Participação da Polícia Judiciária da RAEM na reunião da INTERPOL em Portugal, para reforçar a cooperação policial internacional
Com vista a implementar as orientações do “3.º Plano Quinquenal da RAEM” relativas ao aperfeiçoamento da cooperação policial regional e internacional, a Polícia Judiciária tem vindo a alargar com frequência a sua rede de articulação com as autoridades de execução da lei no exterior, para dessa forma, analisar em conjunto com as autoridades de execução da lei de várias regiões, as tendências da criminalidade transfronteiriça e envidar esforços na prevenção e no combate aos seus diversos tipos. Entre os dias 27 e 29 de Outubro de 2026, o director da Polícia Judiciária, Sit Chong Meng, e o subdirector, Sam Kam Weng, lideraram uma delegação composta por seis elementos, que se deslocou a Lisboa, Portugal, para participar na Reunião Anual da INTERPOL Match Fixing Task Force (IMFTF), fortalecendo ainda mais as bases da cooperação internacional na execução da lei e na construção de uma sólida barreira de segurança na RAEM.
Participação em reunião internacional especializada com vista à consolidação de consensos na execução da lei transfronteiriça
O Grupo de Trabalho sobre Manipulação de Resultados Desportivos da INTERPOL (INTERPOL Match Fixing Task Force, IMFTF) foi criado em 2011, e faz parte da plataforma central da INTERPOL, no que refere ao combate de manipulação de competições desportivas e corrupção no desporto. A reunião contou com a presença de mais de 200 representantes de serviços responsáveis pela execução da lei e especialistas da área desportiva, provenientes de mais de 60 países e territórios, incluindo representantes da INTERPOL, da Europol, do Conselho da Europa, do Comité Olímpico Internacional e de várias federações desportivas. O que demonstrou verdadeiramente o elevado nível de participação e coesão dos membros do grupo de trabalho. A reunião teve como objectivo reforçar a cooperação internacional entre os serviços responsáveis pela execução da lei e definir objectivos estratégicos, centrando as discussões em temas chave como o combate à manipulação de resultados desportivos, as investigações anti-dopagem, a aplicação de tecnologias de inteligência artificial na execução da lei e a coordenação de informações transfronteiriças. Foi ainda feito um balanço dos resultados de importantes operações conjuntas realizadas no último ano, nas quais o grupo de trabalho, que com a Europol e vários países, levou a cabo uma série de operações transnacionais que contribuíram para que os serviços responsáveis pela execução da lei desmantelassem grupos criminosos ligados à dopagem. No futuro, o grupo de trabalho vai continuar a desempenhar o seu papel de plataforma transnacional de coordenação, refletindo a partilha de informações e operações conjuntas, empenhando se no combate a vários tipos de criminalidade, como a manipulação de resultados desportivos, o jogo ilícito e o uso de substâncias dopantes.
Durante este evento, a delegação teve um encontro com o subdirector do Gabinete Nacional da INTERPOL em Lisboa, Dr. João Costa. Ambas as partes mantiveram um diálogo pensado sobre temas como a repartição de informações e a cooperação prática na execução da lei, também compartilharam experiências neste domínio. O subdirector Dr. João Costa manifestou a expectativa de estabelecer uma relação de cooperação policial permanente e mais estreita com o Subgabinete de Macau do Gabinete Central Nacional da China da INTERPOL no sentido de, em conjunto, enfrentar os desafios constantes e diversificados da criminalidade transfronteiriça.
Conjugação de esforços na construção conjunta de um sistema de prevenção e controlo, bem como na melhoria da eficácia da governação da segurança
Esta deslocação a Portugal constituiu uma medida pragmática da Polícia Judiciária para implementar as orientações do “3.º Plano Quinquenal da RAEM” e aprofundar a cooperação policial regional e internacional. Através da plataforma deste encontro, a Polícia Judiciária partilhou experiências práticas de investigação criminal com órgãos de execução da lei de vários países, analisou simultaneamente estratégias de prevenção e controlo de riscos e apreendeu com rigor as tendências de governação de novos tipos de criminalidade transfronteiriça, nomeadamente a manipulação de eventos desportivos. A Polícia Judiciária vai aproveitar os resultados do presente intercâmbio para continuar a aperfeiçoar os mecanismos transfronteiriços de intercâmbio de informações e de articulação na execução da lei, enriquecer o conteúdo da cooperação policial internacional, elevar continuamente a eficácia da governação da RAEM na resposta aos complexos riscos de segurança transfronteiriços e salvaguardar efectivamente a estabilidade duradoura da situação social geral da RAEM.





