Os Serviços de Saúde instalaram e testar máquinas inteligentes de captura de mosquitos por respiração biológica, nos perímetros das suas instalações
Com a entrada no período de pico das férias de Verão em Macau, regista-se um aumento do número de turistas e de residentes que viajam ao estrangeiro. Tendo em conta a prevalência contínua da febre de dengue e da febre de chikungunya (doravante designadas por “duas febres”) em destinos turísticos frequentes dos residentes, como o Sudeste Asiático, e o surgimento de casos nas regiões vizinhas, Macau registou recentemente um aumento de casos importados sob o impacto destas zonas epidémicas, elevando de forma significativa o risco de transmissão comunitária das “duas febres”. Por forma a salvaguardar a saúde dos residentes e dos turistas, os Serviços de Saúde, através do mecanismo de cooperação interdepartamental, intensificaram as inspecções comunitárias e os trabalhos de eliminação de mosquitos, reforçando globalmente as acções de prevenção e controlo na comunidade.
Face ao elevado risco actual de transmissão de doenças transmitidas por mosquitos, os Serviços de Saúde continuam a reforçar as inspecções, a eliminação de fontes de proliferação e os trabalhos de controlo de mosquitos em locais de alto risco, tais como terrenos vagos e estaleiros de construção. Em articulação com diversos serviços públicos, são realizadas inspecções conjuntas interdepartamentais para alertar os responsáveis pelos locais no sentido do cumprimento rigoroso da eliminação de águas estagnadas e da adopção de medidas de prevenção de mosquitos, prestando em simultâneo orientação técnica para assegurar a aplicação correcta de métodos de eliminação de mosquitos. Além disso, os Serviços de Saúde iniciaram acções de eliminação química de mosquitos de emergência em locais registados por casos confirmados e em zonas de risco adjacentes, por forma a cortar a cadeia de transmissão. Até Junho do corrente ano, foram realizadas 7.751 inspecções a locais de proliferação e efectuadas, no total, 1.524 operações de eliminação química em cerca de 130 pontos negros de higiene de Macau e zonas de risco de casos das “duas febres”. Simultaneamente, desde o mês de Julho, os Serviços de Saúde aumentaram a frequência de eliminação de mosquitos nos pontos negros de higiene para, pelo menos, 3 a 4 vezes por mês, procedendo à avaliação dinâmica do risco de propagação das “duas febres” e ao ajustamento oportuno de diversas medidas; por seu turno, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) é responsável pela execução mensal dos trabalhos de eliminação de mosquitos nos parques, zonas de lazer e cemitérios municipais de Macau.
Além disso, com vista a elevar a eficácia dos trabalhos de controlo de mosquitos em Macau, os Serviços de Saúde introduziram activamente tecnologias inteligentes. Numa fase inicial, foram introduzidas do Interior da China máquinas inteligentes de captura de mosquitos por respiração biológica, estando a ser instaladas e testadas, gradualmente, nos perímetros das instalações sob a alçada dos Serviços de Saúde. Este modelo de máquina pode simular a respiração humana emitindo dióxido de carbono que, aliado a luzes de atracção com espectros específicos, atrai os mosquitos, utilizando depois um fluxo de ar para os aspirar para o interior do dispositivo, onde são desidratados e eliminados. Os Serviços de Saúde irão testar a eficácia de captura, os locais e âmbitos aplicáveis, bem como a durabilidade dos equipamentos, procedendo à análise científica dos dados recolhidos para avaliar a oportunidade de expansão da sua utilização a outros serviços públicos ou locais públicos no futuro. Ao mesmo tempo, os Serviços de Saúde irão testar modelos idênticos produzidos por empresas locais de Macau, comparando de forma integrada as diferenças funcionais e de equipamento entre os vários modelos, servindo como referência e fundamentos para o planeamento e aplicação subsequentes.
Para facilitar aos residentes a adopção de medidas de protecção no exterior, os Serviços de Saúde, através do mecanismo de coordenação interdepartamental da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura, lançaram, em conjunto com a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), o Instituto de Acção Social (IAS), o Instituto Cultural (IC) e o Instituto do Desporto (ID), o Programa “Partilha de repelentes de mosquitos” na Comunidade, Actualmente, foram criadas zonas exclusivas do “Partilha de repelentes de mosquitos” em cerca de 200 pontos de instalações públicas comunitárias, abrangendo 12 “Estações de Saúde e Bem-Estar” de Macau, os hospitais públicos, os centros de saúde, os postos de inspecção sanitária nos postos fronteiriços, as instalações educativas e de actividades juvenis, os espaços culturais, artísticos e históricos, as instalações de serviços sociais, as instalações desportivas, entre outros. A zona específica para a “partilha de repelentes de mosquitos” é uma medida importante da iniciativa “Comunidade Saudável”, visando facilitar a autoprotecção dos residentes contra as picadas de mosquitos e integrar a “prevenção de picadas de mosquitos ao ar livre” na vida quotidiana. No futuro, o programa será alargado a mais serviços públicos consoante as necessidades reais, aperfeiçoando ainda mais a rede comunitária de prevenção de mosquitos e criando uma boa atmosfera de prevenção generalizada.
Os Serviços de Saúde continuam a monitorizar atentamente a prevalência das “duas febres” em Macau e nas regiões vizinhas, estando a tomar todas as medidas necessárias. Dado o maior risco de transmissão das “duas febres” durante as férias de verão, recomenda-se aos residentes que tomem as “três medidas anti-mosquito” para prevenir e controlar em conjunto estas doenças:
1. Prevenir a “proliferação” de mosquitos no domicílio: Elimine regularmente as águas estagnadas próximas dos locais de trabalho e do domicílio, de forma a erradicar a proliferação de mosquitos e de larvas;
2. Impedir a “entrada” de mosquitos em espaços interiores: Utilize redes mosquiteiras nas janelas, nas camas, ou ligue o ar condicionado, entre outras medidas, para reduzir a possibilidade de serem picados por mosquitos;
3. Proteger-se contra “picadas” ao ar livre: Ao realizar actividades ao ar livre, é melhor vestir roupas com mangas compridas e calças compridas, preferencialmente de cores claras e aplicar repelente de mosquitos nas partes expostas da pele ou na roupa, de forma a evitar picadas de mosquitos.






