Serviços de Saúde: Transmissão de sarampo e da rubéola em Macau não é endémica

Desde o início do ano foram diagnosticados 35 casos de sarampo e 37 casos de rubéola, havendo alguns residentes preocupados com a disseminação do sarampo e rubébola em Macau. De acordo com os Serviços de Saúde, o número de casos de sarampo e rubéola de Macau registado neste ano é significativamente superior face a anos anteriores, devido a factores exógenos, no entanto, não há sinais de transmissão contínua ou extensa na comunidade.

Os Serviços de Saúde afirmam que desde o ano passado há um surto epidémico de sarampo a nível global, sendo actualmente a situação epidimiológica muito grave nas áreas geográficas vizinhas de Macau, especialmente no sudeste da Ásia, como Filipinas, Malásia, Tailândia e Indonésia. Entre meados de Março e início de Abril, ocorreram casos de infecção nos profissionais de saúde dos dois hospitais de Macau (CHCSJ e Hospital Kiang Wu). Os Serviços de Saúde adoptaram de imediato uma série de medidas de prevenção e gestão de risco, designadamente reforçaram a vacinação dos profissionais de saúde e das unidades de serviços de alto risco. Presentemente, todos os contactos relacionados com os casos de sarampo destes dois hospitais passaram o período de incubação, não havendo a ocorrência de novos casos. Os casos de sarampo desde o início de Abril são todos importados, e a transmissão do vírus do sarampo em Macau foi limitada, tendo neste momento chegado ao fim, pese embora no futuro não esteja excluída a hipótese de ocorrência de mais casos importados de sarampo e da rubéola. Dado que o território tem uma elevada taxa de vacinação em Macau, é de acreditar que não ocorra um surto epidémico na comunidade.

O aumento de casos de rubéola também foi causado pela circulação do vírus nas regiões vizinhas. Os casos de rubéola têm maior tendência para surgir nos hotéis e casinos, devido a que os trabalhadores destas entidades têm a possibilidade de contactar com os turistas estrangeiros. No entanto, como os casos de infecção colectiva dos trabalhadores de vários hotéis e casinos e o período de início de sintomas dos pacientes foram semelhantes, acredita-se que estes estiverem expostos a mesma fonte de contágio, não havendo a transmissão entre os funcionários, nem a disseminação generalizada nestas entidades. Em relação a outros casos eporádicos, todos tinham histórico de viagens e não havia sido encontrado nenhum caso de segunda geração. De uma forma geral, a rubéola é uma doença muito ligeira, mas a infecção nas mulheres grávidas pode causar malformações fetais, pelo que o principal objectivo da prevenção e controlo é evitar a sua infecção. As mulheres nascidas em Macau depois de 1975 foram vacinadas contra rubéola e as mulheres em idade fértil que actualmente não foram vacinadas, nasceram sobretudo no exterior. Entre 37 casos de rubéola registados neste ano, apenas 4 haviam nascido em Macau, sendo um deles do sexo feminino com 46 anos de idade. Desde 2001, os Serviços de Saúde começaram a promover a administração da vacina de VASPR (MMR) junto das mulheres em idade fértil, e forneceram a vacinação gratuita às mulheres em idade fértil que não foram vacinadas na infância. As mulheres em idade fértil não vacinadas podem fazer uma vacinação gratuita no centro de saúde, e para as mulheres com intenção de engravidar, podem ir ao centro de saúde para marcar uma consulta de planeamento familiar para verificar se tem imunidade contra rubéola.

Atendendo que a rubéola é uma doença ligeira, os Serviços de Saúde vão publicar regularmente a situação epidemiológica de acordo com os procedimentos instituídos a nível mundial, pelo que não vão proceder à publicação por cada novo caso.



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