Trabalhos de Concepção Arquitectónica do Museu Nacional da Cultura de Macau prosseguem de forma ordenada
O Instituto Cultural (IC) realizou hoje (10 de Setembro), na Sala de Conferências do Centro Cultural de Macau a “Apresentação dos Trabalhos de Concepção Arquitectónica do Museu Nacional da Cultura de Macau”, na qual a Presidente do IC, Leong Wai Man, deu a conhecer o ponto de situação dos referidos trabalhos. O evento contou com a presença de representantes de vários organismos governamentais, designadamente o Chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico da Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana, Leong Io Hong; a Chefe Substituta do Departamento de Estudos e Projectos da Direcção dos Serviços de Obras Públicas, Vu Si Man; o Chefe Substituto do Departamento de Planeamento e Desenvolvimento de Tráfego da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Un Chao Wa; e o Chefe da Divisão de Edificações do Instituto para os Assuntos Municipais, Wong Kei Lok.
Sendo este o primeiro, e um dos principais projectos, a ser lançado no âmbito do programa da Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, o futuro Museu Nacional da Cultura de Macau ficará situado no terreno marginal a leste da Torre de Macau. Com uma área de construção de cerca de 100.000 m2, este projecto irá assumir-se futuramente como a maior infraestrutura de cariz cultural de Macau. O futuro Museu terá como funções centrais a realização de exposições, o restauro, conservação e investigação de relíquias, e a gestão e organização de acervos, dispondo ainda de vários espaços diversificados para o comércio, lazer e turismo cultural. Dada a elevada exigência técnica da concepção arquitectónica do Museu, que deve responder a padrões internacionais de excelência, o Governo da RAEM convidou sete equipas de concepção arquitectónica de renome internacional e três equipas locais para apresentarem propostas conceptuais. Prevê-se a selecção da proposta vencedora ainda no decorrer do corrente ano, com vista à conclusão da primeira fase da construção do Museu em 2029, contando-se em simultâneo com o início e execução subsequente da segunda fase.
Espera-se que as dez equipas convidadas, tomem partido do enquadramento vantajoso do local e possam ser inspiradas, igualmente, pelo contexto do património humanístico da cidade, possibilitando-se uma fusão coerente entre a cultura chinesa e uma linguagem arquitectónica moderna. Procurando-se uma boa articulação entre a vertente artística, cultural, funcional e de sustentabilidade prática no âmbito deste projecto, antecipa-se que o futuro Museu possa também oferecer a Macau um importante novo marco cultural condizente com o estatuto da cidade, satisfazendo-se igualmente os requisitos operacionais implícitos a uma gestão museológica do mais alto profissionalismo, e que tenha uma presença arquitectónica correspondente às mais elevadas exigências estéticas a nível internacional.
Após a sua conclusão, o Museu Nacional da Cultura de Macau virá certamente enriquecer e liderar a rede dos equipamentos culturais públicos de Macau, aumentando ainda mais a influência cultural da cidade, e enaltecendo o valor da civilização chinesa, também através da partilha abrangente da fusão cultural chinesa e ocidental com o mundo. Este importante projecto irá também permitir desempenhar plenamente o papel de Macau como plataforma de intercâmbio cultural entre a China e o ocidente, promovendo a aprendizagem mútua entre as culturas nacional e estrangeiras, e consolidando continuamente a vocação de Macau como “uma base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura Chinesa”. Simultaneamente, este projecto irá proporcionar a residentes e a visitantes experiências turístico-culturais de excelência, reforçando assim o estatuto de Macau enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer. Em paralelo, irá também viabilizar uma nova dinâmica na área das indústrias culturais e do turismo local, criando novos postos de trabalho para os residentes, alargando o horizonte de desenvolvimento dos jovens locais e criando um novo elemento catalisador para a integração entre cultura, comércio e turismo, e para a diversificação adequada da economia.
