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Serviços de Saúde divulgam dados sobre doenças de declaração obrigatória em Abril de 2026 para o público conhecer a tendência do desenvolvimento das doenças transmissíveis e efectuar a gestão preventiva das doenças

Medidas de prevenção da infecção de gripe e de outras doenças transmissíveis

Com o objectivo de prosseguir com a monitorização da tendência epidemiológica das doenças transmissíveis em Macau e de conceber medidas de prevenção e controlo adequadas, os Serviços de Saúde, de acordo com a «Lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis» e o «Mecanismo de declaração obrigatória de doenças transmissíveis», exigem que os responsáveis das instituições médicas públicas ou privadas, os médicos que efectuem o primeiro diagnóstico, os médicos que preencham o certificado de óbito e os técnicos de diagnóstico laboratorial, devem declarar, no prazo legal, os casos de doenças transmissíveis aos Serviços de Saúde. Actualmente, existem 45 tipos de doenças em Macau que necessitam de declaração obrigatória. Os Serviços de Saúde efectuam periodicamente a análise e avaliação dos dados declarados, bem como divulgam os dados de monitorização, permitindo ao público conhecer a tendência do desenvolvimento das doenças transmissíveis, aumentando a sua consciência de prevenção de doenças e fazendo uma boa gestão de saúde.

Em Abril de 2026, os Serviços de Saúde registaram um total de 2 974 casos de doenças de declaração obrigatória. As três doenças com maior número de casos foram a gripe (2 567 casos), a infecção por enterovírus (179 casos), e o norovírus (93 casos). Em comparação com o mês anterior, as doenças cujo número de casos registados com alterações mais significativas foram a infecção por enterovírus (aumento de cerca de 2,6 vezes), a varicela (aumento de cerca de 63,0%) e o norovírus (aumento de 50,0%).

Infecção por enterovírus

Em Abril, foram registados 179 casos de infecção por enterovírus, o que correspondeu a um aumento de 6,5 vezes em relação aos 24 casos registados no período homólogo do ano anterior e a um aumento de cerca de 2,6 vezes em relação aos 50 casos registados no mês anterior.

A infecção por enterovírus pode ser causada pelo vírusCoxsackie, echovírus e enterovírus 71. A infecção pelo enterovírus ocorre durante o ano inteiro, a nível mundial, mas é no Verão que tem maior incidência. Este vírus é a fonte de várias doenças, sendo as mais ligeiras e frequentes, tais como a síndrome mão-pé-boca e a herpangina e, o mesmo também pode causar complicações graves, como miocardite e meningite asséptica.

A infecção por enterovírus ocorre na maioria dos casos em crianças com idade inferior a cinco anos. O período de incubação varia de três a sete dias, e a transmissão faz-se por contacto directo com fezes dos doentes infectados, gotículas de saliva ou com materiais contaminados. Devido ao contacto próximo das crianças nas creches e jardins-de-infância, especialmente, nas actividades de jogos, é fácil ocorrer um surto da síndrome mão-pé-boca, que é uma doença altamente contagiosa. No período inicial aparecem sintomas, tais como, febre, dor de garganta, vesículas pequenas ou pústulas vermelhas que não provocam dores nem comichão nas palmas das mãos, pés e nádegas, e surgem herpes na boca, causando posteriormente úlceras. No período de sete a dez dias, as vesículas e as pústulas vermelhas vão desaparecer gradualmente, e o doente fica curado. A transmissão do enterovírus principia alguns dias antes dos primeiros sintomas surgirem, localizando-se os vírus na garganta e nas fezes e, durante algumas semanas, as fezes do doente podem conter estes vírus.

Varicela

Em Abril, foram notificados um total de 44 casos de varicela, o que representa uma redução de 4,3% em relação aos 46 casos registados no mesmo mês do ano passado e um aumento de 63,0% em relação aos 27 casos registados no mês anterior. A varicela é uma doença infecciosa aguda comum em crianças, causada pelo vírus varicela-zoster, que ocorre principalmente nas crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos. A varicela pode ocorrer durante todo o ano, mas é mais comum no Inverno e na Primavera. A varicela transmite-se directamente pelo contacto pessoal, através de gotículas dos doentes ou de secreções respiratórias espalhadas no ar, e indirectamente pelo contacto com objectos contaminados pelas secreções das feridas do doente. Pode haver febre ligeira na fase inicial da infecção, seguida de erupções cutâneas maculopapulares na pele, que depois se formam bolhas e finalmente, formam-se crostas.

A maioria dos casos de varicela apresenta apenas sintomas ligeiros e recupera naturalmente, mas as pessoas com sistemas imunitários fracos têm maior probabilidade de desenvolver complicações, tais como infecções cutâneas, escarlatina, pneumonia e encefalite; Se um bebé recém-nascido contrair varicela, a condição pode ser grave ou mesmo fatal. As crianças podem ser vacinadas contra a varicela. De um modo geral, a vacinação começa no 12.º mês após o nascimento, e cerca de 90% das pessoas vacinadas podem produzir imunidade.

Norovírus (Vírus Norwalk)

Em Abril, foram registados 93 casos da infecção por norovírus, o que corresponde a um aumento de 1,3 vezes em relação aos 40 casos registados no mês homólogo de 2025, tendo-se verificado um aumento de 50,0% em relação aos 62 casos registados no mês anterior. A infecção por norovírus é uma doença transmissível do tracto gastrointestinal, causada por norovírus, transmitida principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados, pelo contacto com vómitos ou excrementos dos doentes e pelo contacto com os materiais contaminados, podendo também ser transmitidas por gotículas de saliva no ar. Este vírus pode causar intoxicação alimentar ou gastroenterite, sendo o principal agente patogénico da gastrenterite não bacteriana e pode causar surtos de gastrenterite em lares de idosos, escolas e outros estabelecimentos colectivos. Todos os grupos etários estão susceptíveis de infecção e o Inverno é a estação de maior incidência.

Febre de dengue e febre chikungunya

Em Abril, foi registado um (1) caso importado de dengue. Não foi registado nenhum caso de febre chikungunya.

Tanto a dengue como a febre chikungunya são doenças infecciosas transmitidas pelos mosquitosAedes albopictusouAedes aegypti, com sintomas, vias de transmissão e métodos de prevenção e controlo semelhantes. O período de incubação da dengue é normalmente de quatro a sete dias, sendo os sintomas febre, dores de cabeça, dores retro-orbitais, dores musculares e articulares, bem como erupções cutâneas. Os casos graves podem incluir hemorragia e choque. O período de incubação da febre chikungunya é normalmente de três a sete dias, com sintomas caracterizados sobretudo por febre, dores articulares intensas e erupção cutânea. Os sintomas são, normalmente, ligeiros e duram vários dias, sendo os casos graves e as mortes raros. No entanto, a dor articular pode ser suficientemente grave para limitar as actividades diárias e persistir durante semanas ou meses.

Para reduzir o risco de contrair a gripe e outras doenças transmissíveis, os Serviços de Saúde apelam que os residentes consultem as seguintes infografias para reforçar as medidas de protecção individual.

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