Macau regista 32 dias consecutivos sem casos confirmados de COVID-19 – Mais um doente confirmado teve alta hospitalar após tratamento

Conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus

O Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), Dr. Lo Iek Long, fez nota de que já passaram trinta e dois (32) dias desde que foi diagnosticado o último caso de COVID-19. Por quarenta e três (43) dias consecutivos, não foi registado nenhum caso relacionado com casos importados. Macau tem um total de quarenta e cinco (45) casos diagnosticados, dos quais, quarenta e três (43) são casos importados e dois (2) são casos relacionados com casos importados. Não há registo nem ocorrência de transmissão comunitária em Macau. Quarenta e quatro (44) casos foram classificados com sintomas ligeiros e um (1) como caso grave. Até ao momento não foram registados em Macau casos mortais.

Este domingo (dia 10 de Maio), mais um (1) doente diagnosticado com COVID-19 teve alta hospitalar após tratamento. Um total de quarenta e um (41) doentes recuperaram e tiveram alta hospitalar. Há, ainda, quatro (4) doentes internados, que são considerados casos ligeiros, encontrando-se em estado estável, sem dificuldades respiratórias, não necessitando de oxigénio. Todos os indivíduos considerados contactos próximos em vigilância concluíram as medidas de isolamento. Os quatro (4) doentes internados estão a receber tratamentos na enfermaria de isolamento do Centro Clínico de Saúde Pública. Doze (12) pessoas estão a ser sujeitas a isolamento de convalescença no Centro Clínico de Saúde Pública; neste momento, ninguém se encontra internado no Centro de Isolamento Provisório do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. No dia de 9 de Maio, foram realizados um total de 3.318 testes virais de ácido nucleico em Macau.

O 41º paciente teve alta hospitalar é o 21º paciente confirmado em Macau, 19 anos de idade, feminino, residente de Macau, estudante no Reino Unido, que partiu do Reino Unido em 16 de Março, passou pela Tailândia e chegou a Hong Kong no dia 17 de Março; na madrugada de 18 de Março, entrou em Macau pelo Posto Fronteiriçoda Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, através de um veículo específico disponibilizado pelo Gabinete de Gestão de Crises do Turismo, tendo sido alojado no Hotel Golden Crown China para observação médica. A 22 de Março, o resultado do teste de ácido nucleico da saliva foi positivo, tendo sido confirmada e diagnosticada a pneumonia pelo novo tipo de coronavírus, tendo sido isolada para tratamento antiviral e sintomático. Esteve hospitalizada por 50 dias. Actualmente, a situação clínica da paciente é considerada estável, sem febre, nem sintomas do tracto respiratório, o exame de imagiologia não mostrou pneumonia. Os resultados dos testes de ácido nucleico do vírus da zaragatoa nasofaríngeo foram negativos respetivamente em 7 de Maio e 9 de Maio, o que atende aos critérios de alta hospitalar. A paciente teve domingo, 10 de Maio e continuará a receber isolamento de reabilitação por 14 dias no Centro Clínico de Saúde Pública de Ká-Hó.

A partir das 06h00 do dia 11 de Maio, os exames médicos de 6 a 8 horas actualmente realizados nos postos instalados no Fórum de Macau serão substituídos por medidas de testes virais de ácido nucleico. O Dr. Lo Iek Long manifestou que, no passado, quando os testes de ácido nucleico não eram muito comuns, a criação dos postos para exames médicos desempenharam um papel muito importante, o que permitiu observar o estado de saúde de viajantes durante 6 a 8 horas, no sentido de avaliar, se tinham ou não sintomas da infecção COVID-19. No entanto, com o reforço gradual da capacidade de teste de ácido nucleico em Zhuhai e Macau, o teste tornou-se rotina e neste momento os exames médicos podem ser substituídos.

O Dr. Lo Iek Long relembrou que, dado que todos os indivíduos que entram em Macau provenientes do Interior da China devem possuir obrigatoriamente o certificado de teste viral de ácido nucleico (com recolha de amostra ou resultado negativo no teste) emitido nos últimos sete dias, apelando aos indivíduos do Interior da China para concluírem o teste de ácido nucleico antes de entrarem em Macau.

Tendo em conta que a actual situação epidemiológica em Macau e na província de Guangdong é relativamente estável, caso haja qualquer caso com resultado positivo do teste de ácido nucleico, o mesmo será notificado e acompanhado através do mecanismo conjunto de cooperação para prevenção e controlo.

Em relação às questões relacionadas com o teste de ácido nucleico em Macau, o Dr. Lo Iek Long reitera que devem ser considerados vários factores como o fluxo de pessoas e a situação do trânsito para instalação de postos para os testes de ácido nucleico. As autoridades esperam que, na medida do possível, as aglomerações de pessoas possam ser evitadas, pelo que se apela a todas as pessoas que se desloquem aos locais de testes para que compareçam no local apenas à hora marcada. Não há necessidade de chegar cedo. Assim minimizam o tempo de espera e evitam concentração de pessoas. No que diz respeito à capacidade de testes de Macau, o Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário referiu que os Serviços de Saúde e a instituição de teste de terceiros – Companhia de Higiene Exame Kuok Kim (Macau) Limitada têm colaborado na realização de testes, havendo uma capacidade total de 6000 testes diários.

Sobre as cobranças do teste de ácido nucleico, o Dr. Lo Iek Long referiu que os Serviços de Saúde aperfeiçoam continuamente as suas capacidades de teste e criaram condições para cooperar com instituição de testes terceiras. O custo é de 180 MOP por teste, um valor inferior ao preço custo. Um pouco por todo o mundo e até nas regiões vizinhas, por exemplo, o teste de ácido nucleico em Hong Kong, é de HKD2000 a HKD3000 por teste, ou seja a cobrança em Macau é relativamente baixa.

O Governo da RAEM fez um esforço considerável ​​para reduzir o preço, nomeadamente, através da disponibilização de espaços, coordenação de preços, efeito escala, entre outras medidas para concretizar o preço baixo; as autoridades fornecem testes gratuitos a pessoas diagnosticadas ou suspeitas, pessoas de contatos próximos e populações‑alvo. Relativamente aos indivíduos com necessidades transfronteiriças, quer sejam residentes de Macau, quer sejam trabalhadores não residentes de Macau, baseia-se no princípio do "pagamento por utilizador", o teste é gratuito pela primeira vez e, posteriormente, cada teste será cobrado, o que é uma abordagem relativamente justa.

Quanto às preocupações de adequação de realização a crianças o teste de ácido nucleico do vírus do swab nasofaríngeo, swab orofaríngeo é adequado para pessoas de diferentes idades, ambos são formas de colheitas de amostras seguras. Apela-se ao público para que não haja preocupações.

A Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou, informou que, no dia 9 de Maio, houve mais trinta e nove (39) indivíduos submetidos à observação médica, trinta e um (31) dos quais são residentes de Macau e oito (8) não residentes de Macau. Até ao dia 9 de Maio, foram enviados, no total, para a observação médica 4.239 indivíduos. Cento e sessenta e dois (162) indivíduos estão ainda em observação médica, dos quais cento e cinquenta (150) em hotéis designados, onze (11) em embarcações de pesca e um (1) nas instalações dos Serviços de Saúde. Foi ainda apresentado o processo de funcionamento do sistema de reconhecimento mútuo entre os “Código de Saúde de Macau” e “Código de Saúde de Cantão (Guangdong)” (para mais informações, ver outro comunicado).

A Chefe de Departamento dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, deu informações sobre o número de pessoas em observação médica em hotéis designados pelo Governo.

O Chefe da Divisão, Dr. Lei Tak Fai referiu o encaminhamento dos visitantes provenientes de áreas de alta incidência para os postos de exame médico temporários, a actual situação da cidade e a situação de entradas e saídas de Macau, assim como respondendo às perguntas sobre a medida de entrada no Território de trabalhadores não residentes de Macau, oriundos do Interior da China.

Estiveram presentes na conferência de imprensa, o Médico-Adjunto da Direcção do CHCSJ, Dr. Lo Iek Long, a Chefe do Departamento de Licenciamento e Inspecção da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Inês Chan, o Chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Dr. Lei Tak Fai, e a Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Dr.ª Leong Iek Hou.

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