Estimativas do produto interno bruto (PIB) referente ao 1º trimestre de 2019

No primeiro trimestre de 2019 a economia de Macau registou uma retracção anual de 3,2%, em termos reais, terminando uma trajectória de dez trimestres de contínuo crescimento. A pressão da desaceleração económica intensificou-se, principalmente devido ao enfraquecimento da procura global, reflectindo-se na insuficiente dinâmica de crescimento. A procura externa abrandou significativamente, descendo anualmente 0,3% as exportações de serviços, com destaque para as descidas de 0,6% nas exportações de serviços do jogo e de 0,3% nas exportações de outros serviços turísticos, enquanto as exportações de bens diminuíram 1,8%. A procura interna continuou a enfraquecer, com um recuo anual de 9,4%, arrastado essencialmente pela acentuada queda do investimento em activos fixos. A despesa de consumo privado e a despesa de consumo final do governo registaram subidas respectivas de 2,1% e 4,1%, compensando parte do declínio verificado na desaceleração económica. As importações de bens aumentaram 2,0%, porém, as importações de serviços baixaram 20,9%. No primeiro trimestre deste ano o deflactor implícito do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a variação global de preços, registou um crescimento anual de 3,2%, informam os Serviços de Estatística e Censos.

A amplitude ascendente da despesa de consumo privado retraiu-se. Apesar da situação favorável no mercado do emprego e do aumento do rendimento do emprego, a despesa de consumo privado tornou-se mais cautelosa, dada a incerteza da perspectiva económica. Além disso, após a passagem do tufão, as vendas de automóveis cresceram bruscamente no primeiro trimestre de 2018, elevando a base de comparação, pelo que no trimestre de referência a despesa de consumo privado registou uma subida anual de 2,1%, ligeiramente inferior à do trimestre anterior (+2,8%). As despesas de consumo final das famílias, realizadas no mercado local e no exterior, subiram 1,3% e 7,9%, respectivamente.

A despesa de consumo final do governo manteve-se em ascensão, expandindo-se a amplitude ascendente anual para 4,1%, acima dos 3,4% do trimestre anterior. Salientam-se os acréscimos de 2,4% na remuneração dos empregados e de 7,0% nas compras líquidas de bens e serviços.

As obras de construção diminuíram, alargando-se o decréscimo do investimento em activos fixos. No primeiro trimestre de 2019 a formação bruta de capital fixo registou um recuo anual de 31,7%, arrastado principalmente pela contracção anual de 37,5% no investimento em construção. Todavia, o investimento em equipamento aumentou 4,5%. Quanto ao investimento público, tendo sido completada a construção da Zona de Administração de Macau na Ilha Fronteiriça Artificial da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, na qual o Governo investiu fortemente, caiu substancialmente 82,3% o investimento em obras públicas. Desceu ainda 75,6% o investimento em equipamento. Por seu turno, o investimento privado não apresentou sinais de melhoria, baixando anualmente 15,0%, realçando-se a descida de 20,4% no investimento em construção, quer devido à conclusão sucessiva das obras dos grandes empreendimentos, quer em consequência do reduzido número de projectos iniciados recentemente. Contudo, o investimento privado em equipamento subiu 11,3%.

A procura global abrandou, apresentando um comportamento frágil no comércio de mercadorias. As importações de bens aumentaram moderadamente 2,0%, em termos anuais, devido ao efeito conjunto da retracção do aumento da despesa de consumo privado, da contínua descida do investimento, bem como da descida das despesas dos visitantes. Entretanto desciam 1,8% as exportações de bens, dado o abrandameno da procura externa.

O comércio de serviços apresentou um comportamento desfavorável, em virtude da insuficiente dinâmica de crescimento. Apesar do aumento acentuado do número de visitantes, abrandaram as respectivas despesas, causando uma contracção anual de 0,3% nas exportações de serviços. Salienta-se que as exportações de serviços do jogo e as exportações de outros serviços turísticos inverteram as tendências ascendentes, caindo anualmente 0,6% e 0,3%, respectivamente, muito aquém de +6,7% e +1,4% do trimestre precedente. Além disso, diminuíram anualmente 20,9% as importações de serviços.



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