Serviços de Saúde apelam aos residentes e instituições para tomarem precauções contra infecções por gastroenterite viral

Os dados de monitorização dos Serviços de Saúde revelam que o norovírus está a tornar-se mais activo em Macau. No início de Outubro, em média, registavam-se menos de 10 casos por semana. Na última semana o numero de infecções subiu para 24.

Até ao dia 24 de Outubro de 2019, em Macau, foram registados 205 casos de gastroenterite aguda devido à infecção por norovírus, o que representa um aumento significativo quando comparado com o período homólogo de 2018 (158 casos).

Foram registados 13 casos de infecção colectiva, registando-se um ligeiro aumento face aos 10 casos de 2018. Não foram registados casos graves ou mortais. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar e reforçar a monitorização da situação, apelando aos residentes e instituições para prestarem atenção à higiene individual, ambiental e alimentar.

Esta sexta-feira (25 de Outubro) foi diagnosticada uma infecção colectiva de gastroenterite na turma “Oceano” da Creche I da Associação das Mulheres Oriundas de Fukien de Macau, situada na Rua do Mercado de Macau, tendo sido infectadas três (3) crianças, duas (2) do sexo masculino e uma (1) do sexo feminino com 1 a 2 anos da idade.

Desde o dia 22 de Outubroo, os alunos começaram a manifestar sintomas de vómitos e diarreia, todas as crianças afectadas recorreram a instituições médicas para tratamento, sendo o estado de saúde considerado estável. Não foi registado nenhum caso grave ou de internamento. Foi excluída a possibilidade de gastroenterite alimentar em conformidade com a situação e as horas de refeições. De acordo com as horas de ocorrência da doença, os sintomas e o período de incubação, é provável que o agente patogénico esteja relacionado com uma infecção viral. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar e a investigar o caso, procedendo à recolha de amostras de fezes para análise laboratorial e foram reforçadas as indicações ao estabelecimento escolar para que haja a implementação de medidas, em especial a forma correcta de tratamento de vómitos e de excrementos, e limpeza profunda do ambiente e manutenção da ventilação do ar no interior das instalações.

O norovírus e o rotavírus são doenças frequentes da gastroenterite viral e ocorrem principalmente no Outono e no Inverno, propagando-se muito facilmente. A infecção por norovírus é fácil de ocorrer em equipamentos colectivos, nomeadamente em lares de idosos e escolas, bem como junto de vários grupos etários. A via de transmissão inclui o consumo de alimentos ou água eventualmente contaminados por esse vírus; o contacto com vómitos ou dejetos de pessoas doentes; o contacto com os objectos contaminados; ou a transmissão por gotículas de saliva. A incubação da infecção ocorre normalmente entre 24 a 48 horas.

A infecção por rotavírus é frequente ocorrer em lactentes e crianças de idade compreendida entre os 6 meses e os 2 anos, sendo a sua principal via de transmissão o contacto com secreções ou dejetos de pacientes. Os sintomas de ambas as doenças contagiosas são idênticos, designadamente, náuseas, vómitos, diarreia com fezes aquosas, dores abdominais e febre ligeira. De um modo geral, os sintomas são ligeiros, e tratam-se de doenças autolimitadas, com a duração de 1 a 5 dias, sem complicações. Os dois vírus necessitam de ser confirmados por análises laboratoriais.

Os Serviços de Saúde recomendam à população que preste atenção à higiene pessoal, ambiental e alimentar. Acresce que caso os profissionais do sector da restauração ou o pessoal de enfermagem manifestem sintomas como vómitos ou diarreia para não se apresentarem o local de trabalho e recorram a assistência médica, adoptando medidas rigorosas de higiene pessoal, de modo a evitar a propagação da doença.

Em caso de aparecerem doentes suspeitos, o pessoal prestador de cuidados de saúde deve ter a máxima cautela aquando da limpeza quer das fezes quer dos vómitos dos doentes, devendo substituir luvas e lavar as mãos imediatamente após cuidar de cada paciente.

Recomenda-se a todos as creches, escolas, lares e outras instituições similares que na ocorrência ou identificação de uma situação de infecção colectiva para contactarem de imediato o Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde através do número de telefone 2870 0800, de modo a proceder ao acompanhamento imediato.



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