Foram divulgados dia 11 o “Índice do Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2026)” e o “Relatório de Análise do Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países de Língua Portuguesa e dos Resultados de Macau na Participação em Projectos de Construção Conjunta da Faixa e Rota (2026)”
O 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (17.º IIICF) divulgou dia 11 o “Índice do Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2026)” e o “Relatório de Análise do Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países de Língua Portuguesa e dos Resultados de Macau na Participação em Projectos de Construção Conjunta da Faixa e Rota (2026)”. Estes documentos forneceram ao sector várias análises de dados indicativas e prospectivas, servindo de uma referência importante para a tomada de decisões governamentais, os investimentos do sector e a cooperação internacional. Isto põe em evidência o papel que Macau desempenha enquanto “interlocutor de precisão” entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Mercado de infra-estruturas no âmbito da Iniciativa Faixa e Rota apresenta um progresso estável e positivo, com amplo espaço para a cooperação sinérgica na cadeia industrial das energias renováveis
O Índice do Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2026) reflecte as tendências do desenvolvimento regional das infra-estruturas, fornecendo uma base para que o sector identifique os rumos da transformação e as oportunidades emergentes. O relatório do índice resume quatro informações importantes. Em primeiro lugar, o mercado de infra-estruturas abrangido pela Iniciativa Faixa e Rota apresenta um progresso positivo a longo prazo. O índice geral do desenvolvimento de infra-estruturas dos 75 países participantes registou um aumento constante durante seis anos consecutivos; mais de dois terços dos países registaram uma subida na sua pontuação no índice, revelando uma recuperação estável do mercado internacional de infra-estruturas e uma tendência claramente positiva a longo prazo. Em segundo lugar, a região do Sudeste Asiático mantém a liderança. Entre os respectivos países, a Arábia Saudita, a Indonésia e a Malásia ocupam os três primeiros lugares no índice por país. Em terceiro lugar, o desenvolvimento integrado e a conectividade transfronteiriça trazem novas oportunidades para os projectos de energias renováveis. A “integração de fontes, redes, cargas e armazenamento” tornou-se a tendência dominante na transformação das infra-estruturas de energias renováveis dos países participantes, criando um vasto espaço para a cooperação sinérgica na cadeia industrial das energias renováveis; os projectos passaram da interligação pontual para a construção conjunta de redes abrangentes e a coordenação de normas e padrões, acelerando a implementação de projectos de interligação de redes eléctricas transfronteiriças. Em quarto lugar, as políticas e os mecanismos de apoio proporcionam garantias institucionais para a cooperação em infra-estruturas. Os governos de vários países aceleraram o lançamento de planos específicos de infra-estruturas e políticas de apoio financeiro correspondentes, enquanto as organizações internacionais e as plataformas de cooperação regional continuam a envidar esforços para a coordenação de políticas, para o alinhamento de regras e para o apoio financeiro, criando condições favoráveis para a cooperação internacional em infra-estruturas.
O relatório alerta também que todas as partes se devem preparar devidamente para enfrentar os riscos e desafios relacionados com a geopolítica, as flutuações económicas e a segurança regional, além de sugerir o reforço das garantias institucionais, o aumento da competitividade global das empresas, a inovação nos modelos de serviços financeiros e o aperfeiçoamento dos mecanismos de coordenação industrial, a fim de promover em conjunto uma cooperação estável e duradoura no investimento e na construção de infra-estruturas no âmbito da Iniciativa Faixa e Rota.
Desenvolvimento de infra-estruturas nos Países de Língua Portuguesa é robusto, evidenciando, com efeito, o papel da plataforma de Macau
O IIICF continua a aprofundar a cooperação sino-lusófona em matéria de infra-estruturas, sendo que o valor total acumulado, envolvido pelos acordos de cooperação sino-lusófona assinados nas edições anteriores, atingiu 19,5 mil milhões de dólares americanos. Os índices de referência divulgados também proporcionaram um apoio prático à cooperação. O “Relatório de Análise do Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países de Língua Portuguesa e dos Resultados de Macau na Participação em Projectos de Construção Conjunta da Faixa e Rota (2026)” analisa, de forma abrangente, a situação do desenvolvimento de infra-estruturas nos nove Países de Língua Portuguesa, cujos resultados revelam que o seu desenvolvimento tende a ser robusto, com o Brasil, Moçambique e Angola a ocuparem os três primeiros lugares. Simultaneamente, o relatório reconhece plenamente o trabalho do Governo da RAEM na expansão constante das funções como plataforma sino-lusófona e no aprofundamento contínuo dos mecanismos de cooperação, bem como os resultados frutíferos alcançados no apoio à cooperação económica e comercial entre a China, os Países de Língua Portuguesa e demais países abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota.
O Governo da RAEM continuará a desempenhar o papel de Macau como ponte e plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, promovendo a concretização de mais projectos de cooperação internacional, a fim de contribuir para a interconectividade regional e o desenvolvimento coordenado. Os profissionais do sector e o público podem aceder à página electrónica oficial (https://www.chinca.org ou https://www.ipim.gov.mo), para consultar e descarregar o conteúdo integral dos dois relatórios de índices.

