A equipa de inspecção conjunta utilizou drones para inspeccionar os pontos cegos de higiene
Em resposta à estratégia nacional de desenvolvimento de "dar prioridade à saúde", em articulação com o "3.º Plano Quinquenal" do Governo da RAEM e com a concretização dos objectivos do "Plano de Acção para Macau Saudável", e em cumprimento das três principais directrizes políticas de “antecipação de prevenção de doenças”, “descentralização de recursos” e “mudança de mentalidade”, os Serviços de Saúde, em conjunto com o Instituto para os Assuntos Municipais, através do programa "Comunidade Saudável", colaboraram amplamente com as associações e deram início, a partir de Junho, à "Acção de Saúde Pública para os Edifícios Três Sem". A Acção enquadrou-se nos trabalhos de "despistagem e avaliação" e de "resposta por níveis", tendo procedido à inspecção, avaliação e tratamento dos riscos de saúde pública nos "Edifícios Três Sem" (ou seja, edifícios que não dispõem de assembleia de condóminos, organização de moradores ou serviços de administração de propriedades); foi elaborada uma "Lista de classificação dos riscos para a higiene ambiental dos Edifícios Três Sem" (adiante designada por "Lista"), tendo sido aplicadas as medidas de resposta de acordo com o nível de risco, a fim de melhorar a higiene ambiental dos "Edifícios Três Sem" e de prevenir e controlar, na origem, a dengue e a febre chikungunya (adiante designadas por "duas febres"). Numa primeira fase, foram realizados trabalhos de inspecção, avaliação e acompanhamento do tratamento nos Edifícios "Três Sem" de risco mais elevado, tendo os respectivos trabalhos sido concluídos com sucesso e obtido resultados notáveis.
Durante a Acção, os Serviços de Saúde, em conjunto com a Aliança de Povo de Instituição de Macau e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau, constituíram várias equipas de inspecção conjunta, com vista a aprofundar a inspecção sanitária em todos os edifícios relevantes, bem como divulgar junto da população os conhecimentos sobre a manutenção da higiene ambiental e a prevenção da proliferação de mosquitos. Simultaneamente, as equipas de inspecção conjunta utilizaram também à tecnologia de drones para colmatar os pontos cegos da inspecção tradicional, realizando inspecções aéreas em zonas de difícil acesso e de visibilidade limitada, como pátios, beirais, terraços e traseiras, identificando eficazmente a localização de riscos sanitários e localizando com precisão problemas de higiene como lixo, objectos diversos e água estagnada, aumentando consideravelmente a taxa de cobertura e a precisão da identificação e do tratamento. Na primeira fase da Acção, foram inspectadas e avaliadas as condições sanitárias de 354 "Edifícios Três Sem" de risco mais elevado, dos quais cerca de 29,8% apresentavam acumulação de lixo nos espaços comuns, cerca de 26,9% apresentavam água estagnada, cerca de 23,7% apresentavam acumulação de objectos diversos e cerca de 16,3% apresentavam proliferação de vectores. Após avaliação, cerca de 28,8% dos edifícios foram encaminhados, através do mecanismo de colaboração interdepartamental, para o Instituto para os Assuntos Municipais ou para outros serviços competentes, para acompanhamento conjunto dos problemas de higiene em causa, permitindo uma rápida articulação na resolução dos problemas sanitários e uma aplicação eficaz das medidas de acompanhamento. Na fase seguinte da Acção, continuar-se-á a proceder à inspecção, avaliação e tratamento dos restantes "Edifícios Três Sem", concluindo-se a elaboração da "Lista".
Os Serviços de Saúde afirmam que a gestão da saúde dos "Edifícios Três Sem" é um trabalho permanente e regular de saúde pública comunitária, e no futuro, de acordo com as informações constantes da "Lista", proceder-se-á, de forma sistemática e precisa, aos trabalhos de inspecção e de reordenamento dos "Edifícios Três Sem", eliminando, a partir da fonte, a proliferação de mosquitos e reduzindo o risco de propagação de "duas febres". Para além disso, a prevenção e o controlo da "duas febres" dependem da prática de cada família e dos residentes, e a implementação das “três medidas anti-mosquito”:
- Prevenir a proliferação de mosquitos no domicílio: Elimine regularmente águas estagnadas no ambiente circundante aos locais de trabalho e ao domicílio, a fim de erradicar a proliferação de mosquitos e de larvas;
- Impedir a entrada de mosquitos: Utilize redes mosquiteiras nas janelas, nas camas, ou ligue o ar condicionado, entre outras medidas, para reduzir a possibilidade de serem picados por mosquitos;
- Proteger-se contra picadas ao ar livre: Ao realizar actividades no exterior, é melhor vestir roupas com mangas compridas e calças compridas, preferencialmente de cores claras e aplicar repelente de mosquitos nas partes expostas da pele ou na roupa, de forma a evitar picadas.
Os Serviços de Saúde continuarão a dar prioridade à gestão sanitária dos "Edifícios Três Sem" como um dos trabalhos nucleares de prevenção e controlo das "duas febres", articulando, através do programa "Comunidade Saudável", as forças do Governo, das associações e dos moradores, no sentido de prestar atenção aos "Edifícios Três Sem" e tomem medidas, com vista a sensibilizar os residentes para a protecção da saúde pública e a eliminação activa da água estagnada nos edifícios, construindo, em conjunto, uma linha de defesa da saúde comunitária, concretizando a visão da acção governativa de "Macau feliz".








