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Serviços de Saúde organizaram uma “sessão de esclarecimento sobre a prevenção e o controlo da doença por vírus Ébola”, destinada aos serviços públicos relacionados com os postos fronteiriços e aos operadores de transportes transfronteiriços, visando aumentar a sua capacidade de resposta à epidemia

Serviços de Saúde organizaram uma “sessão de esclarecimento sobre a prevenção e o controlo da doença por vírus Ébola”, destinada aos serviços públicos relacionados com postos fronteiriços e aos operadores de transportes transfronteiriços

Tendo em conta a persistência da epidemia da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda, atendendo a que os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças e a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciaram, recentemente, numa conferência de imprensa online conjunta, que 10 países africanos foram classificados como países de alto risco (“at risk” – com necessidade de reforçar a vigilância) para a doença por vírus Ébola, com o objectivo de reduzir ainda mais o risco de importação da doença e proteger a segurança dos residentes de Macau e da saúde pública, os Serviços de Saúde realizaram, na tarde do dia 27 de Maio, uma “sessão de esclarecimento sobre a prevenção e o controlo da doença do vírus Ébola”, destinada à Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água, à Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego e aos operadores de transportes transfronteiriços. A sessão contou com a presença de mais de 30 pessoas, entre pessoal de gestão de nível intermédio e trabalhadores da linha da frente.

Durante a sessão de esclarecimento, uma representante do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) dos Serviços de Saúde indicou que, apesar da distância geográfica entre a África e Macau, o transporte internacional é conveniente e a circulação de pessoas é frequente. Além disso, a taxa de mortalidade do vírus Ébola é elevada e existe o risco de transmissão transfronteiriça. Os postos transfronteiriços terrestres são o elo de ligação fundamental da cidade ao exterior e os respectivos trabalhadores entram diariamente em contacto com turistas de todo o mundo, pelo que é importante que aumentem o seu nível de alerta e a sua capacidade de resposta à doença. Na ocasião, foram detalhadas as características da doença por vírus Ébola, as vias de transmissão, os sintomas clínicos, os meios de identificação de casos suspeitos e o respectivo encaminhamento, bem como os pontos-chave para a protecção individual. Tendo em conta as características espaciais dos meios de transporte transfronteiriços, foram ainda apresentados os procedimentos concretos sobre a desinfecção diária do ambiente, o tratamento e a desinfecção dos vómitos súbitos ocorridos durante o transporte, bem como as aspectos principais do controlo de infecção, de modo a aumentar a capacidade de resposta dos participantes e a assegurar que os operadores de transportes transfronteiriços e respectivos serviços públicos sejam capazes de activar, de forma expedita, um plano de contingência, realizar a triagem, notificar e prestar assistência no encaminhamento de forma eficaz, caso se verifique um surto de casos suspeitos. Por sua vez, os participantes fizeram intervenções proactivas e procederam a discussões aprofundadas com os representantes do CDC sobre várias circunstâncias possíveis no âmbito dos seus trabalhos. Todos manifestaram concordância com as actuais medidas de prevenção e controlo reforçadas e afirmaram que, iriam adoptar conjuntamente as medidas, de modo a salvaguardar a primeira linha de prevenção epidémica no posto fronteiriço.

A doença por vírus Ébola é uma doença viral grave e aguda, com um período de incubação que varia entre os dois (2) e os 21 dias. Os sintomas surgem de forma súbita e incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares, dores de cabeça e dores de garganta, seguidos devómitos, diarreia, erupção cutânea, disfunções hepáticas e renais. Nos casos graves, pode levar a hemorragias internas e externas, e até à morte. Alguns morcegos frugívoros são os hospedeiros naturais do referido vírus. Os chimpanzés, os gorilas, os macacos, os antílopes da floresta e os porcos-espinhos, entre outros animais também podem ser portadores deste vírus. O vírus Ébola pode ser transmitido por contacto directo com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de animais ou doentes infectados, bem como por exposição indirecta ao ambiente contaminado. Além disso, o contacto directo com o cadáver do falecido durante um ritual fúnebre pode causar infecção. Nas regiões afectadas,os profissionais de saúde, que não cumpram rigorosamente as medidas de controlo da infecção, estão susceptíveis a serem infectados aquando da entrada em contacto próximo com os doentes.

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