Encontro entre o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, que está de visita a Lisboa, e os estudantes de Macau que frequentam cursos superiores em Portugal.
(GCS) Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, reúne-se com os estudantes de Macau que estudam em Portugal
O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, que se encontra de visita a Portugal, teve um encontro em Lisboa, na noite do dia 18 de Abril (hora local) com os estudantes de Macau que ali frequentam cursos superiores. Sam Hou Fai afirmou que o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) continuará a apoiar os estudos e o desenvolvimento e a aperfeiçoar os serviços e o apoio prestados aos estudantes de Macau no exterior. E disse esperar que, após concluírem os seus estudos com êxito, regressem a Macau para porem em prática os seus conhecimentos e, em conjunto, contribuam para a construção do País e o desenvolvimento de Macau com os seus talentos e competências.
O encontro contou com a participação de cerca de 110 alunos universitários de Macau que estudam em Portugal, designadamente estudantes das áreas jurídica, tradução, estudos portugueses, gestão, ciências do desporto, medicina, inteligência artificial, ciência de dados, engenharia mecânica, economia e arquitectura. Estiveram ainda presentes a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, a chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, Chan Kak, o reitor da Universidade de Macau, Song Yonghua, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Kong Chi Meng, e a chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa, Lúcia Abrantes dos Santos.
Sam Hou Fai relembrou que, tal como os estudantes presentes, também ele veio de Macau para Portugal para prosseguir os seus estudos, pelo que tem muito em comum com todos os alunos. Apontou que Macau e Portugal têm laços profundos, tendo mantido as marcas deixadas pela interacção em áreas como a língua, a cultura, o direito e a arquitectura, o que se tornou um cartão de visita característico e uma vantagem única de Macau. Salientou que estudar em Portugal não é apenas uma escolha académica individual, mas também uma missão de preservação e de inovação, e os alunos são precisamente o prolongamento dos laços profundos entre Macau e Portugal.
O mesmo responsável sublinhou que este ano marca o início do Décimo Quinto Plano Quinquenal do País, enquanto o Governo da RAEM está a elaborar e a implementar de forma faseada o Terceiro Plano Quinquenal de Macau, sendo que um dos seus pontos-chave é a construção de “um Centro, uma Plataforma, uma Base” e “um Pólo de quadros qualificados”. Acrescentou que, a plataforma de que aqui se fala é a “Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, cujo pilar fundamental é a “pessoa”, ou seja, os quadros qualificados versáteis que dominem as duas línguas, conheçam as culturas de ambas as partes e possuam tanto competências profissionais como uma visão internacional. Realçou ser necessário o contributo de profissionais bilingues, quer na construção do Fórum de Macau, quer na articulação industrial na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, quer até na aproximação entre os povos no âmbito da iniciativa “uma faixa, uma rota”.
Recordou que o Presidente Xi Jinping tem sempre em mente os jovens de Macau, tendo exortado os jovens a terem consciência de que são a esperança e o futuro de Macau, constituindo uma força vital para a construção de Macau e da Pátria. Disse que o Presidente Xi Jinping manifestou também o desejo de que os jovens mantenham uma ligação estreita com Macau e a nação, aspirem a grandes ideais e actuem com firmeza e consideração pragmática para serem construtores e sucessores do empreendimento de “um país, dois sistemas”, fazendo com que a juventude brilhe no amplo palco da construção de uma Pátria forte e de um Macau próspero. Frisou que o Presidente expressou ainda a sua expectativa de que os jovens de Macau continuem a herdar a nobre tradição de amar a Pátria e Macau, se integrem activamente no grande panorama do desenvolvimento nacional e dele participem com empenho, expressando a sua confiança de que serão uma geração capaz e merecedora de orgulho, e se tornem pilares para Macau e para o País.
O Chefe do Executivo aproveitou esta oportunidade para apresentar três expectativas aos estudantes: Primeiro, espera que se concentrem nos seus estudos, construam bases sólidas e aproveitem a vantagem de se encontrarem em Portugal para melhorar as suas capacidades de comunicação intercultural; Segundo, espera que alarguem os seus horizontes e desempenhem um papel de ponte e transmitam bem a história da China e a de Macau aos seus colegas de diversos países; Terceiro, espera que mantenham o vínculo afectivo com a Pátria e Macau, e regressem a Macau para desenvolver as suas competências após concluírem os seus estudos com êxitos.
Sam Hou Fai encorajou os alunos, referindo que a vida de estudante no estrangeiro é uma experiência muito valiosa na vida, marcada por alegrias de progresso, mas também inevitavelmente por dificuldades e momentos de solidão, mas lembrou-lhes de que a Pátria e Macau são o seu apoio mais sólido, e que o Governo da RAEM reforçará a ligação com os alunos e acompanhará o seu crescimento.
Por sua vez, a representante dos estudantes, Cheong Man Kei, agradeceu à pátria e ao Governo da RAEM a atenção e o apoio prestados à educação ao longo dos anos. Agradeceu ainda ao Governo da RAEM por, através dos programas de bolsas, permitir que estudantes de diferentes contextos familiares possam conhecer o mundo, adquirir conhecimentos avançados e alargar os seus horizontes internacionais.
Cheong Man Kei referiu que estudar e viver em Portugal não só melhorou as suas competências linguísticas, como também permitiu absorver a cultura local e compreender as vantagens particulares de um contexto de cultura bilingue chinês-português. Indicou que, enquanto jovens de Macau, terão em mente as instruções, transformando as vantagens do bilinguismo numa força ao serviço do País, contribuindo activamente para que Macau desempenhe o seu papel enquanto “interlocutor com precisão” entre a China e os países de língua portuguesa, e dedicando a sua juventude e sabedoria ao desenvolvimento do País e de Macau, bem como à perpetuação da amizade sino-portuguesa. Garantiu que, quando regressarem a Macau após concluírem os estudos, irão desenvolver as suas competências profissionais e aproveitar as vantagens de serem bilingues, para participar activamente na construção da Grande Baía, articulando com as necessidades estratégicas nacionais, ao serviço do País e da RAEM.
Durante o encontro, vários alunos partilharam as suas experiências sobre os estudos e a vida em Portugal, e trocaram opiniões sobre as perspectivas de desenvolvimento, após a conclusão dos estudos e regressarem a Macau. Alguns estudantes expressaram o seu desejo explícito de apoiar Macau a continuar a desempenhar plenamente as suas funções como plataforma sino-lusófona, e manifestaram grande vontade em participar na construção da Grande Baía e da Zona de Cooperação em Hengqin, contribuindo para uma melhor integração de Macau e para servir melhor a conjuntura do desenvolvimento nacional.
Sam Hou Fai afirmou que, após a conversa com os estudantes, verificou que os jovens de hoje têm uma visão mais ampla e ambições mais elevadas em relação às perspectivas de desenvolvimento. Incentivou-os a aproveitarem as vantagens do ambiente de aprendizagem em Portugal para aumentar a sua competência linguística, aprendendo conhecimentos interdisciplinares apesar de dominarem as próprias áreas de estudo, para assim responder às exigências do rápido desenvolvimento da sociedade. Mostrou-se satisfeito por ver que muitos dos estudantes presentes manifestaram a intenção de se dedicar ao desenvolvimento da Grande Baía e da Zona de Cooperação. Reiterou que o governo já lançou várias políticas e medidas de apoio à integração dos jovens no desenvolvimento nacional, garantindo que serão criadas condições mais favoráveis no futuro, dando apoios activos para porem em prática os seus conhecimentos em diversos domínios na Grande Baía e na Zona de Cooperação.
Antes de se reunir com os estudantes, o Chefe do Executivo participou, durante a tarde, na cerimónia de inauguração da exposição "Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 Anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau", co-organizada pelo Instituto Cultural de Macau e Centro Científico e Cultural de Macau em Portugal, e visitou a exposição e assistiu a várias apresentações de património cultural intangível com os convidados.









