“Operação Conjunta – Relâmpago 2021” realizada com sucesso

O simulacro de incidente emergente de grande escala, com o codinome “Operação Conjunta – Relâmpago 2021”, foi realizado sob o comando do Comandante da Operação Conjunta, Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak

No sentido de fortalecer o mecanismo de ligação e cooperação entre os serviços da área de segurança e outros órgãos do governo, e reforçar a capacidade de resposta às emergências da prisão, sob o comando pessoal do Comandante da Operação Conjunta, Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, os Serviços de Polícia Unitários (SPU) coordenou os Serviços de alfândega (SA), o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), a Polícia Judiciária (PJ), o Corpo de Bombeiros (CB), a Direcção dos Serviços Correccionais (DSC), e a Escola Superior das Forças de Segurança de Macau (ESFSM), em articulação com os Serviços de Saúde (SS), nas instalações do Estabelecimento Prisional de Coloane (EPC) e na área periférica, para realizar o simulacro de incidente emergente de grande escala, com o codinome “Operação Conjunta – Relâmpago 2021”, na tarde de 8 de Julho, cujo exercício envolveu cenários de motim na prisão, ameaças de bomba, tomada de reféns e interceptação de suspeitos no mar. O exercício foi concluído com sucesso e os resultados esperados foram alcançados.

O exercício teve início às 15,00 horas. Uma festa de confraternização de reclusos (cenário montado) estava a decorrer no campo desportivo da zona prisional masculina do EPC, durante a qual um indivíduo suspeito foi encontrado a colocar um objecto suspeito engenho explosivo na periferia da prisão e a fugir do local. O estabelecimento prisional bloqueou imediatamente o local e notificou o CPSP para tratamento. Paralelamente, foi activado o “Plano de resposta a emergência da DSC”, evacuando os reclusos que participaram na festa. No entanto, 3 reclusos estavam insatisfeitos com o encerramento da festa, clamaram e provocaram distúrbios e incitaram mais de 300 reclusos a criar motins; Como haviam 5 reclusos na área das celas, estes aproveitaram a oportunidade para a tomada de 2 reféns, com a tentativa de fuga, e confrontaram os guardas prisionais. O EPC destacou a Equipa Táctica de Intervenção e a Equipa Antimotim para responder ao incidente. No entanto, devido ao grande número de reclusos provocadores e à escalada violência no local, o Secretário para a Segurança activou o Plano de Resposta a Emergência Interdepartamental após receber a notificação do Director da DSC e instruiu o Comandante-Geral dos SPU a convocar os SA, o CPSP, a PJ, o CB e o SS para deslocaram-se ao EPC para prestar apoio à prisão e estabelecer no local um Centro de Comando Conjunto e Centro de Comando da Operação Local.

A Unidade Especial de Polícia e o Grupo Cinotécnico do CPSP compareceram imediatamente ao EPC para participar na operação conjunta da Equipa Antimotim da prisão. Após a advertência ser infrutífera, a Polícia dispersou e prendeu os reclusos envolvidos no motim. Durante a operação, foi simulado que 5 reclusos ficaram feridos e foram encaminhados para o Centro Móvel de Tratamento de Emergência, cabendo ao pessoal médico da DSC, CB e SS cuidar dos ferimentos e curativos. Um dos reclusos precisava de ser conduzido ao hospital para tratamento.

Por outro lado, o Grupo de Inactivação de Engenhos Explosivos do CPSP, o Grupo de Inspecção ao Local do Crime da PJ e o pessoal de assistência médica do CB chegaram ao local, na área periférica da prisão onde foi encontrado o engenho explosivo. Após ser inspeccionado pelo pessoal do Grupo de Inactivação de Engenhos Explosivos, o robô antibombas detonou-o no local, sendo então entregue ao Grupo de Inspecção ao Local do Crime da PJ para busca e investigação de evidências. Posteriormente, os agentes das forças de segurança e os guardas prisionais realizaram uma ampla pesquisa da área circundante. Além disso, com base nas informações fornecidas pelo Centro de Comando Conjunto Local e detectadas através de drone, os SA capturaram, junto da Praia de Rochas de Coloane, o indivíduo suspeito de ter colocado o engenho explosivo e realizaram uma operação de perseguição marítima, tendo capturado um homem que estava a dirigir uma lancha, em preparação para acolhimento do suspeito.

Ao mesmo tempo, o pessoal do Grupo de Negociação para Situações de Crise da PJ conseguiu persuadir o recluso que fez os reféns a libertar um dos reféns. No entanto, o recluso sequestrador repentinamente perdeu o controlo emocional, ameaçando matar outro refém; O Comandante da Operação Conjunta ordenou uma operação de resgate e o Grupo de Operações Especiais do CPSP invadiu rapidamente a área e subjugou 5 reclusos que fizeram o refém, resgatando com sucesso o outro refém. O incidente de emergência na prisão foi resolvido de forma rápida e eficaz.

O presente simulacro de incidente emergente de grande escala é a primeira vez que o Secretário para a Segurança desempenha o Comandante da Operação Conjunta, após a Lei n.º 9/2002 – “Lei de Bases da Segurança Interna” foi alterada pela Lei n.º 26/2020. O simulacro com duração aproximada de 1 hora e 30 minutos, contou com cerca de 330 participantes, provenientes de equipas de vários serviços e agentes da área de segurança, nomeadamente, Serviços de Alfândega; Grupo de Operações Especiais, Grupo de Intervenção, Grupo de Inactivação de Engenhos Explosivos e Grupo Cinotécnico da Unidade Especial de Polícia do CPSP; Grupo de Negociação para Situações de Crise e Grupo de Inspecção ao Local do Crime da PJ; Equipa de Operações Especiais de Socorro do CB; Equipa Antimotim, técnicos sociais e pessoal médico da DSC, bem como Centro Móvel de Tratamento de Emergência dos SS. A Escola Superior das FSM prestou também apoio logístico ao exercício, que decorreu de forma harmoniosa, respeitando as medidas de prevenção da epidemia, e alcançou os resultados esperados, reforçando efectivamente o mecanismo de ligação e cooperação de vários serviços na transmissão de notificações, coordenação de comando e operações conjuntas, bem como a capacidade de resposta às emergências.

Após o exercício, o Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, disse que o percurso foi sucesso e suave, mas, na situação real existe inevitavelmente mais incertezas do que o exercício, que seriam mais complicadas e podiam envolver mais serviços. Portanto, espera-se que todos os serviços possam através deste exercício ou doutros exercícios no futuro, para melhor definir e clarificar as funções e responsabilidades interdepartamentais, de modo que, conseguem transmitir as notificações em tempo oportuno e actuar com rapidez e sem interrupções nas operações conjuntas. Além disso, um outro objectivo importante deste exercício é fornecer um exemplo para a revisão futura dos planos de contingência penitenciários, permitindo que a Direcção dos Serviços Correccionais possa melhorar sua capacidade de resposta às emergências e também ajudar na promoção da revisão dos planos relacionados, a fim de optimizar o plano de manutenção da segurança de Macau em todos os aspectos.

Face à sociedade em rápida mudança, os diversos serviços da área de segurança estão preparados para os riscos e perigos imprevistos e, em reposta à mudança da situação de segurança pública, continuam a realizar simulacros de emergência, fortalecer a colaboração e a eficiência das operações conjuntas interdepartamentais e melhorar continuamente o mecanismo e plano de operações conjuntas de emergência, a fim de garantir que possa ser tratados com rapidez e eficácia os incidentes emergentes e assegurar a vida e os bens dos cidadãos.

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