Na sequência das informações falsas que têm circulado recentemente nas redes sociais sobre o "black box nos casinos de Macau", a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (doravante designada por DICJ) emitiu um comunicado de esclarecimento através dos meios de comunicação social no dia 4 de Junho de 2026. A DICJ reitera que essas informações nas redes sociais são apenas rumores. Ultimamente, têm surgido continuamente várias mensagens não confirmadas sobre "reembolsos de apostas após terem sido enganados", por sua vez, há quem se autodenomine como vítima e apela a outros para contactarem determinados indivíduos em busca de ajuda. Uma vez que tais mensagens podem até envolver burla, pelo que, apela-se ao público para não acreditar nem partilhar informações não confirmadas, e que tenha cuidado para não ser enganado.
Todo o equipamento de jogo em funcionamento nos casinos de Macau está sujeito a uma regulamentação rigorosa, devendo cumprir as leis, as normas técnicas e os requisitos de segurança. Todo o equipamento de jogo electrónico deve ser submetido a testes por entidades independentes, acreditadas pela DICJ, e só podem entrar em funcionamento após análise e autorização. A DICJ realiza também inspecções regulares e surpresa para verificar no local as versões dos softwares dos equipamentos, a integridade dos selos e os mecanismos de geração de números aleatórios, entre outros, garantindo assim a conformidade contínua. Recentemente, não foram detectadas quaisquer anomalias ou situações de incumprimento nos equipamentos.
Perante às alegações divulgadas nas redes sociais por algumas pessoas, segundo as quais "teriam sido enganadas pelo 'black box' e obtido o reembolso de apostas através de meios não oficiais", a DICJ salienta que não há qualquer fundamento factual para tais afirmações. Este tipo de informação poderá constituir uma tática de burla, pelo que o público deve estar atento e não acreditar em tais alegações.
A DICJ avisa solenemente que todas as controvérsias relacionadas com o jogo devem ser comunicadas através de canais oficiais, uma vez que todos os casinos de Macau contam com inspectores afectos para fiscalizar a situação em tempo real. Caso suspeite de ter sido vítima de burla, deve interromper imediatamente a transacção e apresentar queixa junto da Polícia Judiciária o mais rapidamente possível. A DICJ não tolerará de forma alguma a divulgação maliciosa de informações falsas que prejudiquem a boa imagem de Macau e tomará as medidas adequadas nos termos da lei.
A DICJ mantém uma colaboração estreita com os serviços executores da lei, a fim de salvaguardar conjuntamente um ambiente de jogo saudável e ordenado em Macau, bem como a ordem pública.
