Serviços de Saúde – Actualização da situação do sarampo e rubéola

Pessoal dos Serviços de Saúde na recolha de amostras de sangue de funcionárias grávidas do Star World Hotel

Os Serviços de Saúde foram notificados, a 12 de Abril, para um caso de rubéola, tendo o número de casos de rubéola acumulado para 16 desde o início deste ano até ao momento. Num caso de sarampo anunciado anteriormente, após análises adicionais, foi descartado o diagnóstico de sarampo, ou seja, o número acumulado de casos de sarampo reduziu para 32. Os Serviços de Saúde apelam a todos os profissionais de saúde, instituições de saúde e público para tomar as devidas precauções.

De acordo com a investigação, o novo caso é um homem, residente de Macau, de 37 anos de idade, sendo um dos trabalhadores do Star World Hotel, onde também foram detectados 4 casos de rubéola publicados anteriormente pelos Serviços de Saúde.

Durante o período de incubação, esse paciente viajou várias vezes ao Interior da China. O paciente manifestou sintomas de febre, vermelhidão nos olhos e erupção cutânea no Interior da China na noite do dia 10 de Abril e recorreu a um hospital do Interior da China para diagnóstico e tratamento. No dia 11 de Abril, devido a sintomas persistentes, esse regressou a Macau e recorreu ao Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário. No dia 12 de Abril, foram realizadas análises a amostras pelo Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde e os resultados dos testes laboratoriais, através de PCR, foram positivos para a rubéola. Actualmente, o paciente ainda apresenta febre, sendo considerado o seu estado clínico normal. O doente é natural do Interior da China, sendo o seu historial de vacinação contra a rubéola desconhecido. Os familiares do paciente não apresentaram sintomas semelhantes. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado clínico das pessoas que estiveram em contacto com o paciente antes e após o início de sintomas da doença.

Para permitir que as trabalhadoras grávidas do Star World Hotel, às quais não foi detectada imunidade contra a rubéola, compreendam o mais breve possível o seu estado imunológico, os Serviços de Saúde enviaram enfermeiros ao hotel para recolha de amostras de sangue, tendo participado um total de 14 mulheres grávidas. No dia 15 de Abril, os Serviços de Saúde irão enviar outros profissionais de saúde ao mesmo hotel para detecção de anticorpos em outras mulheres grávidas.

Além disso, um caso de sarampo, publicado pelos Serviços de Saúde, no dia 9 de Abril, era um funcionário do Star World Hotel, tendo o sarampo sido diagnosticado através de IgM no momento, e os resultados dos testes laboratoriais por PCR sido positivos para a rubéola. No entanto, após análises, o diagnóstico foi alterado para rubéola, tendo o diagnóstico de sarampo sido excluído, caso este que estava incluído nos casos de rubéola anunciados anteriormente. Por sua vez, o número acumulado de casos de sarampo foi alterado para 32 casos.

Mecanismo de monitorização e de publicação de Rubéola

Os Serviços afirmam que a Rubéola é uma doença leve, como outras doenças infecciosas ligeiras. De acordo com a prática no mundo, os Serviços de Saúde procedem a um anúncio mensal, a menos que apareça um aumento anormal ou infecção colectiva anormal. A Rubéola tem um curso curto de doença e sintomas leves, o que é clinicamente fácil de negligenciar.

Para fortalecer a monitorização da Rubéola, e de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde, o Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde procederá regularmente a testes de Rubéola a todas as amostras provenientes dos recentes casos suspeitos de sarampo ou de outras doenças. Desde o surto da epidemia da Rubéola em outros territórios, incluindo no Japão, no ano passado, os Serviços de Saúde tem prestado atenção à epidemia da Rubéola em Macau. Recentemente, verificou-se um aumento de casos de erupção cutânea, mas a maioria dos resultados de testes do sarampo deram positivos.

O Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde procedeu a testes de Rubéola a todas as amostras provenientes dos recentes casos suspeitos de sarampo, verificando que, a partir do mês de Abril, foram encontradas 14 amostras de PCR positivo para a Rubéola. Desde o dia 10 de Abril, o Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde começou a realizar também testes simultâneos de PCR para detecção de Rubéola a todos os casos suspeitos de sarampo.

Nível de imunidade por grupo e epidemiologia de doenças transmissíveis

Através da vacinação ou infecção, parte ou a maioria da população pode desenvolver imunidade. Se a maioria das pessoas tiver imunidade, formar-se-à uma barreira imunitária, quer dizer, a doença infecciosa não se proparará continuamente pela população, e os indivíduos sem imunidade também não serão suscetíveis à infecção. É por este motivo que muitos indivíduos de países desenvolvidos que não foram sujeitos à vacinação não estão infectados. Mas isso não significa que as pessoas sem imunidade não fiquem infectadas, pois estas podem estar infectadas porque estão expostas a pacientes estrangeiros ou locais infectados. Mesmo que a barreira imunitária exista, não podemos evitar por completo a propagação local em pequena escala. No caso do sarampo, mesmo que 94% da populaão tenha imunidade, também pode ocorrer uma eventual infecção colectiva em mais de 39 pessoas.

Duração da imunidade ao sarampo

Depois da infecção natural pelo vírus do sarampo, a imunidade produzida pode durar toda a vida. Entre a população de Macau, as pessoas nascidas antes de 1970 foram naturalmente infectadas pelo vírus do sarampo e, com base nos resultados da pesquisa sorológica, pode-se observar que, entre os nascidos antes de 1970, quanto maior a idade maior a proporção de anticorpos. No recente estudo aleatório sorológico de empregadas domésticas filipinas, 100% das participantes com mais de 40 anos de idade têm altos níveis de anticorpos, e que a imunidade causada pela infecção natural é duradoura e forte.

No passado, acreditava-se geralmente que a imunidade produzida após a vacinação também era vitalícia. Contudo, nos últimos anos, ocorrem em diversos países do mundo, casos de transmissão limitada por sarampo em pessoas com alta taxa de vacinação. Alguns especialistas acreditam que se deve à falta de exposição prolongada ao vírus selvagem do sarampo, que levou a certa redução do alto nível de anticorpos de sarampo dos vacinados, estando alguns deles ainda infectados. Em geral, essas pessoas vacinadas serão novamente infectadas com sintomas mais ligeiros e baixa contagiosidade. Os recentes resultados da vigilância sorológica da população residente, publicados pelos Serviços de Saúde, evidenciam que embora 100% das pessoas na faixa etária dos 20-29 anos tenham imunidade contra o sarampo, 35% apresentavam níveis de anticorpos mais baixos, tendo sido necessário usar um método PRNT mais sensível para a detecção.

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