro semestre de 2018.

De acordo com os resultados, estima-se que a proporção de trabalhadores filipinos com imunidade contra o sarampo seja de 94%, o que é semelhante à imunidade contra o sarampo dos residentes com idade igual ou superior a 20 anos de idade. Os resultados demonstram que o nível de imunidade contra o sarampo nos trabalhadores não residentes e dos cidadãos de Macau é ideal.

Apesar destes níveis de imunidade não está excluída a possibilidade de ocorrência de casos individuais e infecções colectivas, mas os resultados são indicadores que a possibilidade de ocorrência de uma epidemia é baixa daí não existirem razões para preocupações

A pesquisa de anticorpos de empregados domésticos contra sarampo, abrangeu um total de 107 pessoas. Todas as pessoas analisadas foram mulheres, com idades compreendidas entre os 23 e 62 anos, destas 50 pessoas têm menos de 40 anos e 57 pessoas possuem idade igual ou superior a 40 anos.

Os resultados da pesquisa revelaram que, através de anticorpos IgG, detectado por um método EIA menos sensível, um total de 98 casos (91,6%) apresentaram anticorpos, três (3) (2,86%) foram incertos e seis (6) (5,6%) não tinham anticorpos contra o sarampo. Os resultados incertos e sem anticorpo no teste EIA serão submetidos ao método PRNT, uma análise mais demorada, mais sensível e que permite resultados mais detalhados.

Experiências anteriores revelaram que no caso dos resultados incertos 95% dos resultados passam a positivo através do método PRNT, portanto, estima-se que 94% dos participantes tenham a imunidade contra o sarampo.

Os valores por idade são: 87,7% dos participantes de 20 a 39 anos têm imunidade contra o sarampo, enquanto 100% dos participantes com idade igual ou superior a 40 anos possuem imunidade contra o sarampo.

Os resultados da análise do nível de anticorpos contra o sarampo da população residente de Macau no primeiro semestre de 2018 mostraram que a proporção de imunidade contra o sarampo foi de 100%, 98% e 100% para pessoas com 20 a 29 anos, 30 a 39 anos e 40 anos ou mais, respectivamente, todos testados pelo método PRNT, um método mais sensível, sendo a média de 99%.

Através do método mais rápido e menos sensível, EIA, verificou-se que, em média, 84% das pessoas tiveram anticorpos contra sarampo e, entre elas, a proporção de pessoas com 20 a 29 anos, 30 a 39 anos e 40 anos ou mais que tiveram anticorpos contra sarampo são de 65%, 90% e 97% respectivamente, neste método com uma média global de 84%. Os resultados acima são similares aos resultados da monitorização anual desde 2012.

Os resultados demonstram que embora a proporção de imunidade contra o sarampo na população adulta de Macau seja próxima de 100%, algumas pessoas na população mais jovem têm uma imunidade mais fraca devido à falta de infecção natural do vírus do sarampo.

Documentação científica existente demonstra que pessoas com imunidade relativamente fraca ainda podem contrair sarampo, mas os sintomas são leves e menos propensos a serem transmitidos para outras pessoas.

Os Serviços de Saúde continuarão a fornecer vacinação gratuita ou paga contra o sarampo para residentes de Macau e trabalhadores não residentes que nasceram em 1970 ou depois e que não foram devidamente vacinados nem contraíram o sarampo. Entre eles, os lactentes, crianças jovens, funcionários de creches e profissionais de saúde nascidos em 1970 ou depois podem ir aos centros de saúde para vacinação, sem necessidade de marcação, e os outros precisam de fazer marcação através de telefone de centros de saúde ou da página electrónica dos Serviços de Saúde (https://www.ssm.gov.mo/mmrrs) para vacinação. Entre estes estão aqueles que cuidam de bebés com menos de um ano de idade, incluindo empregados domésticos, e possuem prioridade na vacinação.

Os empregados domésticos com idade igual ou superior a 40 anos não têm urgência de vacinação.



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