Resultados da monitorização das ovitraps em Macau
Macau encontra-se numa estação chuvosa e de temperatura elevada, pelo que o nível de actividade dos mosquitos mantém-se alto. Em Agosto, o índice de propagação de mosquitos (ovitrap) em Macau foi de 63,9%, valor superior à média dos últimos cinco anos (59,4%), o que demonstra uma elevada actividade reprodutiva dos mosquitos Aedes albopictus e um aumento significativo do risco de transmissão das “duas febres” – designadamente, febre de Dengue e febre Chikungunya. O índice de propagação de mosquitos (ovitrap) ultrapassou os 70% nas zonas de Coloane, Fai Chi Kei e do Porto Interior, evidenciando uma ampla distribuição dos mosquitos Aedes albopictus nestas zonas.
O Aedes albopictus tem preferência por reproduzir os seus ovos em recipientes artificiais com água estagnada. O índice da ovitrap é relativamente alto, o que significa uma provável existência das fontes de proliferação na comunidade. Neste contexto, os Serviços de Saúde reforçam as seguintes recomendações à população: verificar regularmente ambientes do domicílio e das áreas envolventes, eliminando de imediato qualquer água estagnada; dar atenção especial aos locais mais comuns de acumulação de água, por exemplo, recipientes para plantas aquáticas, bases de plantas, recipientes de armazenamento de água sem tampa, copos utilizados para oferendas religiosas, bandejas de recolha de água residual de aparelhos de ar condicionado, etc, devendo proceder bem ao trabalho de limpeza; colaborar activamente com as medidas de prevenção e controlo do Governo, impedindo a proliferação de mosquitos.
No corrente ano, já foram registados em Macau 10 casos importados das “duas febres”, tendo os doentes viajado para a Província de Guangdong e para outras regiões do Sudeste Asiático, nomeadamente, Filipinas, Sri Lanka, Vietname e Camboja. Com o aumento crescente do risco de propagação das “duas febres” nas regiões vizinhas e o regresso sucessivo de muitos residentes a Macau após viagens ao exterior durante a época alta das férias de Verão, não se pode ignorar o risco de propagação comunitária decorrente da ocorrência de casos importados em Macau. Neste sentido, os Serviços de Saúde apelam aos residentes que se encontram nas regiões afectadas com “duas febres” para reforçarem as medidas de prevenção individual contra mosquitos e, após o seu regresso a Macau, devem prestar muita atenção ao seu estado de saúde. Em caso de manifestarem sintomas suspeitos de febre, erupção cutânea, dores de cabeça, dores musculares e articulações, devem de imediato recorrer ao médico e informar, por iniciativa própria, a história de viagens, para que, em conjunto, se proteja a saúde individual e da comunidade.
Além disso, com o início em breve do novo ano lectivo, os Serviços de Saúde, através do mecanismo de colaboração interdepartamental, apelaram a todas as escolas e aos equipamentos sociais para reforçarem a limpeza e a eliminação de mosquitos nos estabelecimentos, bem como remover prioritariamente os focos de acumulação de água, de modo a proporcionar um ambiente seguro de aprendizagem e de actividades aos professores, alunos e trabalhadores das instalações. Ao mesmo tempo, durante o período de pico da actividade dos mosquitos Aedes albopictus, intensificaram-se as inspecções sobre as fontes de proliferação de mosquitos e os trabalhos de limpeza na comunidade, ajustando-se oportunamente a frequência de eliminação de mosquitos, consoante a avaliação de risco. Nos últimos dias, em conjunto com vários serviços governamentais, realizaram-se acções conjuntas de inspecção, tendo como objectivo reforçar a supervisão das instalações sob sua tutela, no que respeita à remoção das fontes de proliferação de mosquitos e ao trabalho de eliminação química de mosquitos.
Dado a um maior risco de transmissão das “duas febres” neste ano, os Serviços de Saúde apelam aos residentes que tomem bem as “três medidas anti-mosquito” para prevenir e controlar em conjunto as doenças transmissíveis por mosquitos vectores:
- Prevenir a “proliferação” de mosquitos no domicílio: Elimine regularmente águas estagnadas no ambiente circundante aos locais de trabalho e ao domicílio, a fim de erradicar a proliferação de mosquitos e de larvas.
- Impedir a “entrada” de mosquitos: Utilize redes mosquiteiras nas janelas, nas camas, ou ligue o ar condicionado, entre outras medidas, para reduzir a possibilidade de serem picados por mosquitos.
- Proteger-se contra “picadas” ao ar livre: Ao realizar actividades no exterior, é melhor vestir roupas com mangas compridas e calças compridas, preferencialmente de cores claras e aplicar repelente de mosquitos nas partes expostas da pele ou na roupa, de forma a evitar picadas.







