Macau regista 34 dias consecutivos sem casos de COVID-19 // Equipa Internacional de Emergência Médica da China (Macau) parte quarta-feira para Argélia para participar nos trabalhos de emergência médica internacional

Conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus

O Dr. Mio Chi Fong, chefe do grupo médico da Equipa Internacional de Emergência Médica da China (Macau), médico de Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário apresentou a participação da Equipa Internacional de Emergência Médica da China (Macau) no plano do “Grupo de Peritos Médicos Antiepidémicos da China na Argélia”. Esta missão foi organizada pelo Ministério das Relações Exteriores da China e coordenada pela Comissão Nacional de Saúde.

A Argélia é actualmente considerada como uma zona grave de infecção da Covid-19 em África. Há mais de 4.000 indivíduos infectados, com a taxa de mortalidade mais de 9%, o que está a causar um grande impacto no sistema de saúde da Argélia. Assim, a Equipa Internacional de Emergência Médica da China (Macau)vai partir no dia 13 de Maio (quarta-feira), para a Argélia e executar umaa missão médica junto do Grupo de Peritos Médicos de Chongqing.

A Equipa Internacional de Emergência Médica da China (Macau)disponibiliza 5 membros, incluindo médico, enfermeira, epidemiologista, perito em resgate humanitário, entre outros. A Equipa executará as missões tais como, partilha de experiências relativas ao combate de epidemia com os serviços médicos locais, intercâmbio académico com peritos médicos locais, orientação de plano e percurso às instituições médicas locais, realização de investigação e estudo nas zonas designadas pela Argélia, prestação de formação relativa à prevenção e controlo aos trabalhadores das instituições públicas, realização de sensibilização de saúde à população.

Espera-se que, através desta missão seja possível ajudar a comunidade local e os serviços médicos no combate eficaz contra a epidemia e partilha de experiências no combate à epidemia.

O Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), Dr. Lo Iek Long divulgou que já passaram trinta e quatro (34) dias desde que foi diagnosticado o último caso de pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus. Por quarenta e cinco (45) dias consecutivos não foi registado nenhum caso relacionado com casos importados. Macau tem um total de quarenta e cinco (45) casos diagnosticados, dos quais, quarenta e três (43) são casos importados e dois (2) são casos relativos a casos importados. Não há registo nem ocorrência de transmissão comunitária em Macau. Quarenta e quatro (44) casos são classificados com sintomas ligeiros e um (1) como caso grave. Até ao momento não foram registados em Macau casos mortais.

No total quarenta e dois (42) doentes recuperaram e tiveram alta hospitalar. Há, ainda, três (3) doentes internados, que são considerados casos ligeiros, encontrando-se em estado estável, sem dificuldades respiratórias, não necessitando de oxigénio.Todos os indivíduos considerados contactos próximos em vigilância concluíram as medidas de isolamento. Os três (3) doentes internados estão a receber tratamentos na enfermaria de isolamento do Centro Clínico de Saúde Pública. Onze (11) pessoas estão sujeitas a isolamento de convalescença no Centro Clínico de Saúde Pública; neste momento, não está ninguém internado no Centro de Isolamento Provisório, situado no Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. O número total de teste de ácido nucleico do novo tipo de coronavírus em Macau no dia 11 de Maio foi de 3.328.

Em relação às perguntas de órgãos de comunicação social sobre as medidas amigáveis no âmbito de serviços para idosos e serviços de acolhimento de crianças, citando das informações do Instituto de Acção Social (IAS), o Dr. Lo Iek Long respondeu que o IAS tem prestado estreita atenção à evolução da epidemia, tendo em conta que a resistência física das crianças pré-escolares é relativamente fraca, não existem, de momento, quaisquer planos de medidas amigáveis, no sentido de garantir a saúde e a segurança de crianças. Por outro lado, relativamente à reabertura de centros de serviços para idosos, o Instituto de Acção Social afirmou que já comunicou com as respectivas instituições cívicas para elaboração de vários planos de reinício de funcionamento, por exemplo, no início do mês, os Serviços de Saúde e o IAS acompanharam em conjunto os trabalhos de testes de ácido nucleico do pessoal das respectivas instalações. Para a seguinte etapa, serão retomados, em primeiro lugar e de forma restrita, os serviços em centros diurnos para os idosos com fraco estado físico e os deficientes. O IAS divulgará os detalhes, nas duas semanas anteriores ao reinício do funcionamento dos serviços, para que os utentes e seus prestadores de cuidados de saúde possam tomar conhecimento da situação e preparar bem.

No que diz respeito ao pagamento das despesas médicas por parte de não residentes de Macau diagnosticados com COVID-19 que recuperaram após recepção do tratamento em Macau, o Dr. Lo Iek Long indicou que entre os cinco doentes que já tiveram alta hospitalar na 1.ª fase, 5 não residentes de Macau apresentaram o pedido de isenção das taxas médicas por razões económicas, mas as autoridades rejeitaram os pedidos de isenção das despesas médicas dessas cinco pessoas, por não terem apresentado um documento que comprova as dificuldades financeiras. O mesmo responsável reiterou que, caso os indivíduos recuperados não paguem as despesas médicas dentro do prazo estipulado, as autoridades vão transferir os casos para a Direcção dos Serviços de Finanças para acompanhar a cobrança das taxas, de acordo com os procedimentos estabelecidos.

Além disso, o Dr. Lo Iek Long referiu que, houve três pessoas prolongaram o período de isolamento de reabilitação devido ao fenómeno de recaída, dos quais, dois indivíduos já saíram da reabilitação após os resultados negativos de3 testes de forma repetida, e entraram na fase de auto-gestão de saúde no domicílio. O médico do CHCSJ ainda salientou, que recaída é diferente de recidiva, a recaída só significa que as amostras do paciente são de resultado positivo, mas não representa recidiva da doença. No período posterior de doença, é possível a existência de uma muito pequena quantidade de vírus ou resíduos de vírus, e com as técnicas de detecção actuais, pode ser detectada o vírus, independentemente de vírus sobrevivo ou morto, portanto, não devem ter existir preocupação relativa à saúde destes doentes recuperados e ao risco de divulgação na comunidade.

Por seu turno a Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou, informou que, no dia 11 de Maio, houve mais cinquenta e quatro (54) indivíduos submetidos à observação médica, trinta (30) dos quais são residentes de Macau e vinte e quatro (24) não residentes de Macau. Até ao dia 11 de Maio, foram enviados, no total, para a observação médica 4.319 indivíduos. Duzentos e dezassete (217) indivíduos estão ainda em observação médica, dos quais duzentos e três (203) em hotéis designados, treze (13) em embarcações de pesca e um (1) nas instalações dos Serviços de Saúde.

A Chefe de Departamento dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, deu informações sobre o número de pessoas em observação médica em hotéis designados pelo Governo, e o número de utilizadores de autocarro dourado que liga Hong Kong e Macau após retoma das operações.

O Chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Lei Tak Fai, referiu o encaminhamento dos visitantes provenientes de áreas de alta incidência para os postos de exame médico temporários, a actual situação da cidade e a situação de entradas e saídas de Macau, e o melhoramento ao ambiente de espera do teste do ácido nucleico, e entre outros.

Estiveram presentes na conferência de imprensa o Médico-Adjunto da Direcção do CHCSJ, Dr. Lo Iek Long, , a Chefe do Departamento de Licenciamento e Inspecção da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, o Chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Lei Tak Fai e a Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou, e o Chefe do grupo médico da Equipa Internacional de Emergência Médica da China (Macau), médico de Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Dr. Mio Chi Fong.

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