Os trabalhadores do sector da aviação e do aeroporto participaram dinamicamente no «Programa de vacinação contra o sarampo».
Tendo em conta a propagação progressiva da epidemia de sarampo em todo o mundo e os casos de infecção colectiva de sarampo ocorridos em aeroportos nas regiões vizinhas, os Serviços de Saúde, em conjunto com a Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) e a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, S.A.R.L. (CAM), iniciaram durante três dias consecutivos, entre terça-feira (dia 19) e quinta-feira (dia 21) um actividade exclusiva de vacinação contra sarampo (MMR), com o objectivo de reduzir o risco de transmissão local desta doença aos trabalhadores da indústria da aviação civil e do aeroporto no exercício das funções, e de construir uma barreira imunológica para a prevenir epidemias e assegurar a saúde pública.
A actividade teve lugar no Aeroporto Internacional de Macau e destinou-se a todos os trabalhadores do aeroporto e da aviação (incluindo os trabalhadores não residentes), nascidos em 1970 ou após esta data, que não tenham sido infectados pelo sarampo, que não tenham concluído a vacinação ou que não tenham bem conhecimento da sua imunidade contra o sarampo. Esta actividade foi igualmente coordenada pela AACM e pela CAM, tendo estas organizado dinamicamente a participação dos seus trabalhadores, com cerca de 400 participantes.
Em 2014, Macau obteve a acreditação da Organização Mundial de Saúde (OMS), tornando-se no primeiro país e região da Região do Pacífico Ocidental a eliminar o sarampo, mantendo-se a respectiva acreditação. Actualmente, Macau não é uma região afectado por uma epidemia de sarampo, mas, enquanto cidade turística com circulação de pessoas e fluxo transfronteiriço frequentes, persiste o risco de importação e propagação do sarampo. Os funcionários do aeroporto têm mantido contacto constante com um elevado número de visitantes durante o horário de expediente, incluindo os provenientes das regiões afectadas, pelo que o risco de infecção é respectivamente alto.
Os Serviços de Saúde salientam que os residentes devem estar mais atentos a esta doença e que a vacinação contra o sarampo constitui o método mais eficaz para prevenir a infecção e reduzir a sua transmissão. Os residentes nascidos em 1970 ou depois dessa data, que não tenham sido infectados e que ainda não tenham completado a vacinação, devem assegurar a sua conclusão com uma antecedência mínima de duas semanas, antes de se deslocarem às regiões afectadas, nomeadamente, é recomendável que:
- Os residentes com idade inferior a 18 anos devem administrar, pelo menos, duas doses da vacina contra o sarampo para obterem imunidade completa. Recomenda-se a administração de uma dose de vacina MMR aos 12.º e 18.º meses de idade respectivamente;
- A população em geral com idade igual ou superior a 18 anos: Os nascidos em 1970 ou após esta data devem verificar se lhes foi administrada a vacina contra o sarampo, depois de completarem um ano de idade. Aquelas que não tenham sido infectadas, nem vacinadas, deve ser administrada uma dose de da vacina MMR, especialmente as que são responsáveis por cuidar de bebés e crianças, como trabalhadores domésticos e de creches. Os profissionais de saúde são grupos de alto risco, pelo que se recomenda a administração de duas doses da vacina;
- Os residentes podem consultar o registo individual de vacinação na Conta Única (Minha saúde → Registo de saúde → Registo de vacinação), bem como contactar o centro de saúde ou posto de saúde a que pertencem para obter informações.
As pessoas com necessidade de vacinação, os residentes de Macau e os não residentes autorizados a permanecer em Macau por um longo período (por exemplo, trabalhadores não residentes, estudantes, etc.), podem agendar a vacinação nos centros de saúde ou postos de saúde através de marcação prévia (website:https://www.ssm.gov.mo/mmrrs); as outras pessoas podem dirigir-se às instituições médicas privadas de Macau para consulta sobre a vacinação.
Os Serviços de Saúde salientam que, as crianças não vacinadas e as grávidas sem imunidade devem evitar deslocar-se às zonas afectadas pelo sarampo. Caso apresentem sintomas suspeitos de sarampo, nomeadamente, febre, erupção cutânea e conjuntivite, durante a viagem ou após o regresso a Macau, devem recorrer ao médico o mais rápido possível, informando os profissionais de saúde da história detalhada de viagem e de contacto.







