Entre Junho e Agosto de 2026 a taxa de desemprego dos residentes (2,5%) subiu ligeiramente 0,1 pontos percentuais, face ao período anterior (Maio a Julho de 2026), devido à subida do número de desempregados à procura do primeiro emprego, gerada pela chegada de recém-formados ao mercado de trabalho. Além desta, a taxa de subemprego dos residentes (2,0%) baixou ainda mais, 0,2 pontos percentuais, informam os Serviços de Estatística e Censos.
O número de residentes desempregados foi de 7.500, a maioria dos que estavam à procura de novo emprego trabalhava anteriormente no ramo de actividade económica das lotarias e outros jogos de aposta e no ramo do comércio por grosso e a retalho. Além disso, o número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 18,9% dos residentes desempregados, mais 6,7 pontos percentuais, face ao período precedente, graças a alguns dos recém-formados terem entrado no mercado de trabalho. O número de residentes subempregados foi de 5.900, salientando-se que a maioria trabalhava no ramo dos serviços prestados às empresas e no ramo da construção.
Em termos globais, a taxa de desemprego (2,0%) aumentou tenuemente 0,1 pontos percentuais, face ao período anterior, enquanto a taxa de subemprego (1,5%) decresceu ainda mais, 0,2 pontos percentuais.
A metodologia de inquirição e os conceitos estatísticos do Inquérito ao Emprego (como a definição de desemprego e a de subemprego) são definidos de acordo com as recomendações da Organização Internacional do Trabalho. O âmbito estatístico do Inquérito ao Emprego engloba todas as unidades de alojamento da Península de Macau, da Taipa e de Coloane, e exclui as unidades de alojamento colectivas, nomeadamente, dormitórios escolares e lares de terceira idade. O objecto estatístico abrange os indivíduos que residem naquelas unidades, não estando incluídos os residentes da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), nem os trabalhadores não residentes, que trabalham na RAEM mas residem no exterior. Segundo as estimativas preliminares dos registos de migração, o número médio de residentes da RAEM e trabalhadores não residentes, que trabalhavam na RAEM mas viviam no exterior, foi estimado em cerca de 112.400 no período de referência. A mão-de-obra total, composta por estes indivíduos e pela população activa que vivia na RAEM, era de aproximadamente 495.700 pessoas, menos 100, face ao período anterior.