Fotografia de grupo dos convidados de honra
Organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) e pela Associação dos Transportes da China, e com o apoio da Associação dos Construtores Civis Internacionais da China, o 12.º Fórum de Cooperação em Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa teve lugar no dia 12 de Junho, no Salão de Banquetes D, Piso L3, Cotai Expo, no Venetian Macao. Realizado no âmbito do 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas, o evento teve como tema a “Capacitação pela Inteligência Artificial na Cooperação Sino-Lusófona para Melhoria de Qualidade e Eficiência”. O Fórum Paralelo abordou a integração e aplicação profunda da inteligência artificial em todo o ciclo de vida das infraestruturas — desde o planeamento, design e construção, até à operação, manutenção, gestão de segurança e transição verde —, visando impulsionar o desenvolvimento sustentável e de qualidade da cooperação em infraestruturas entre o Interior da China, Macau e os Países de Língua Portuguesa, rumo a um modelo mais inteligente, verde e digital.
Proferiram discursos de abertura o Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Sr. Ji Xianzheng; o Presidente da Associação dos Construtores Civis Internacionais da China, Sr. Fang Qiuchen; a Vice-Presidente do Comité Provincial de Jiangsu da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Sra. Han Liming; e o Vice-Presidente da Associação dos Transportes da China, Sr. Fang Hai. O evento contou com a presença de mais de 120 participantes, incluindo representantes dos departamentos governamentais competentes do Interior da China e de Macau, governantes e cônsules dos Países de Língua Portuguesa em Macau, representantes de associações comerciais e empresariais do Interior da China, dos PLP e de Macau, bem como todos os membros do Secretariado Permanente do Fórum de Macau.
O Secretário-Geral, Sr. Ji Xianzheng, assinalou que o Planos de Acção para a Cooperação Económica e Comercial do Fórum de Macau definem as infraestruturas, tais como transportes, tecnologias de informação e comunicação, electricidade e recursos hidráulicos, como áreas prioritárias de cooperação, encorajando e apoiando as empresas dos países participantes do Fórum a participarem em projectos através de múltiplos modelos, incluindo o modelo integrado de investimento, construção e operação, de modo a promover a conectividade e o desenvolvimento sustentável. Em 2025, o volume do comércio bilateral entre a China e os Países de Língua Portuguesa atingiu os 225,8 mil milhões de dólares americanos, o stock de investimento de vários tipos da China nos PLP fixou-se em cerca de 800 mil milhões de dólares, e o volume de negócios concluído em empreitadas de obras nos PLP cifrou-se em cerca de 140 mil milhões de dólares, tornando o sector das infraestruturas num dos grandes destaques da cooperação pragmática sino-lusófona. Adicionalmente, o Índice de Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países de Língua Portuguesa registou um crescimento contínuo pelo quinto ano consecutivo, o que demonstra uma tendência de evolução favorável e amplas perspectivas de cooperação.
O Presidente Sr. Fang Qiuchen afirmou que a cooperação em infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa deve capitalizar as oportunidades de desenvolvimento trazidas pela digitalização, conectividade em rede e inteligência, recorrendo às altas tecnologias para capacitar as infraestruturas tradicionais. Defendeu ainda a persistência no desenvolvimento verde, com vista a aprofundar a cooperação em domínios como as energias limpas, a poupança de energia e a protecção ambiental. Por fim, salientou a importância de impulsionar a cooperação pragmática, reforçando o intercâmbio a nível de engenharia tecnológica, normas e regulamentos técnicos, de modo a alcançar uma cooperação assente em benefícios mútuos e ganhos partilhados.
O primeiro painel de discussão foi moderado pelo Director-Geral da Aliança dos Estudos da Cooperação China – Países de Língua Portuguesa, Sr. Tong Kai Chung. O painel contou com as intervenções do Ministro do Petróleo e Recursos Minerais de Timor-Leste, S. Exa. Sr. Francisco da Costa Monteiro; do Coordenador-Geral na Subsecretaria de Fomento e Planeamento do Ministério dos Transportes do Brasil, Sr. Rodrigo Santos Ferreira; do Director de Serviços de Estudos e Trabalhos Novos do Ministério das Obras Públicas Habitação e Urbanismo da Guiné-Bissau, Sr. Amadú Bamba Sambú Dabó; do Director Executivo de Sino Soar Hybrid (Beijing) Technology Co., Ltd, Sr. Cao Zhenwu; e da Membro do Centro de Segurança e Estratégia Internacional da Universidade de Tsinghua, Prof.ª Dong Ting. Focados no subtema “Novas Oportunidades de Cooperação em Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa no Contexto do Desenvolvimento da IA”, os oradores debateram a forma como os Países de Língua Portuguesa podem aproveitar a capacitação pela IA e as tecnologias avançadas chinesas para dar um novo impulso ao desenvolvimento sustentável das infraestruturas, partilhando ainda visões prospectivas sobre a actualização inteligente de sectores tradicionais como os portos, a energia e os transportes.
O segundo painel de discussão foi moderado pelo Vice-Presidente da Secção de Transportes Urbanos da Associação de Transportes da China, Sr. Li Zhiqiang. Participaram como oradores o Membro do Instituto Americano de Engenharia Médica e Biológica (AIMBE), Prof. Zhang Xueji; o Presidente da Empresa de Gestão do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China – Países de Língua Portuguesa, Sr. Zhang Jian; o Vice-Presidente e Director Executivo da Beijing Yunxingyu Traffic Technology Ltd, Sr. Sun Hao; e o Director de Parcerias Globais do Grupo Holcim, Sr. Liu Lijia. Os convidados partilharam experiências e identificaram espaços de cooperação sino-lusófona no domínio das infraestruturas inteligentes, analisando como potenciar o papel de Macau enquanto Plataforma e inovar os modelos de investimento e financiamento para promover a transformação e modernização da cooperação. Foram igualmente trocadas impressões sobre o reforço da resiliência das infraestruturas nos Países Lusófonos, a criação de emprego de alto valor agregado e o fomento da diversificação económica, evidenciando o vasto potencial de cooperação mútua neste sector.
Durante o período do Fórum de Infraestruturas, o Secretariado Permanente do Fórum de Macau organizou ainda a Exposição sobre os Resultados da Cooperação em Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com o intuito de exibir os frutos desta cooperação e as oportunidades de investimento. Paralelamente, decorreu o Colóquio sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, promovendo a comunicação e o reforço da cooperação entre todas as partes a múltiplos níveis.




