Fotografia de grupo dos representantes dos Serviços de Saúde e Conselho de Especialidades da Academia Médica com os médicos residentes da 2.ª edição
Para dar cumprimento ao trabalho, claramente definido no “3.º Plano Quinquenal” do Governo da RAEM, de formação e reserva de talentos médicos de Macau nas diferentes fases de desenvolvimento — desde os licenciados em medicina e os médicos de clínica geral até aos médicos especialistas —, os Serviços de Saúde realizaram recentemente a “Cerimónia de abertura da 2.ª edição da formação de médicos residentes”. Estiveram presentes o Director dos Serviços de Saúde, Dr. Lo Iek Long, o Presidente do Conselho de Especialidades da Academia Médica, Dr. Lei Chin Ion, o Subdirector dos Serviços de Saúde, Dr. Cheang Seng Ip, o Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Dr. Chang Tam Fei, e a Coordenadora do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças, Dra. Leong Iek Hou, os quais mantiveram um intercâmbio aprofundado com 42 médicos residentes, auscultando as suas expectativas e sugestões relativamente à formação.
No seu discurso, o Director Lo Iek Long começou por dirigir uma calorosa saudação e sinceras felicitações aos médicos residentes que acederam com êxito à fase de formação de médicos residentes e que irão receber, junto dos Serviços de Saúde, uma formação especializada em serviço com a duração de seis anos. O País e o Governo da RAEM atribuem elevada importância ao desenvolvimento do sector da saúde, sendo os profissionais de saúde, independentemente da função que desempenhem, um suporte fundamental para o respectivo desenvolvimento. Nos próximos seis anos, os serviços competentes subordinados aos Serviços de Saúde proporcionarão um ambiente de aprendizagem médica favorável à formação especializada e ao crescimento pessoal, permitindo que os médicos residentes se integrem, de forma progressiva, nas fileiras dos médicos especialistas e assumam uma missão de relevo.
O Director formulou três expectativas aos médicos residentes. A primeira é que valorizem a oportunidade de formação de médico residente e tenham sempre presente a identidade e as responsabilidades próprias do médico. O processo de transição de médico de clínica geral para médico especialista exige treino árduo e aprendizagem contínua, para se poderem tornar um especialista à altura das expectativas dos residentes . Por conseguinte, devem ter sempre presente o seu papel e o seu dever. A segunda expectativa é tirar partido da tecnologia para elevar a eficiência da aprendizagem. A fase de formação de médico residente constitui um período áureo para acumular experiência clínica e reforçar as competências profissionais. Perante o rápido desenvolvimento tecnológico e a constante actualização do conhecimento, podem recorrer à inteligência artificial para auxiliar a aprendizagem. Ao mesmo tempo que dominam as novas tecnologias, espera-se que mantenham sempre o entusiasmo e a curiosidade pela medicina, aprofundando-se na especialidade e adoptando a aprendizagem ao longo da vida. Terceiro, é necessário preservar a dimensão humana da prática médica e prestar cuidados humanizados. Ainda que a inteligência artificial se desenvolva rapidamente, esta não pode substituir o raciocínio clínico, as competências profissionais e a empatia do médico. Os médicos devem manter o espírito de dedicação e a ética profissional que lhes são exigidos, bem como cultivar boas competências de comunicação, de modo a que os utentes se sintam cuidados e recebam serviços de saúde adequados.
No decurso da sessão de intercâmbio, o Director Lo Iek Long, o Presidente Lei Chin Ion, o Subdirector Cheang Seng Ip, o Médico-Adjunto Chang Tam Fei e a Coordenadora Leong Iek Hou responderam, com paciência, às questões levantadas pelos médicos residentes, tendo-se procedido a um intercâmbio e a uma discussão aprofundados. Vários médicos residentes apresentaram diversas opiniões e sugestões sobre a prática clínica e a organização da formação.
O regime de formação e acreditação de especialidades médicas regula, de forma uniformizada, os programas de formação de especialidades médicas do sector público e privado de Macau, a fim de garantir que a formação especializada das diferentes instituições médicas atinja o mesmo nível de acesso, formação e aprovação. A presente edição conta com 42 médicos residentes, que irão iniciar um internato complementar em serviço, com a duração de seis anos, no Centro Hospitalar Conde de São Januário, no Departamento de Cuidados de Saúde Comunitários e no Centro de Prevenção e Controlo de Doenças. As áreas de estágio abrangem a medicina familiar, as disciplinas de saúde pública e mais de 20 especialidades clínicas, o que permitirá aperfeiçoar ulteriormente a estrutura da reserva de talentos médicos de Macau e enriquecer a força médica especializada de Macau
No futuro, os Serviços de Saúde continuarão a zelar pela formação de quadros qualificados na área da saúde e pela construção da respectiva equipa, reforçando a comunicação e a colaboração com as instituições de formação e optimizando a utilização dos recursos formativos. Anualmente, será realizado, de forma regular, o concurso de admissão à residência médica, oferecendo mais oportunidades de desenvolvimento aos jovens médicos e contribuindo para o desenvolvimento de elevada qualidade do sector da saúde de Macau.



