Inquérito de conjuntura à restauração e ao comércio a retalho referente a Agosto de 2019

Em Agosto de 2019 o desempenho dos negócios do ramo da restauração continuou a enfraquecer, isto é, 38% dos proprietários entrevistados da restauração declararam diminuições homólogas no volume de negócios, tendo esta proporção subido 7 pontos percentuais, em relação à de Julho. Destaca-se que a proporção dos proprietários dos estabelecimentos de comidas e lojas de sopas de fitas e canjas, que manifestaram decréscimos homólogos no volume de negócios, foi de 31%, crescendo 10 pontos percentuais e que a proporção dos proprietários dos restaurantes chineses (46%) também aumentou, isto é, 4 pontos percentuais. Por seu turno, 33% dos proprietários entrevistados da restauração declararam aumentos homólogos no volume de negócios, tendo esta proporção diminuído cerca de 1 ponto percentual, relativamente à de Julho, informam os Serviços de Estatística e Censos.

Em relação ao comércio a retalho, 40% dos retalhistas entrevistados manifestaram decréscimos homólogos no volume de negócios, tendo esta proporção ascendido 5 pontos percentuais, face à de Julho. Destaca-se que a proporção dos vendedores de automóveis (80%), que declararam diminuições homólogas no volume de negócios, subiu significativamente 40 pontos percentuais. Por seu turno, 40% dos retalhistas entrevistados manifestaram acréscimos homólogos no volume de negócios de Agosto, esta proporção aumentou 3 pontos percentuais, relativamente à de Julho. Realça-se que todos os retalhistas entrevistados de artigos de couro declararam aumentos homólogos no volume de negócios e que a proporção dos supermercados (67%) também cresceu, isto é, 22 pontos percentuais.

Quanto às expectativas para Setembro, os proprietários entrevistados da restauração previram que o desempenho dos negócios ainda não seria satisfatório, isto é, 45% dos proprietários entrevistados anteviram diminuições homólogas no volume de negócios, tendo esta proporção subido 18 pontos percentuais, comparativamente com a prevista para Agosto. Em termos dos estabelecimentos de restauração, 48% dos proprietários dos restaurantes japoneses e coreanos, 47% dos proprietários dos estabelecimentos de comidas e lojas de sopas de fitas e canjas, bem como 55% dos proprietários dos restaurantes ocidentais previram decréscimos homólogos no volume de negócios para Setembro, estas proporções cresceram 22, 20 e 18 pontos percentuais, respectivamente, em relação às previstas para Agosto. Além disso, 18% dos proprietários projectaram aumentos homólogos no volume de negócios, esta proporção desceu 2 pontos percentuais, relativamente à prevista para Agosto.

Os retalhistas do ramo do comércio a retalho estavam cautelosamente optimistas quanto ao desempenho dos negócios para o mês de Setembro, isto é, 65% dos retalhistas entrevistados previram aumentos homólogos ou estabilizações homólogas no volume de negócios para Setembro, tendo esta proporção subido 2 pontos percentuais, em relação à prevista para Agosto. Observou-se que 67% dos retalhistas de relógios e joalharia, bem como todos os retalhistas de artigos de couro anteviram acréscimos homólogos ou estabilizações homólogas no volume de negócios para Setembro, registando-se crescimentos de 28 e 20 pontos percentuais, respectivamente, face às proporções previstas para o mês anterior, enquanto as proporções dos retalhistas de mercadorias de armazéns e quinquilharias (46%), assim como dos vendedores de automóveis (30%) desceram 27 e 20 pontos percentuais, respectivamente. Paralelamente, a proporção dos retalhistas entrevistados, que projectaram diminuições homólogas no volume de negócios, baixou de 38% para 35%.

Os destinatários do “Inquérito de Conjuntura à Restauração e ao Comércio a Retalho” foram seleccionados com base no volume de negócios. Inclui-se no actual inquérito 186 restaurantes e estabelecimentos similares (correspondentes a cerca de 53% das receitas do ramo) e 136 retalhistas do comércio a retalho (correspondentes a cerca de 70% das receitas do ramo). Os resultados do inquérito reflectem apenas a estimativa sobre a situação da conjuntura dos proprietários e retalhistas entrevistados, já que não foi realizada uma inferência global.



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