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Resultados do Inquérito à Carteira de Investimentos – 31 de Dezembro de 2025


Nas estatísticas divulgadas hoje (dia 29) pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) constata-se que os investimentos dos residentes de Macau - incluindo os indivíduos, governo e outras pessoas colectivas, mas excluindo as reservas cambiais da Região Administrativa Especial de Macau - em títulos emitidos por entidades não residentes independentes, calculados a preços de mercado em 31 de Dezembro de 2025, registaram um valor de 1.398,0 mil milhões de patacas, ou seja, +6,3% face a 30 de Junho de 2025 e +16,1% face ao final de 2024 . Entre os vários componentes da carteira, os investimentos em títulos representativos de capital (incluindo fundos mútuos e investimentos em trusts), em obrigações a longo prazo e em obrigações a curto prazo alcançaram 354,8 mil milhões, 871,3 mil milhões e 171,9 mil milhões de patacas, respectivamente, em valor de mercado, traduzindo subidas respectivas de 12,1%, 16,1% e 25,4%, em relação ao final de 2024.

Em termos de distribuição geográfica, a região asiática deteve ainda a maior fatia da carteira de investimentos externos dos residentes de Macau, com 42,3% do total, sendo a restante aplicada principalmente na América do Norte (24,6%), na Europa (16,6%), no Atlântico Norte e Caraíbas (10,6%) e na Oceânia (2,3%).

O investimento em títulos emitidos por entidades no Interior da China (incluindo títulos listados em bolsas no exterior) continuou a ser predominante, representando 25,0% do total da carteira de investimentos externos aplicados pelos residentes de Macau. O respectivo valor de mercado situou-se em 349,5 mil milhões de patacas, mais 1,9% face ao final de 2024. Refira-se que os investimentos em títulos representativos de capital, em obrigações a longo prazo e em obrigações a curto prazo alcançaram 59,3 mil milhões, 182,6 mil milhões e 107,6 mil milhões de patacas em valor de mercado, respectivamente, correspondendo a 16,7%, 21,0% e 62,6% do total das respectivas categorias. Simultaneamente, a quota do investimento em títulos emitidos por entidades na Região Administrativa Especial de Hong Kong subiu de 8,9% para 10,1% e o seu valor de mercado aumentou 31,2%, fixando-se em 141,2 mil milhões de patacas. Realça-se que os investimentos em títulos representativos de capital e em obrigações a longo prazo atingiram 48,5 mil milhões e 57,9 mil milhões de patacas, respectivamente, em valor de mercado.

O investimento dos residentes de Macau em títulos emitidos por entidades nos Estados Unidos da América cifraram- se em 318,1 mil milhões de patacas em valor de mercado, com uma subida de 27,1% face ao final de 2024, tendo o respectivo peso na carteira de investimentos no exterior sido de 22,8%.

O investimento em títulos europeus atingiu 231,5 mil milhões de patacas em valor de mercado, mais 9,9% em relação ao final de 2024, tendo o respectivo peso correspondido a 16,6%. Entre os países europeus, os investimentos na Irlanda, no Luxemburgo e no Reino Unido representaram os maiores pesos, com valores de mercado de 64,8 mil milhões, 45,9 mil milhões e 44,0 mil milhões de patacas, respectivamente.

O valor de mercado do investimento dos residentes de Macau em títulos emitidos por entidades no Atlântico Norte e Caraíbas alcançou 147,7 mil milhões de patacas, mais 7,2% relativamente ao final de 2024. O respectivo peso na carteira de investimentos no exterior foi de 10,6%. Salienta-se que os valores de mercado dos investimentos nas Ilhas Virgens Britânicas e nas Ilhas Caimão situaram-se em 72,2 mil milhões e 71,4 mil milhões de patacas, respectivamente.

Quanto aos títulos emitidos por entidades nos países integrados na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” (excluindo a China), detidos por residentes de Macau, o seu valor de mercado aumentou 30,0% face ao final de 2024 para 127,8 mil milhões de patacas, representando 9,1% do total da carteira de investimentos no exterior. Entretanto, o valor de mercado do investimento em títulos emitidos por entidades nos países de língua portuguesa aumentou 12,1%, cifrando-se em 1,1 mil milhões de patacas, o qual foi aplicado em títulos emitidos por entidades em Portugal e no Brasil, respectivamente.

O Inquérito à Carteira de Investimentos (ICI) é realizado conjuntamente pela AMCM e pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), em conformidade com as metodologias estatísticas promovidas pelo Fundo Monetário Internacional.