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Serviços de Saúde notificados de um (1) caso de Mpox importado


Os Serviços de Saúde foram notificados, no dia 25 de Agosto, de um (1) caso de Mpox importado.

O doente é um jovem residente em Macau. Desenvolveu sintomas como febre, dores de cabeça e musculares durante uma viagem ao exterior a 18 de Agosto. No dia seguinte, surgiu-lhe uma erupção cutânea, tendo-se automedicado sem procurar assistência médica. Após o seu regresso a Macau, no dia 24 de Agosto, o doente dirigiu-se ao Hospital Kiang Wu para receber tratamento médico, tendo sido recolhida uma amostra para teste. O resultado do teste realizado no Laboratório de Saúde Pública foi positivo para Mpox. Posteriormente, e devido à persistência dos sintomas, o doente recorreu ao Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde se encontra internado. O seu estado de saúde é estável e os familiares não apresentam sintomas. Os Serviços de Saúde vão vacinar os familiares do doente como medida preventiva.

Segundo as informações da investigação epidemiológica, o doente teve relações sexuais de alto risco durante o período de incubação, numa viagem ao exterior. O doente alegou não ter tido relações sexuais de alto risco em Macau, nem após o aparecimento de sintomas, nem contacto com roedores ou primatas. Este caso foi classificado como um caso importado de Mpox. O doente não estava vacinado contra a Mpox.

A Mpox (ou Monkeypox) é uma doença infecciosa causada pelo vírus Mpox. No passado, a doença era transmitida principalmente dos macacos para os seres humanos em África. No entanto, desde Maio de 2022, espalhou-se rapidamente pela Europa e América do Norte. Actualmente, já foram registados casos em vários países e regiões em todo o mundo, sendo a sua transmissão principalmente ecfetuada através de actos sexuais de alto risco, nomeadamente actos sexuais entre homens ou entre parceiros sexuais múltiplos.

Além disso, o vírus Mpox pode ser transmitido por contacto directo com lesões cutâneas ou mucosas do doente, por contacto com objectos contaminados pelo vírus, por inalação a longo prazo das gotículas de saliva do trato respiratório do infectado e por contacto com roedores, macacos, símios e outros primatas infectados.

Entre cinco a 21 dias após a infecção pelo vírus Mpox, o doente pode apresentar os primeiros sintomas, que incluem febre, dores de cabeça, linfadenopatia e dores musculares. A maioria dos doentes apresenta também erupções cutâneas semelhantes às da varicela, que surgem um a três dias após a infecção. Estas erupções podem ocorrer no rosto, nos membros, nas palmas das mãos, na planta dos pés, na mucosa da garganta, na cavidade oral, no ânus e nos órgãos genitais, entre outros locais. Os sintomas podem desaparecer no espaço de duas a quatro semanas. A taxa de mortalidade dos casos de infecção em zonas não endémicas a nível mundial, desde 2022, é de cerca de 0,1%.

A partir de 14 de Setembro de 2023, os residentes de Macau com elevado risco, avaliados pelo médico, podem receber a vacina contra a Mpox gratuitamente nos centros ou postos de saúde, mediante marcação prévia. A vacinação é considerada uma medida preventiva antes da exposição à doença. Os não residentes em Macau, legalmente autorizados a permanecer na região, caso sejam avaliados como de alto risco, podem ser vacinados a custo próprio. Para mais informações sobre a marcação, contacte os centros ou postos de saúde da sua área. A presente vacinação não está disponível para os turistas.

Os Serviços de Saúde salientam que, com base nas informações da Organização Mundial de Saúde e de outros países ou regiões, o risco de infecção por Mpox é baixo para a população em geral, não sendo necessária a vacinação em larga escala. No entanto, os indivíduos com alto risco de contrair a infecção (incluindo os que tiveram contacto próximo com pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox, os que praticam actos sexuais de alto risco e os profissionais de saúde e outras pessoas que entram em contacto com pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox no âmbito do seu trabalho) devem considerar a administração da respetiva vacina.

Os Serviços de Saúde apelam aos residentes para prestarem atenção ao seguinte:

1) Devem adoptar práticas sexuais seguras e evitar práticas sexuais de alto risco, nomeadamente práticas sexuais ocasionais ou com vários parceiros sexuais;

2) Devem evitar o contacto com pessoas ou animais suspeitos de estarem infectados pelo vírus Mpox, bem como com objectos contaminados;

3) Em caso de aparecimento de sintomas de Mpox, devem consultar o médico o mais rapidamente possível e informar-lhe sobre a sua história de contactos. Devem igualmente evitar relações sexuais ou contacto próximo com outras pessoas.

4) Os indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos e considerados de alto risco (incluindo homens homossexuais) devem considerar a possibilidade de serem vacinados contra a Mpox.

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