Cuidado com chamadas falsas da “PJ” para não cair na burla do tipo “polícia, ministério público e tribunal”
Recentemente, a PJ recebeu a denúncia de um cidadão que afirmou ter recebido uma chamada. O interlocutor, falando em cantonês, alegou ser agente da “PJ” e conseguiu dizer o nome exacto da vítima. Durante a conversa, afirmou que um número de telefone em nome da vítima teria emitido “declarações políticas falsas”, estando por violar a “Lei relativa à defesa da segurança do Estado”, e exigiu a sua colaboração numa investigação.
De seguida, o burlão transferiu a chamada para outro indivíduo, que falava mandarim e se fez passar por “agente da polícia da China continental”, solicitando à vítima que realizasse uma videochamada via WhatsApp. Durante a chamada, o burlão, envergando um uniforme policial, acusou a vítima de estar envolvida em crimes graves e exigiu total cooperação na investigação, nomeadamente a realização de “diligências online” por telefone ou aplicações de mensagens, a comunicação periódica da sua localização e até a transferência dos depósitos bancários para uma conta indicada para “verificação de fundos”. No final, o burlão conseguiu enganar a vítima, causando-lhe um prejuízo total de 217.000 patacas.
Assim, o Centro de Coordenação de Combate à Burla da PJ volta a alertar aos cidadãos de Macau:
1. Nenhum agente da autoridade policial vai solicitar, por telefone ou aplicações de mensagens, dados bancários, partilha de ecrã, operações bancárias ou transferências de fundos;
2. Caso receba chamada de quem se apresente como autoridade oficial e duvide da sua identidade, deve dirigir-se pessoalmente ao organismo para confirmação ou contacte os números oficiais dessa entidade;
3. Em caso de dúvida, deverá ser utilizada a Aplicação Móvel “Anti-Burla” da PJ para verificar o índice de risco, ou pedir ajuda à PJ através da linha aberta para a prevenção das burlas, n.º 8800 7777 ou através da linha aberta 993.
