O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde realizou uma sessão de esclarecimento sobre a pneumonia de causa desconhecida, destinada aos profissionais de saúde da linha da frente
Os Serviços de Saúde estão altamente atentos ao caso de morte por pneumonia de causa desconhecida na província de Irkutsk, na Sibéria, na Rússia, recentemente noticiado pelos meios de comunicação social. Após avaliação, o risco que este caso representa actualmente para a saúde pública em Macau é considerado baixo. De acordo com as informações da Organização Mundial da Saúde (adiante designada por OMS), as autoridades russas ainda não confirmaram qualquer caso de peste bubónica e as informações disponíveis não permitem, por ora, uma conclusão definitiva, mantendo-se o caso envolto em incerteza. A OMS indicou que é necessário continuar a monitorizar a evolução da situação. Os Serviços de Saúde manterão o intercâmbio de informações com a OMS e com os serviços de saúde das regiões vizinhas, ajustando de forma dinâmica as estratégias de prevenção e controlo em função da evolução do risco.
Em observância do princípio de prevenção prudente e a fim de reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente perante emergências de saúde pública, os Serviços de Saúde, de acordo com o mecanismo estabelecido, mantêm a preparação para a resposta às diversas doenças transmissíveis. Nos dias anteriores, realizaram, no Centro Hospitalar Conde de São Januário, a “Sessão de esclarecimento sobre a vigilância e a resposta à pneumonia de causa desconhecida”, destinada aos profissionais de saúde da linha da frente, com o objectivo de reforçar a sua vigilância relativamente à pneumonia de causa desconhecida, elevar a capacidade de identificação clínica e assegurar o controlo de infecção e a gestão de riscos.
Na sessão, os representantes do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde apresentaram a situação actual da pneumonia de causa desconhecida na Rússia, as indicações diagnósticas, os procedimentos de notificação e de envio de amostras para análise, a triagem e o controlo de infecção, os métodos de recolha de amostras, a comunicação interdepartamental e a gestão de contactos, de modo a que os profissionais de saúde da linha da frente identifiquem precocemente os casos suspeitos e os notifiquem de imediato. Os participantes intervieram e colocaram questões de forma activa, tendo havido uma ampla troca de opiniões. Todos manifestaram concordância com o conjunto de medidas de prevenção e controlo dos Serviços de Saúde e comprometeram-se a colaborar na sua execução. Posteriormente, os Serviços de Saúde realizarão sessões de esclarecimento destinadas às demais instituições de saúde privadas, a fim de reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente à pneumonia de causa desconhecida e reduzir o risco de transmissão na comunidade.
Os Serviços de Saúde elaboraram já planos de contingência para as grandes doenças transmissíveis e dispõem de um mecanismo e de capacidade de vigilância permanente e de resposta à ameaça de doenças transmissíveis. Continuarão a acompanhar de perto a evolução do caso, mantendo o intercâmbio de informações com a OMS e com os serviços de saúde das regiões vizinhas e ajustando de forma dinâmica as estratégias de prevenção e controlo em função da evolução do risco. Simultaneamente, voltam a apelar aos residentes para que mantenham uma boa higiene pessoal e ambiental. Se, após o regresso a Macau, surgirem sintomas como febre, tosse, dor torácica ou falta de ar, devem recorrer de imediato ao médico e informá-lo, por iniciativa própria, da história de viagem e de contacto, por forma a receberem o diagnóstico e o tratamento adequados.
