Serviços de Saúde: Vacinação prioritária aos cuidadores de bebés com idade até ao 1 ano – Marcação de vacinas pode agora ser feita online

Perante as características conhecidas de transmissão do vírus do Sarampo os Serviços de Saúde estabeleceram grupos de maior necessidade de vacinação, como são os casos dos bebés até 1 ano de idade, sendo estes actualmente prioritários.

Os grupos prioritários já identificados são: bebés e crianças, trabalhadores de creches que nasceram em ou após 1970 e pessoal médico. Todos estas pessoas não necessitam de marcação prévia para acederem à vacina. Os outros indivíduos necessitam de efectuar marcação prévia.

Com a chegada do novo lote de vacinas contra sarampo, composto por 5400 doses, os Serviços de Saúde decidiram implementar novas medidas destinadas às pessoas que tomam conta de bebés e crianças até um ano de idade, nomeadamente, auxiliares domésticas e serão acrescentadas novas formas de marcação para administração das vacinas. Os indivíduos que consigam agendamento podem deslocar-se ao Centro de Saúde para fazer uma avaliação de vacinação a partir de quarta-feira, 3 de Abril.

Actualmente os bebés com idade inferior a um ano não atingem a idade de vacinação contra o sarampo em Macau. Assim para proteger a saúde destas crianças as famílias com crianças com idade inferior a um (1) ano podem inscrever online, até três cuidadores, para serem vacinados prioritariamente contra o sarampo.

Os cuidadores devem ser pessoas nascidas em 1970 ou posteriormente e que nunca foram infectados pelo sarampo e que não tenham sido vacinados contra o sarampo após o primeiro ano de vida (incluíndo os empregados domésticos da nacionalidade estrangeira nascido em ou após o ano de 1970). Estas pessoas, mesmo sendo prioritárias, têm que efetuar previamentea inscrição online no sistema de marcação para vacinação contra o sarampo dos Serviços de Saúde, podem telefonar ou dirigir-se pessoalmente a um centro de saúde. Após inscrição com sucesso, devem comparecer ao balcão de marcação do respectivo centro de saúde ou posto de saúde seleccionado. Após a avaliação por profissionais de saúde se estes considerarem que estão reunidas as condições de vacinação, as pessoas podem ser vacinadas.

Todos os grupos prioritários acima mencionados quando compareçam no local de vacinação devem apresentar o seu documento de identificação, documentos de trabalho, boletim individual de vacinação (vulgarmente conhecidos como boletim de injecção) e cartão do utente (caso haja) (vulgarmente conhecido como cartão dourado). Para os indivíduos que tomam conta de bebés com idade inferior a 1 ano, devem também apresentar o Cartão de Utente e o Boletim Individual de Vacinação do bebé

Outros residentes e trabalhadores não residentes de Macau, que não pertençam ao grupo de vacinação prioritária, mas nascidos em ou após 1970 e que não foram infectados por sarampo, nem foram vacinados após 1 ano de idade., e que têm a necessidades de vacinação, devem fazer uma marcação prévia, deslocar aos centros de saúde ou postos de saúde em datas e horas marcadas para avaliação médica antes da vacinação.

O sistema de marcação de vacinas online está disponível pelo endereço: https://www.ssm.gov.mo/mmrrs a partir de terça-feira, 2 de Abril para conveniência dos interessados. A marcação também pode ser feita por telefone ou pessoalmente.

Pesquisa, por amostragem, sobre o nível de imunidade contra o sarampo na população, revela taxas de imunidade superiores a 95% em todas as faixas etárias acima de 2 anos de idade

Nos últimos dias pessoas nascidas antes de 1970 e outras pessoas que não pertencem aos grupos prioritários - crianças com idade inferior a 2 anos, pessoal de creches, profissionais de saúde, entre outras – solicitaram que lhes fosse administrada a vacina contra o sarampo. Os Serviços de Saúde reforçam a informação de que a maioria das pessoas que nasceram antes de 1983, especialmente, aquelas nascidas antes de 1970, foram imunizadas através de infecções naturais. Não é por isso necessária a vacinação.

Aliás, ao longo dos anos os Serviços de Saúde de Macau sempre estiveram dedicados à manutenção de uma barreira imunológica contra algumas doenças infecciosas como é o caso do sarampo. A maioria das pessoas que nasceram em Macau depois de 1983, ou os indivíduos que completaram o ensino primário em Macau depois de 1983 foram vacinados com pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo.

A taxa de vacinação dos trabalhadores não residentes de Macau é inferior à taxa de vacinação dos indivíduos nascidos em Macau ou dos indivíduos com a conclusão do ensino primário após o ano de 1983. Apesar disso, alguns trabalhadores não residentes de Macau também são imunes, porque são provenientes de países e regiões com altos índices de infecção natural e foram infectados na infância.

Os Serviços de Saúde realizam anualmente uma pesquisa, por amostragem, sobre o nível de imunidade contra o sarampo na população. As taxas de imunidade são superiores a 95% em todas as faixas etárias acima dos 2 anos de idade.

Implementação rigorosa do princípio de vacinação prioritária ao grupo com necessidade

Devido aos recentes surtos no Sudeste Asiático, Sul da Ásia, Europa e Américas, o fornecimento de vacinas contra o sarampo, um pouco por todo o mundo, tem levado a uma escassez de stocks generalizada. Os fabricantes de vacinas estão a dar prioridade aos países com epidemias graves. Prevê-se, assim, que as vacinas encomendadas pelos Serviços de Saúde não sejam enviadas na sua totalidade no curto prazo. Perante esta situação os Serviços de Saúde restringiram a vacinação às populações prioritárias.

Diariamente estão a ser vacinadas cerca de 200 pessoas. Ainda existem cerca de 1.000 doses de vacina contra sarampo, rubéola e parotidite epidémica. Com a chegada a Macau de 5.400 doses destas vacinas a quantidade é suficiente para bebés, crianças até um ano de idade, bem como para os profissionais de saúde com necessidades de vacinação. Os demais residentes devem submeter-se à vacinação apenas quando a quantidade de vacinas existente no território seja em número suficiente.

As pessoas que já foram infectadas pelo sarampo já possuem imunidade vitalícia. Algumas pessoas infectadas com sarampo não mostram sintomas óbvios. As pessoas de meia-idade e as pessoas idosas não são susceptíveis ao sarampo. De acordo com a análise epidemiológica e a pesquisa de sorologia de população, a maior parte das pessoas nascidas antes de 1970 em Macau foram infectadas ou expostas ao vírus do sarampo e têm imunidade natural, não havendo necessidade de vacinar contra o sarampo. Ou seja: para estas pessoas – nascidas antes de 1970 – os Serviços de Saúde não fornecem vacinação contra o sarampo.

Devido à grave epidemia de sarampo nas Filipinas, Vietnam, Tailândia e Indonésia, os Serviços de Saúde recomendam que os residentes e os empregados domésticos (especialmente aqueles que precisam cuidar de crianças com menos de um ano de idade) que não têm certeza se têm imunidade contra o sarampo devem cancelar ou adiar viagens não urgentes a estes países.

Caso a viagem não possa ser cancelada ou adiada estas pessoas devem prestar atenção especial à higiene pessoal, evitar contacto com crianças e ir a lugares de alto risco, como instituições de saúde. Se alguém contratar novos empregados deve exigir a quem pretenda trabalhar em Macau que demonstre estar vacinado ou que proceda à vacinação no local de origem.

Os Serviços de Saúde aconselham as pessoas que, quer estejam em Macau, quer estejam nos lugares com surto grave de epidemia, devem prestar atenção às seguintes medidas preventivas:

  1. A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a infecção do sarampo. Todas as crianças devem receber duas doses de vacinas, para efeito completo de imunidade, contra o sarampo, após o 1.º aniversário;
  2. Não viaje com crianças que não tenham completa imunidade para viajar ao exterior ou para lugares lotados com visitantes;
  3. As pessoas que cuidam de bebés e crianças, como cuidadores domésticos e trabalhadores de creches devem ser vacinados contra o sarampo;
  4. Peste atenção à cortesia do tracto respiratório, não toque nos olhos, nariz e boca antes de lavar as mãos;
  5. Pessoas imuno-comprometidas devem evitar deslocar-se aos locais lotados ou instituições médicas;
  6. Caso apareçam sintomas suspeitos, devem usar máscara e recorrer à consulta médica.

Caso tenham dúvidas, os residentes podem ter acesso à página electrónica dos Serviços de Saúde (http://www.ssm.gov.mo) ou ligar para a linha verde n.o28700 800.



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