Serviços de Saúde: Diagnosticado mais um caso de sarampo importado

Os Serviços de Saúde diagnosticaram, segunda-feira, 8 de Abril, mais um (1) caso de sarampo, perfazendo, em 2019, um total de 32 casos, dos quais 14 são casos de sarampo importado (tiveram um registo de viagem no período de incubação) e 18 casos são casos relacionados com sarampo importado (casos em que as pessoas infectadas estiveram em contacto com os casos de sarampo no período de incubação). De entre estes 18 casos, 8 são profissionais de saúde do Hospital Kiang Wu e 2 são profissionais no Centro Hospitalar Conde de São Januário.

Dos 32 casos, 27 já tiveram alta. Os Serviços de Saúde apelam ao pessoal médico, instituições médicas, residentes e pais de bebés que não foram vacinadas contra o sarampo para tomar precauções.

De acordo com a investigação epidemiológica, o novo caso foi diagnosticado num residente de Macau, 21 anos de idade, que estuda numa universidade em Inglaterra. No dia 3 de Abril quando voltou de Inglaterra apresentou sintomas de febre à noite, e no dia 8 de Abril, apresentou sintomas de exantema (erupção cutânea) em todo o corpo. Na tarde desse mesmo dia recorreu a tratamento médico, durante a tarde, no Serviço de Urgência do Hospital Kiang Wu.

Após a realização de testes de PCR contra o sarampo, no Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde, os resultados foram positivos para a presença de sarampo.
Actualmente, o paciente ainda apresenta febre, sendo o seu estado clínico considerado normal. O paciente nasceu em Macau e administrou a vacina contra sarampo.

Os familiares e amigos com que o paciente teve contacto após regresso a Macau não apresentaram sintomas semelhantes. Os Serviços de Saúde estão a monitorizar o estado de saúde das pessoas que tiveram contacto com esta paciente durante a fase inicial da doença.

O Sarampo é uma doença transmissível aguda por tracto respiratório, causada pelo vírus do sarampo, as vias de transmissão são as gotículas de saliva expelidas, podendo, todavia, ainda ser transmitidas por contacto directo com as secreções infectadas e objectos contaminados de doentes. De um modo geral, o período de incubação é de 7 a 18 dias, podendo ocorrer um período mais longo de 21 dias.

Uma pessoa com o vírus do sarampo é contagiosa entre 2 e 4 dias antes que a erupção cutânea apareça e continua a sê-lo até ao seu desaparecimento.

Os principais sintomas são febre prodrómica (superior a 38ºC), mancha bucal (Koplik spot), erupção cutânea (exantema manuculopapular) generalizada, conjuntivite (vermelhidão dos olhos), tosse e corrimento nasal. Em geral, a erupção cutânea aparece três dias após a ocorrência de sintomas. A face e atrás das orelhas são o local de início do exantema, que afecta depois o pescoço, o corpo, os quatro membros e no fim, palma das mãos e planta dos pés, com a duração de 4 a 7 dias. Durante o desaparecimento a pele fragmenta-se e ocorrem sedimentos.
O sarampo é altamente contagioso, sendo uma doença muito comum em crianças em zonas com baixa taxa de cobertura vacinal.

O sarampo é uma doença que causa prostração, sendo a maioria dos sintomas considerados ligeiros. Sem tratamento o Sarampo pode causar complicações como encefalite, pneumonia. A taxa de mortalidade é de 1/1000 a 1/100.

Para proteger a saúde das crianças, os Serviços de Saúde apelam aos pais para que cumpram o Programa de Vacinação da RAEM, levando os seus filhos periodicamente para vacinação, chamando a atenção do público para:
1. A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a infecção do sarampo. Todas as crianças devem receber duas doses de vacinas, para efeito completo de imunidade, contra o sarampo, após o 1.º aniversário;
2. Não viaje com crianças que não tenham completa imunidade para viajar ao exterior ou para lugares lotados com visitantes;
3. As pessoas que cuidam de bebés e crianças, como cuidadores domésticos e trabalhadores de creches devem ser vacinados contra o sarampo;
4. Peste atenção à cortesia do tracto respiratório, não toque nos olhos, nariz e boca antes de lavar as mãos;
5. Pessoas imuno-comprometidas devem evitar deslocar-se aos locais lotados ou instituições médicas;
6. Caso apareçam sintomas suspeitos, devem usar máscara e recorrer à consulta médica.
Caso tenham dúvidas, os residentes podem ter acesso à página electrónica dos Serviços de Saúde (http://www.ssm.gov.mo) ou ligar para a linha verde n.o28700 800.



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