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Serviços de Saúde reforçam as medidas interdepartamentais de prevenção e controlo conjunto nos postos fronteiriços e inspeccionam trabalhos de quarentena sanitária para salvaguardar a primeira linha de defesa antiepidémica

Os Serviços de Saúde e o CPSP visitaram o Posto Fronteiriço das Portas do Cerco para inspeccionar a situação de implementação de diversas medidas antiepidémicas e do mecanismo interdepartamental de resposta a doenças infecciosas.

Com o intuito de prevenir, de forma contínua e rigorosa, a propagação transfronteiriça de doenças transmissíveis para Macau, o pessoal do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) dos Serviços de Saúde deslocou-se, no dia 21 de Outubro, ao Posto Fronteiriço das Portas do Cerco para vistoriar os trabalhos da linha da frente na área de quarentena, tendo inspeccionado as diversas medidas antiepidémicas, os processos de quarentena, a organização de recolha de amostras e os equipamentos de protecção dos respectivos trabalhadores. Em paralelo, foi abordado o reforço da colaboração e da comunicação no âmbito do mecanismo de resposta a doenças infecciosas com um representante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Esta iniciativa visa aumentar proactivamente a eficácia do mecanismo e fortalecer continuamente a capacidade de resposta a emergências de saúde pública, de modo a garantir a saúde e a segurança dos residentes locais e visitantes.

Durante a visita, o pessoal do CDC inspeccionou prioritariamente a situação de implementação de medidas de quarentena no referido posto fronteiriço, nomeadamente a declaração de saúde e a monitorização de sintomas de indivíduos oriundos de regiões de alto risco, bem como a averiguação de historial de viagem. Foram igualmente verificados os procedimentos da comunicação de casos suspeitos, tratamento in loco e encaminhamento hospitalar, tendo-se confirmado a suficiência de materiais de protecção e da reserva de equipamentos de emergência. O pessoal do CDC auscultou ainda a apresentação dos trabalhos desenvolvidos por parte do pessoal de quarentena sanitária para se inteirar da situação de execução local. Além disso, foi abordado, com o CPSP, a optimização de procedimentos de colaboração e da notificação mútua de informações nos postos fronteiriços.

Os Serviços de Saúde têm vindo a acompanhar de perto a situação actualizada de doenças transmissíveis a nível mundial e regional. Na sequência do recente surto da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda, bem como de casos de pneumonia de causa desconhecida na Rússia, foram activados imediatamente a respectiva avaliação de risco e o mecanismo de alerta, tendo sido reforçada constantemente a formação do pessoal da linha da frente. Em simultâneo, manteve-se a partilha de informações com a Organização Mundial da Saúde e os departamentos de saúde das regiões vizinhas, tendo sido ajustadas de forma flexível as estratégias de prevenção e controlo, assim como as medidas de controlo sanitário nos postos fronteiriços, conforme a evolução do risco de incidentes.

Os postos fronteiriços constituem uma linha de defesa fundamental para evitar a importação de doenças transmissíveis, sendo obrigatório cumprir o princípio prudencial e preventivo, bem como pôr em plena prática o mecanismo interdepartamental de resposta rápida, a fim de reduzir ao máximo os riscos de importação e disseminação de doenças. Assim sendo, os Serviços de Saúde estabeleceram, com outros departamentos integrados nos postos fronteiriços, um mecanismo de cooperação altamente eficaz para o controlo e prevenção de epidemia, através do qual as partes envolvidas irão manter uma comunicação e ligação estreitas, salvaguardando em conjunto a primeira linha de defesa antiepidémica nestes postos.

Os Serviços de Saúde elaboraram os planos interdepartamentais de emergências para doenças transmissíveis de relevância, possuindo o mecanismo e a capacidade de monitorização permanente e de resposta a ameaças das referidas doenças. Reitera-se o apelo à população para que mantenha boa higiene pessoal e ambiental. Caso manifeste febre, tosse, dores no tórax, falta de ar, erupção cutânea e dores musculares, entre outros sintomas de indisposição, após o regresso de uma viagem ao exterior de Macau, a população deve recorrer imediatamente a um médico e informá-lo detalhadamente sobre o seu historial de viagem e de contacto, com o objectivo de receber tratamento médico adequado em tempo oportuno.

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