A Polícia Judiciária continua a reforçar a prevenção e o combate à delinquência juvenil Empenhada em garantir o crescimento seguro e saudável dos estudantes
A PJ realizou, em 23 de Outubro, um encontro no âmbito da “Rede de Comunicação com as Escolas” sobre a prevenção criminal, reunindo representantes dos serviços da educação de Macau, instituições de ensino superior, de ensino não superior, de ensino recorrente, bem como associações educativas e juvenis de Macau. Na iniciativa foram discutidos os mecanismos para aprofundar a colaboração entre as famílias, as escolas e a polícia, mobilizando esforços de todos os sectores da sociedade para impulsionar o trabalho de prevenção da delinquência juvenil e em conjunto, garantir a segurança escolar e o crescimento saudável dos jovens. Foi realizada também a cerimónia de entrega do louvor “Cooperação entre Polícia e Escolas para a Prevenção Criminal” na qual várias instituições de ensino foram reconhecidas pela sua participação activa nas campanhas de sensibilização sobre a prevenção criminal dirigidas a jovens, ao longo do último ano.
Medidas decisivas contribuem para reforçar a eficiência do trabalho contra burlas
O encontro que se realizou na sede da PJ no dia 23 de Outubro teve duas sessões, a da manhã foi dedicada ao ensino superior e a da tarde ao ensino não superior e ao ensino recorrente. O encontro contou com a presença do chefe do Departamento de Estudantes, CHAN Iok Wai, do chefe substituto do Departamento do Ensino Não Superior, U Hon Sang, ambosda Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude; o presidente da Direcção da Associação de Educação de Macau, ZHENG Jiezhao; a presidente da Direcção da Associação das Escolas Católicas de Macau, Cecilia LAO; a vice-presidente da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, LAO Cho Chon; o vice-presidente da Direcção da Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau, CHIU Chon Kit. Participaram ainda mais de 100 convidados, incluindo directores ou representantes de 75 escolas e delegados de associações estudantis do ensino superior que durante o encontro, trocaram impressões com o director da PJ, SIT Chong Meng, o subdirector, SOU Sio Keong, e vários chefes de departamentos e divisões.
No seu discurso, o director da PJ, SIT Chong Meng, afirmou que a Polícia Judiciária tem vindo a implementar activamente as políticas de juventude definidas pelo Governo da RAEM, colocando em prática os princípios de “policiamento preventivo” e “policiamento activo”. Com base no mecanismo da “Rede de Comunicação com as Escolas” e no modelo de trabalho “prevenção antecipada, intervenção coordenada em situações de crise e acompanhamento pós-ocorrência”, tem sido desenvolvida uma estreita cooperação entre a polícia e as instituições de ensino.
No âmbito da prevenção criminal dirigida aos estudantes do ensino superior, o combate às burlas continua a ser uma tarefa central, o “Programa de vacina contra a burla no campus”, entra em 2026 no seu terceiro ano de implementação. Nos primeiros três trimestres deste ano, o número global de casos de burla com recurso às telecomunicações e burla cibernética em Macau registou uma redução homóloga de 43,8%, enquanto o número de estudantes vítimas de burla diminuiu quase 60% em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando resultados fáceis e positivos no trabalho de prevenção. Contudo, a consciência preventiva de alguns estudantes ainda necessita de ser reforçada. Por isso, além das acções de sensibilização abrangentes, é necessário intensificar medidas de prevenção mais direcionadas e fortalecer ainda mais a prevenção antecipada. Nesse sentido, a PJ já colaborou este ano com operadores de telecomunicações na utilização de tecnologias de inteligência artificial e de megadados para bloquear activamente tentativas de burla. Paralelamente, continuará a promover o “Programa de vacina contra a burla no campus”, procurando aprofundar e consolidar, de forma inovadora, o trabalho contra burla no campus.
A polícia e as escolas unem esforços para construir uma linha de defesa para proteger a segurança dos jovens
Na sessão dedicada ao ensino não superior e ao ensino recorrente, o director SIT salientou que tanto o número de casos de infracções cometidas por menores como o número de menores envolvidos em actos ilícitos têm vindo a aumentar em Macau, tornando urgente o reforço da articulação e cooperação entre todas as partes. A PJ continua a promover diversas acções de educação anti-crime no campus, incluindo temas como a segurança nacional, o combate à droga e a prevenção de burlas. Através dos projectos “Guia juvenil para combater o crime“, “Líder juvenil da segurança comunitária”, “Embaixadores anti-fraude” e “Elites Anti-droga das Escolas”, sendo o último lançado este ano. Procura-se potenciar o papel orientador dos pares e incentivar os jovens a cumprir a lei, respeitar as disciplinas e manterem-se afastados da criminalidade.
Relativamente aos principais riscos enfrentados pelos jovens, o director apresentou três recomendações, em primeiro lugar, reforçar a educação e a comunicação atempada de informações para proteger os jovens contra crimes sexuais; em segundo lugar, orientar e agir de forma preventiva desde os primeiros desvios, travando situações de bullying e de violência no campus; em terceiro lugar, promover a cooperação multipartidária e construir ao mesmo tempo uma linha de defesa, reforçando a literacia digital e a capacidade de discernimento dos alunos. Por fim, manifestou a expectativa de que todos os sectores da sociedade unam esforços para salvaguardar o crescimento saudável dos jovens continuando a promover a integração entre a educação para a segurança nacional e a educação anti-crime, formando uma nova geração de jovens de Macau com visão internacional, consciência de segurança nacional e sólido sentido do Estado de direito.
Na reunião, o representante da PJ fez uma retrospectiva dos resultados obtidos da cooperação desde a implementação do mecanismo da “Rede de Comunicação com as Escolas” e apresentou também, planos para o futuro. Além disso, realizou-se uma abordagem com todos os representantes sobre o aprofundamento das estratégias de prevenção e combate a problemas que têm suscitado grande atenção recentemente, nomeadamente; burla com recurso às telecomunicações e burla cibernética, crimes sexuais, drogas, ofensa corporal e bullying escolar.
Solicitar sugestões a todas as partes para em conjunto definir estratégias eficazes de prevenção criminal
Todos os representantes presentes reconheceram a eficácia da “Rede de Comunicação com as Escolas”, considerando que este mecanismo promove efectivamente a cooperação entre a polícia e as escolas, particularmente na prevenção conjunta da delinquência juvenil, evitando que os jovens se tornarem vítimas. Os participantes apresentaram diversas sugestões sobre o reforço da cooperação multipartidária e o aumento da eficácia da educação anti-crime dirigida aos jovens. Entre as principais preocupações dos representantes das escolas destacaram-se as burlas cibernéticas, o bullying no campus, os abusos sexuais, os danos do abuso de drogas e a disseminação de conteúdos nocivos na Internet. Alguns representantes sugeriram por um lado, a produção de vídeos de sensibilização com base nos casos mais recentes de burla, para serem divulgados através de múltiplos canais garantindo uma cobertura ampla, bem como o envio de informações preventivas específicas adaptadas às características de diferentes grupos de estudantes. Outros representantes recomendaram o reforço de formação e sensibilização do pessoal docente e não docente e encarregados de educação, de modo a melhorar a sua capacidade de identificar os riscos pelos quais os jovens se tornam vítimas. As escolas manifestaram ainda a expectativa de que a polícia continue a disponibilizar materiais práticos de sensibilização anti-crime no campus e vulgarizar conhecimentos jurídicos básicos junto de alunos e professores, consolidando assim a consciência dos estudantes sobre o Estado de Direito e a capacidade de autoproteção.
Ao responder, o Director SIT Chong Meng agradeceu ao sector educativo e às organizações juvenis pela confiança, apoio e colaboração prestados há muito tempo, ao trabalho da PJ. Salientou que, em adequação às diversas sugestões apresentadas pelos representantes das escolas, a PJ continuará a promover o “Programa de vacina contra a burla no campus”, aperfeiçoando as medidas de prevenção de burlas no campus. Além disso, continuará a realizar regularmente acções de formação para pessoal docente e não docente sobre “Técnicas de intervenção e tratamento de crises de alunos”. Este ano lectivo, foi ainda acrescentada a palestra temática “Consolidar a linha de defesa da segurança escolar”, com o objectivo de aumentar a capacidade dos profissionais educativos na gestão de crises e na prevenção da criminalidade.
Paralelamente, será reforçada a educação sobre prevenção criminal dirigida aos encarregados de educação, ampliando o alcance das campanhas de sensibilização anti-crime. Serão também organizadas sessões específicas para os profissionais de tecnologia informática das escolas, destinadas à divulgação de conhecimentos sobre ciber-segurança e ao apoio às instituições de ensino no reforço das suas defesas digitais. Através de múltiplas medidas, pretende-se proteger o campus e apoiar o crescimento saudável dos jovens.
Durante o evento, foi atribuído o louvor “Cooperação entre Polícia e Escolas para a Prevenção Criminal” a 35 instituições de ensino, em reconhecimento pela sua participação activa ao longo do ano transacto, nas campanhas de sensibilização contra crime dirigidas aos jovens.
Desde a sua criação em 2008, O mecanismo da “Rede de Comunicação com as Escolas” tem servido como uma importante plataforma de comunicação e cooperação estreita entre a polícia e as mesmas, contribuindo para a protecção e o crescimento seguro dos jovens. Actualmente, participam no plano 75 escolas primárias e secundárias e 9 instituições do ensino superior. A PJ irá continuar a prosseguir sob o lema “defender a Pátria e Macau, com lealdade e integridade”, ouvindo atentamente as opiniões e sugestões apresentadas pelo sector educativo relativamente ao trabalho policial, à prevenção criminal junto dos jovens e à educação para a segurança nacional. Ao mesmo tempo, continuará a enraizar a cooperação entre a polícia e as instituições de ensino, de forma a reforçar o papel da “Rede de Comunicação com as Escolas” na salvaguarda da segurança do campus e dos jovens.
Ver galeria







