Assinatura de diversos acordos de cooperação no âmbito do 17.º IIICF
Co-organizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (doravante designado por “IPIM”) e pela Associação dos Construtores Civis Internacionais da China (CHINCA), o 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (doravante designado por “17.º IIICF”) encerrou hoje (dia 12 de Junho), com pleno sucesso. Enquanto exposição profissional internacional com a acreditação da Associação Global da Indústria de Exposições (UFI), a presente edição do Fórum alcançou resultados notáveis em termos de escala, grau de internacionalização e transformação de resultados, desempenhando um papel importante no aprofundamento da abertura de Macau ao exterior e na promoção da cooperação industrial.
O 17.º IIICF registou a assinatura de 21 acordos de cooperação, cujo valor total ascende a 9,9 mil milhões de dólares americanos. Estes acordos englobam vários sectores, nomeadamente os transportes, a construção civil, a energia, a electricidade, a mineração e a fundição de metais não ferrosos, abrangendo um total de 15 países e regiões, tendo promovido a celebração de vários acordos de cooperação entre as empresas chinesas e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola, tais como Angola, Brasil, El Salvador e Chile. Além disso, ao longo dos três dias do evento, foram organizadas mais de 200 sessões de bolsas de contactos. Isto potencia plenamente o papel de Macau enquanto “interlocutor de precisão” entre a China e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola. Paralelamente, em conjugação com a orientação dos “três reforços” do presente Fórum: a elevação do reconhecimento internacional, o aumento do número de expositores estreantes e a melhoria do profissionalismo, o evento conseguiu acelerar a capacitação das empresas para a internacionalização, interligando assim as oportunidades de negócio na cadeia industrial global de infra-estruturas.
Resultados evidentes do Fórum lideram a transformação e o desenvolvimento inovador do sector
Na conferência de imprensa de balanço, o Presidente da CHINCA, Fang Qiuchen, afirmou que a presente edição do IIICF alcançou principalmente quatro grandes resultados. Em primeiro lugar, o Fórum demonstrou, de forma abrangente, os resultados no desenvolvimento verde, de baixo carbono e de inovação digital e inteligente no sector global de infra-estruturas, contribuindo com a sabedoria e as soluções da China para a interconectividade das infra-estruturas internacionais. Em segundo lugar, a obtenção da prestigiosa acreditação da Associação Global da Indústria de Exposições (UFI) reflecte a optimização e a modernização constantes da exposição. Em terceiro lugar, foi melhor potenciado o Fórum enquanto plataforma, alcançando resultados frutíferos na promoção de negócios e impulsionando a assinatura e a implementação de uma série de projectos-chave e de referência de grande envergadura, na cooperação internacional de infra-estruturas, o que gerou um ciclo virtuoso de cooperação centrado no modelo “análise de índices + bolsas de contactos + concretização de projectos”. Em quarto lugar, o Fórum aproveitou as vantagens únicas de Macau, ajudando a aprofundar o modelo de desenvolvimento integrado de “indústrias + convenções e exposições” no território.
Por sua vez, o Presidente do IPIM da RAEM, Che Weng Keong, fez o balanço da presente edição do IIICF a partir de três aspectos. Em primeiro lugar, a escala, o nível e o grau de internacionalização continuaram a aumentar. Em segundo lugar, aprofundou-se a sinergia entre as convenções e exposições e a captação de investimentos, de modo a promover a transformação e a concretização dos resultados. Em terceiro lugar, reforçou-se o efeito impulsionador na economia de Macau, capacitando as empresas para a sua internacionalização conjunta. Referiu ainda que este ano é o ano de arranque do 15.º Plano Quinquenal do nosso País e do 3.º Plano Quinquenal de Macau, e que o entusiasmo pelos acordos de cooperação alcançados no Fórum reflecte as oportunidades e perspectivas de cooperação entre o Interior da China e Macau e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola no domínio das infra-estruturas, e que se irá melhorar continuamente a função de Macau enquanto plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa (e Espanhola), transformando o território numa importante ponte para a abertura do nosso País ao exterior a um nível mais elevado. Afirmou ainda que mais de 95% dos stands personalizados da exposição geraram receitas superiores a dez milhões de patacas para o sector local de montagem para convenções e exposições, atraindo um grande número de visitantes de negócios de alto nível a Macau, o que demonstra plenamente o efeito multiplicador das convenções e exposições profissionais internacionais na economia de Macau.
Estabelecimento de plataforma de informação e de oportunidades de negócio para as partes intervenientes
Subordinado ao tema “Conectividade de Infra-estruturas com Capacitação Verde e Digital”, o Fórum contou com mais de 250 actividades temáticas e complementares ao longo da sua realização. O evento atraiu a participação de mais de 3.500 líderes das esferas governamental, empresarial e industrial, oriundos de mais de 70 países e regiões, para exibir as mais recentes tecnologias e oportunidades de cooperação numa área de exposição de cerca de 8.000 metros quadrados. O Fórum centrou-se na modernização das infra-estruturas, impulsionada pela transição verde e de baixo carbono, bem como pelas tecnologias digitais e inteligentes, a fim de impulsionar a transformação das infra-estruturas tradicionais em novas infra-estruturas, proporcionando às empresas expositoras uma plataforma pragmática para responder com eficácia às necessidades do mercado e expandir a cooperação internacional.
Alguns ministros dos Países de Língua Portuguesa enalteceram o IIICF enquanto evento de referência de alta qualidade no sector, ligando com sucesso ao vasto mercado chinês de infra-estruturas. Por seu turno, os ministros dos países da América Latina e das Caraíbas, que realizaram a sua primeira visita de estudo à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, manifestaram satisfação com a organização geral da actividade, perspectivando, através da plataforma do Fórum, o alargamento de oportunidades de cooperação com o Interior da China, bem como com Macau e Hengqin. As empresas de energia dos Países de Língua Espanhola procuraram, através do Fórum, oportunidades de cooperação nas áreas de centrais fotovoltaicas, instalações de armazenamento de energia e redes de transmissão de energia, entre outras, estabelecendo com sucesso parcerias com grandes empresas chinesas de fabrico de equipamentos de energia, para o desenvolvimento conjunto de projectos locais de infra-estruturas de transmissão de energia. Já os expositores do Interior da China beneficiaram da presença abrangente, nesta edição do Fórum, de prestadores de serviços das fases a montante e a jusante da cadeia industrial. Esta estrutura em ciclo fechado permitiu uma expansão mais aprofundada no âmbito da cooperação das infra-estruturas, ajudando as empresas na sua internacionalização. Em paralelo, os expositores de Macau e Hengqin conseguiram, através da sua participação, alargar a sua rede de contactos no sector das infra-estruturas e promover a internacionalização dos seus serviços. Por sua vez, os delegados do Sudeste Asiático que marcaram presença na “Sessão de Intercâmbio Empresarial entre Empresas Internacionais de Investimento e Construção de Infra-estruturas” mostraram-se satisfeitos com a organização bem-sucedida do Fórum no âmbito das bolsas de contactos, considerando-o uma plataforma ideal para a introdução de tecnologias avançadas e a expansão de oportunidades de negócio.
Visita para conhecer o ambiente de negócios nos bairros comunitários, reforçando o efeito multiplicador de convenções e exposições
Além disso, a entidade organizadora reforçou os efeitos irradiador e impulsionador através do modelo integrado “Convenções e Exposições + Visitas de Estudo + Bolsas de Contactos”. Neste sentido, foram disponibilizadas excursões guiadas pelos bairros comunitários de Macau para cerca de 30 comerciantes participantes, que visitaram, nomeadamente, as zonas históricas de Macau, os mercados com características típicas e os estabelecimentos comerciais nos bairros comunitários, sentindo pessoalmente o ambiente de negócios e o dinamismo urbano de Macau. Alguns convidados participantes dos Países de Língua Espanhola elogiaram as vantagens de Macau no sector das convenções e exposições, destacando especialmente que o ambiente de negócios diversificado ajuda a atrair e reunir os sectores político e empresarial de vários países, podendo criar mais espaço para a cooperação internacional e trazer um valor extraordinário para todas as partes.









