Secretário para a Segurança, Chan Tsz King, apresenta o balanço da criminalidade e os trabalhos da execução da lei durante o primeiro semestre de 2026.
O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, referiu, hoje (16 de Julho), que nos primeiros seis meses de 2026, a Polícia instaurou um total de 6.628 inquéritos criminais, o que representa uma descida de 71 casos, ou seja, menos 1,1 por cento, em comparação com o período homólogo, o que reflecte a eficácia dos trabalhos de prevenção e de combate desenvolvidos pela Polícia, mostrando que a situação geral da segurança da sociedade se manteve estável e favorável.
Chan Tsz King presidiu, esta tarde, à apresentação das estatísticas da criminalidade e dos trabalhos de execução da lei no primeiro semestre de 2026. Afirmou que, perante um ambiente complexo e mutável, as autoridades de segurança têm cumprido escrupulosamente a «perspectiva geral da segurança nacional», implementando cabalmente as linhas de acção governativa definidas pelo Governo da Região Administrativa especial de Macau (RAEM), promovendo a filosofia de governação da segurança holística, construindo um sistema moderno e dinâmico de prevenção e controlo, no sentido de criar um ambiente de segurança tangível e próspero para os cidadãos.
Revelou que, de acordo com os dados do primeiro semestre do corrente ano, foram registados 1.006 casos de burla, uma descida de 122 casos, ou seja, menos 10,8 por cento, em comparação com o período homólogo, tendo sido registados 283 casos de burlas com recurso às telecomunicações e internet, significando uma descida de 177 casos ou seja, menos 38,5 por cento, comparativamente ao período homólogo, o que revela a eficácia dos trabalhos de prevenção e combate e o aumento significativo da consciência do público sobre a prevenção de burlas. No entanto, a Polícia está ciente que alguns casos de burla de investimento, de burla telefónica «Polícia, Procuradoria e Tribunal» e de burla de namoro online acarretaram prejuízos significativos, pelo que continuará a combater os crimes de burla em todas as vertentes, através da prevenção, recuperação e combate.
No que diz respeito ao trabalho de recuperação de fundos, o secretário disse que a PJ continuou a cooperar com o sector bancário de Macau e as autoridades policiais do exterior, tendo sido evitada, no primeiro semestre do ano, a ocorrência de 404 casos de burla que envolviam um montante de mais de 87 milhões de patacas. Entretanto, foram ainda notificadas 256 contas suspeitas ao sector bancário, de forma a poderem ser adoptadas medidas de alerta e de congelamento. No final do ano 2025, as polícias de Guangdong e de Macau criaram um mecanismo de comunicação sobre potenciais vítimas de burla telefónica. E, até Junho do corrente ano, a Polícia de Macau conseguiu, através deste mecanismo, alertar 45 potenciais vítimas, tendo evitado atempadamente prejuízos superiores a 2,6 milhões de patacas.
Os dados revelam que, na primeira metade de 2026, foram registados 129 casos de crimes violentos, um aumento de 5 casos, ou seja, mais 4 por cento, em comparação com a primeira metade de 2025. No âmbito dos crimes de violência grave, tais como o «rapto», o «homicídio» e a «ofensa grave à integridade física», continuaram a manter uma taxa zero ou uma taxa de ocorrência muito baixa. No que respeita aos crimes contra a pessoa, foram registados 1.309 casos, mais 93 casos do que no período homólogo, o que representa um aumento de 7,6 por cento. Registaram-se 3.831 casos de crime contra o património, menos 92 casos do que no período homólogo, ou seja, menos 2,3 por cento. Relativamente aos crimes contra a vida em sociedade, no primeiro semestre do corrente ano, registaram-se 270 casos, menos 6 casos em comparação com o período homólogo, o que representa uma descida de 2,2 por cento. Registaram-se 175 casos de crime contra o Território, menos 78 casos, face ao período homólogo, o que representa uma descida de 30,8 por cento. O número de crimes não classificados noutros grupos foi de 1.043, um aumento de 12 casos em comparação com o período homólogo, o que representa uma subida ligeira de 1,2 por cento.
Na primeira metade do ano, a Polícia instaurou um total de 1.278 processos de crimes relacionados com o jogo, o que representa um aumento de 139 casos (+12,2 por cento) face ao período homólogo. Quanto ao crime de exploração de câmbio ilícito para jogo, registou-se um total de 259 casos, o que significa um aumento de 7,9 por cento em comparação com o período homólogo. Já em relação aos crimes que anteriormente afectavam gravemente a segurança pública, nomeadamente o empréstimo ilícito e o sequestro, foram registados 87 e 6 casos, representando uma queda de 13,9 por cento e 53,8 por cento, respectivamente.
Em relação à delinquência juvenil, nos primeiros seis meses do corrente ano, registaram-se 87 casos, mais 6 casos do que no período homólogo, correspondendo a um aumento de 7,4 por cento. Entre estes, a «ofensa simples à integridade física» foi a que registou o maior número de casos, com 46 casos, isto é, um aumento de 11 casos em comparação com o período homólogo, sendo a maioria dos casos relacionados com conflitos físicos ocorridos entre amigos ou colegas por motivo de brincadeira ou durante a prática de desporto, existindo um número reduzido de casos relacionados com bullying.
Chan Tsz King explicou que os dados divulgados na sessão de hoje abrangem, pela primeira vez, estatísticas sobre «infracções de trânsito»”, foram adicionados dados de infracções sobre «uso de telemóveis durante a condução do veículo», «não cedência de passagem por veículos», «transgressões à sinalização semafórica» e «excesso de velocidade». Explicou que o CPSP com a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, registaram, no primeiro semestre do corrente ano, um total de 1.238 casos de infracção cometidas por condutores de táxis, o que representa uma descida de 13,8 por cento em comparação com o período homólogo. Registaram-se ainda 2.759 casos de atravessamento ilegal da faixa de rodagem por peões, significando uma descida de 41por cento, comparativamente ao período homólogo. Acrescentou que o número de infracções por «não cedência de passagem por veículos» foi de 1.072, representando um aumento de 35,2 por cento face ao período homólogo. O número de infracções pelo «uso de telemóveis durante a condução do veículo» foi de 873 casos, uma redução de 12,1 por cento em comparação com o período homólogo. O número de casos de «transgressões à sinalização semafórica» foi de 4.401, significando uma subida de 74 por cento, comparativamente ao período homólogo, enquanto o de «excesso de velocidade» foi de 7.435, o que representa uma descida de 6,9 por cento face ao período homólogo.
Chan Tsz King concluiu que a análise estatística do primeiro semestre do ano revela que a situação geral da segurança de Macau mantém-se estável, sem oscilações abruptas nos índices de criminalidade e com uma taxa de crimes de violência grave residualmente baixa, o que demonstra que, com os esforços conjuntos entre a polícia e a população, a segurança e a resiliência da sociedade de Macau são boas. Indicou que, no entanto, os dados demonstram que os casos que apresentam crescimento significativo estão relacionados, sobretudo, com os pontos turísticos, nos casinos e nos hotéis e nas suas áreas circundantes, bem como com problemas relacionados com a juventude. Sublinhou que num ambiente concreto, complexo e em constante mudança, não se pode baixar a guarda, em particular, na formação de valores correctos nos adolescentes. Prometeu que, no segundo semestre, a área da segurança continuará a planear de forma contínua e metódica, face às mudanças da conjuntura da segurança, intensificando a promoção do mecanismo de cooperação interdepartamental, de modo a responder efectivamente às solicitações e expectativas dos cidadãos. E, ao mesmo tempo, continuará a articular-se com o desenvolvimento nacional e os diversos planos estratégicos da RAEM, apoiando-a na implementação do desenvolvimento da diversificação adequada da economia e no aprofundamento da construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.
Além disso, as autoridades de segurança ajustaram o modelo de apresentação do balanço das estatísticas da criminalidade e dos trabalhos de execução da lei, sendo anteriormente realizada uma conferência de imprensa trimestral presidida pelo secretário da tutela, passando a ser realizada semestralmente. Ao mesmo tempo, faz-se o possível para realizar a conferência de imprensa no mês imediatamente a seguir à conclusão da compilação de estatísticas semestrais, aumentando, assim, a transparência da informação e a actualidade dos dados.
