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Serviços de Saúde notificados para um caso grave de infecção por COVID-19 e um caso de infecção colectiva da mesma doença


Os Serviços de Saúde foram notificados, no dia 22 de Junho, de um (1) caso grave de infecção pelo novo tipo de coronavírus, sendo os pormenores seguintes:

O caso foi diagnosticado numa residente de Macau, com 64 anos de idade, do sexo feminino, com histórico de doenças crónicas. No dia 15 de Junho, à noite, apresentou febre e tosse, tendo recorrido ao Hospital Kiang Wu para tratamento médico. A análise laboratorial revelou um resultado positivo para o SARS-CoV-2. No dia 21, devido à persistência dos sintomas, a doente recorreu novamente ao Hospital Kiang Wu, onde o exame imagiológico evidenciou pneumonia bilateral nos lobos inferiores dos pulmões. No mesmo dia, foi transferida para a Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, e necessitou de uma ventilação mecânica, encontrando-se actualmente em estado crítico. A doente não tinha historial de viagens durante o período de incubação e não tinha sido vacinada contra a COVID-19. Os familiares que coabitam com a doente não apresentam qualquer indisposição.

Por outro lado, os Serviços de Saúde foram notificados, no dia 22 de Junho, de um caso de infecção colectiva por COVID-19, cujos detalhes são os seguintes:

Trata-se de um total de cinco (5) doentes do sexo feminino, utentes do Complexo de Serviços de Apoio ao Cidadão Sénior "Pou Tai", sito na Rua do Minho, Taipa.

Desde 19 de Junho, as doentes referidas manifestaram sintomas do trato respiratório superior, nomeadamente febre, dores de cabeça, tosse, produção de expetoração, dores de garganta e corrimento nasal, entre outros, tendo obtido um resultado positivo no teste rápido de antigénio para a doença, o que levou ao diagnóstico inicial de infecção por COVID-19. As condições clínicas das doentes são consideradas estáveis, não tendo sido registado casos graves ou outras complicações. Os Serviços de Saúde irão monitorizar rigorosamente e acompanhar a situação de saúde dos indivíduos infectados e não infectados. O estabelecimento em causa já aplicou medidas de controlo da infecção, como o reforço na desinfecção, limpeza e manutenção da ventilação de ar no interior das instalações, de acordo com as orientações definidas, bem como a aplicação rigorosa das normas de isolamento para as pessoas infectadas.

Os Serviços de Saúde vão organizar, de acordo com as diferentes situações, os profissionais de saúde para adoptarem as medidas de apoio, tais como a consulta externa à distância ou envio de profissionais de saúde para serviços de proximidade, no sentido de prestarem serviços médicos adequados e oportunos, aos grupos de alto risco dos lares que possam desenvolver doenças graves, aliviando ainda mais a pressão dos trabalhadores dos lares na prestação de cuidados e proporcionando, o mais cedo possível, o tratamento necessário às pessoas infectadas, de modo a reduzir o risco de casos graves e de morte. Vale a pena sublinhar que os medicamentos antiviraiscontra aCOVID-19podem bloquear a replicação viral. As pessoas que correm maior risco de doença grave por COVID-19 são os idosos e portadores de doenças crónicas. Tomar medicamentos antivirais dentro de cinco (5) dias após a infecção pelo novo coronavírus pode efectivamente diminuir o risco de doenças graves e morte. Recomenda-se que este grupo de pessoas seja submetido a testes de antigénio atempadamente em caso de desenvolver sintomas suspeitos de COVID-19, como febre ou outros sintomas respiratórios, e aqueles com resultados positivos devem dirigir-se a hospitais ou centros de saúde, com a maior brevidade possível, para efeitos de medicação antiviral.

No entanto, face ao aumento da actividade do vírus e ao surgimento recente de casos infantis graves em Macau e nas regiões vizinhas, os Serviços de Saúde apelam aos grupos de alto risco propensos a desenvolver sintomas graves (como idosos, doentes crónicos ou pessoas com baixa imunidade) para se manterem vigilantes, sendo fortemente recomendada a vacinação aos indivíduos de alto risco que ainda não tenham recebido a vacina LP.8.1. A vacina LP.8.1 contra a COVID-19 disponibilizada actualmente pelos Serviços de Saúde confere uma boa eficácia de protecção contra as variantes do novo tipo de coronavírus em circulação, reduzindo eficazmente o risco de complicações graves e de morte.

Com vista a diminuir a infecção da gripe e de outras doenças do tracto respiratório superior, os Serviços de Saúde pretendem sensibilizar os residentes para adopção das seguintes medidas de prevenção:

  1. Vacinar-se anualmente contra a gripe sazonal;
  2. Receber, em tempo oportuno, a vacina contra a Covid-19 recomendada;
  3. Assegurar que todos os membros do agregado familiar têm um sono adequado, uma alimentação equilibrada e uma prática frequente de desporto;
  4. Manter o hábito de uma boa higiene pessoal e lavar frequentemente as mãos;
  5. Cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, bem como manusear cautelosamente as secreções orais e nasais expelidas com um lenço de papel, deitá-lo num caixote de lixo com tampa e depois limpar imediatamente as mãos; quando não tiver lenço, usar a manga da camisola ou cotovelo em vez das palmas das mãos;
  6. Manter uma boa ventilação de ar e uma boa higiene ambiental;
  7. Evitar deslocar-se a lugares densamente povoados;
  8. Usar máscara no caso de ter sintomas de gripe, se necessitar de cuidar de doentes ou se recorrer a um hospital ou clínica;
  9. Em caso de indisposição, recorrer de imediato a um médico e permanecer em casa para descanso.