Centro Policlínico da Associação de Bem-Estar dos Moradores de Macau da Zona Norte
Para concretizar os objectivos gerais e os indicadores definidos no “Plano de Acção para Macau Saudável”, bem como implementar as três orientações políticas: “Antecipação de intervenção das doenças, descentralização de recursos, mudança de mentalidades”, o Governo da RAEM tem promovido, através do programa “Comunidade Saudável”, uma ampla colaboração com associações, tirando partido dos efeitos sinérgicos para elevar o nível de saúde dos residentes. Em cooperação com a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (doravante designada por “Associação de Moradores”), os Serviços de Saúde estabeleceram as “Consultas Externas Comunitárias” no Centro Policlínico da Associação de Bem-Estar dos Moradores de Macau da Zona Norte, que entrou oficialmente em funcionamento no dia 8. Este serviço prestará serviços gratuitos de tratamento e diagnósticos de doenças agudas comuns aos residentes de Macau, visando facilitar o acesso aos serviços médicos comunitários e proceder ao desvio eficaz dos utentes das consultas não marcadas dos Centros de Saúde de Fai Chi Kei e da Areia Preta, elevando ainda mais a acessibilidade dos serviços médicos comunitários e a experiência dos residentes no recurso aos cuidados de saúde.
As “Consultas Externas Comunitárias” está situada no Centro Policlínico da Associação de Bem-Estar dos Moradores de Macau da Zona Norte, sito na Avenida do General Castelo Branco, n.º 489, 2.º andar E, Edifício Cheng I. A partir do dia 8, o serviço estará disponível de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 18h00, prestando cuidados médicos gratuitos para residentes com doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites. Os médicos destas consultas externas prescreverão medicamentos fornecidos de forma unificada pelos Serviços de Saúde, de acordo com o quadro clínico real. Os registos das consultas externas e das prescrições serão totalmente digitalizados e carregados na Plataforma de Registos de Saúde Electrónicos (eHR) de Macau, podendo os residentes aceder aos mesmos através da “Conta Única”, tornando o serviço mais transparente, conveniente e rastreável.
O subdirector dos Serviços de Saúde, Cheang Seng Ip, a chefe do Departamento de Cuidados de Saúde Comunitários, Wong In, a enfermeira-supervisora da área de cuidados de saúde comunitários, Leong Pou Lon, e a vice-presidente da Direcção da Associação de Moradores, Lam Man Chi, realizaram recentemente uma visita ao local para inspeccionar os preparativos, conhecer o fluxo operacional e o mecanismo de colaboração com os centros de saúde. O subdirector Cheang Seng Ip afirmou que esta cooperação reflecte plenamente o modelo de “divisão de trabalho e cooperação, e integração entre tratamento e prevenção” entre o Governo da RAEM e as associações, que, para além de aproveitar a rede de serviços comunitários das associações, assegura a profissionalização e a continuidade dos serviços médicos, expandindo simultaneamente o espaço de desenvolvimento profissional para os jovens profissionais de saúde de Macau e promovendo o desenvolvimento de talentos médicos locais. Os Serviços de Saúde irão acompanhar de perto o funcionamento das “Consultas Externas Comunitárias” e avaliar oportunamente a eficácia do serviço, estabelecendo as bases para a sua futura expansão a outras instituições médicas sem fins lucrativos.
É importante sublinhar que o sistema de serviços médicos de Macau segue uma estratégia de desenvolvimento paralelo entre instituições públicas, instituições sem fins lucrativos e instituições privadas, com cada uma a desempenhar as suas funções e a complementar-se mutuamente. Em 2025, o volume de consultas não marcadas nos centros de saúde de Macau superou 250 mil atendimentos. Com o aumento contínuo da procura de serviços médicos para doenças agudas pelos residentes, a criação das “Consultas Externas Comunitárias” facilita o acesso dos residentes aos serviços médicos comunitários, exercendo uma função de desvio que permite aos centros de saúde concentrar-se na prevenção, cuidados de saúde e gestão de doenças crónicas, colaborando com as instituições médicas privadas para elevar a acessibilidade aos serviços comunitários e a experiência dos residentes. Ao mesmo tempo, os Serviços de Saúde continuam a apoiar os residentes a recorrerem a instituições médicas privadas através do Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde e a elevar continuamente as competências profissionais e a competitividade do pessoal médico dos sectores público e privado através da Base de Formação em Medicina Familiar, enquanto a optimização do “Regime jurídico para o exercício de actividade das instituições privadas prestadoras de cuidados de saúde” promoveu o desenvolvimento sustentável do mercado médico privado. No futuro, os Serviços de Saúde continuarão a aprofundar a colaboração com todos os sectores, a concretizar as três orientações políticas de “Antecipação de intervenção das doenças, descentralização de recursos, mudança de mentalidades”, a apoiar o desenvolvimento diferenciado e sinérgico entre as instituições médicas públicas e privadas, e a explorar plenamente as vantagens complementares dos diversos prestadores de serviços médicos, trabalhando em conjunto para concretizar a visão governativa de uma “Macau Feliz”.






