Saltar da navegação

Workshop Inter-regional de Formação em Medicina Tradicional da OMS encerrou com sucesso | Cerca de 60 especialistas mundiais focam-se na garantia de qualidade da medicina tradicional

Fotografia de grupo na cerimónia de abertura de Workshop Inter-regional de Formação em Medicina Tradicional da OMS de 2026

O workshop inter-regional, organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), contou com a co-organização e financiamento do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), bem como com a planeamento do Centro de Cooperação de Medicina Tradicional da Organização Mundial de Saúde (Macau) dos Serviços de Saúde. O evento decorreu com sucesso em Macau durante três dias consecutivos (de 10 a 12 de Junho), tendo já entrado no seu período de conclusão. A cerimónia de abertura atraiu a presença de mais de 100 pessoas, incluindo funcionários e consultores especialistas em medicina tradicional provenientes de vários países e regiões do mundo, bem como representantes do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, do Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na RAEM, membros do Conselho dos Assuntos Médicos e representantes do sector da medicina tradicional chinesa de Macau. Na referida ocasião, o subdirector do Departamento de Desenvolvimento Social do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central, Zhao Heqing, entregou lembranças aos consultores, formadores e representantes da OMS. Sob o tema central “Garantia de Práticas de Medicina Tradicional, Complementar e Integrada e da Qualidade de Pessoal de Actividade”, o workshop contribuiu com sabedoria para o desenvolvimento regulado e de alta qualidade da medicina tradicional global.

Na cerimónia de abertura, o chefe da Divisão de Normas, Padrões e Integração de Sistemas de Medicina Tradicional do Centro Mundial de Medicina Tradicional da OMS, Kim Seung-chul, em representação da OMS, louvou Macau por disponibilizar uma plataforma fiável para os Estados-Membros da OMS, promovendo a partilha de experiências entre pares, a aprendizagem e referência mútua e o reforço da capacidade de formulação de normas, padrões e sistemas relevantes, o que contribui para apoiar os objectivos globais de saúde pública. O mesmo responsável afirmou que o desenvolvimento da medicina tradicional atingiu um marco histórico importante: os 194 Estados-Membros da OMS aprovaram, em Maio do ano passado, a “Estratégia Global de Medicina Tradicional 2025–2034”, estabelecendo o quadro estratégico para promover o acesso a uma medicina tradicional segura, eficaz e de alta qualidade para todos nos próximos 10 anos. Simultaneamente, a OMS concluiu a sua reestruturação orgânica no ano passado, integrando e estabelecendo o “Centro Mundial de Medicina Tradicional da OMS”, o que elevou substancialmente a capacidade da organização em apoiar os Estados-Membros em todo o processo, desde a investigação científica até à implementação prática. No período compreendido entre 2026 e 2027, o planeamento estratégico focalizará-se em prioridades como o reforço da obtenção de dados, o aumento da regulamentação de medicamentos fitoterápicos, a elaboração de directrizes clínicas e o aprofundamento da cooperação global.

O director dos Serviços de Saúde, Lo Iek Long, recordou o percurso de estreita cooperação entre Macau e a OMS na área da medicina tradicional desde 2011. O Centro de Cooperação de Medicina Tradicional da Organização Mundial de Saúde (Macau) foi estabelecido em 2015 e, até à data, já organizou 34 edições de workshops de formação, beneficiando profissionais de cerca de 90 países e regiões, com resultados frutíferos. O presente workshop focou-se na garantia de qualidade da medicina tradicional, complementar e integrada, ecoando a importância que a “Estratégia Global de Medicina Tradicional da Organização Mundial da Saúde 2025-2034” atribui à evidência, segurança, regulamentação e integração nos sistemas de saúde. Macau persiste na atribuição de igual importância à medicina ocidental e medicina tradicional chinesa, valorizando os cuidados de saúde primários, a saúde comunitária e a prevenção de doenças, integrando a medicina tradicional nos serviços de saúde pública. Paralelamente, promove activamente o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, integrando a indústria de big health da medicina tradicional chinesa na estratégia de diversificação adequada da economia, tirando pleno partido das vantagens do princípio “Um País, Dois Sistemas” para impulsionar o intercâmbio prático na área da medicina tradicional entre o Interior da China e o exterior.

Este workshop inter-regional de formação atraiu a participação de cerca de 60 oficiais, consultores especialistas e autoridades de saúde ligadas à medicina tradicional, da OMS, oriundos de 18 países e regiões, designadamente do Interior da China, da Região Administrativa Especial de Hong Kong, da Região Administrativa Especial de Macau, bem como do Gana, Quénia, São Tomé e Príncipe, Senegal, República Unida da Tanzânia, Cuba, Peru, Irão, Omã, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Tajiquistão, Índia, Maldivas, Sri Lanka, Mongólia e Filipinas.

O workshop adoptou formatos diversificados, incluindo palestras temáticas por formadores, discussões em grupos de formandos e visitas de estudo ao local, tendo sido organizada a deslocação dos participantes a instituições públicas e privadas de Macau, para conhecerem a experiência prática de Macau nos serviços de diagnóstico e tratamento da medicina tradicional chinesa, na gestão da qualidade e na colaboração entre as medicinas chinesa e ocidental, realizando ainda uma visita experiencial à “Estação de Saúde e Bem-Estar”. Os participantes elogiaram vivamente a concretização das três orientações políticas de “antecipação da prevenção, descentralização de recursos e mudança de mentalidade” por parte do Governo da RAEM. Através do programa “Comunidade Saudável”, com a cooperação interdepartamental e a ampla ligação a associações, gerou-se um efeito sinérgico na realização contínua de actividades diversificadas de educação científica em saúde na comunidade, considerando que este modelo pode elevar a literacia em saúde dos residentes e fomentar a sua capacidade de autogestão da saúde.

Além disso, durante o workshop, foram organizadas várias actividades de intercâmbio cultural sob o tema da homologia entre medicamentos e alimentos, demonstração de ingredientes medicinais chineses, degustação de chás medicinais chineses e o ensino de Baduanjin (Eight-Section Brocades). Os Embaixadores de Promoção da Saúde através da Medicina Tradicional Chinesa de Macau demonstraram aos participantes as diversas facetas da integração da medicina tradicional chinesa na vida quotidiana, permitindo-lhes não só sentir intuitivamente o encanto da cultura da medicina tradicional chinesa, mas também experienciá-la de forma descontraída, compreendendo o conceito de saúde da medicina chinesa de “prevenção antes do aparecimento da doença” e a valorização simultânea do corpo e da mente, elevando o conhecimento dos profissionais internacionais de medicina tradicional sobre a cultura desta medicina e as características próprias da medicina tradicional chinesa em Macau.

Ver galeria