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Sessão de consulta destinada aos sectores industrial e comercial sobre o 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030)

Sessão de consulta destinada aos sectores industrial e comercial sobre o 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030)

Realizou-se, na tarde do dia 3 de Junho, na Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional (DSEPDR), uma sessão de consulta destinada aos sectores industrial e comercial sobre o 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030). Nesta sessão de auscultação estiveram presentes: o director da DSEPDR, Cheong Chok Man; a assessora do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças, Mai Pang; o assessor do Gabinete do Secretário para a Segurança, Chao Tong Leong; o representante do Gabinete da Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Guo Xiaoming; o assessor do Gabinete do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Wong Kai Man; e o chefe do Departamento de Estudo de Políticas da DSEPDR, Un Kin Chong.

Na ocasião, o director Cheong Chok Man apresentou a situação geral da elaboração do 3.º Plano Quinquenal e os seus pontos inovadores. Por sua vez, o chefe de departamento Un Kin Chong fez uma breve apresentação sobre a matéria principal abordada no documento de consulta. Vários representantes associativos dos sectores industrial e comercial marcaram presença na sessão de consulta e apresentaram opiniões e sugestões sobre as políticas de quadros qualificados, a diversificação das indústrias, o desenvolvimento da economia comunitária e das pequenas e médias empresas, o estabelecimento da Zona de Cooperação em Hengqin, a renovação urbana, a plataforma sino-lusófona/hispânica, o reordenamento do posto fronteiriço do Porto Interior, entre outros aspectos.

Quanto à diversificação das indústrias, houve representantes que sugeriram que o Fundo de Orientação Governamental deve ter como foco a promoção do desenvolvimento diversificado das indústrias, acelerar a atracção de sociedades gestoras de fundos internacionais para se instalarem em Macau, bem como alargar as fontes de capitais privados de Macau; deve ser prestada atenção ao problema de haver políticas e actividades de investigação e desenvolvimento, mas carecer de instalações fabris, para melhor apoiar o desenvolvimento das indústrias alimentares e farmacêuticas, entre outras; deve também ser acelerada a renovação urbana, nomeadamente financiar os proprietários na reconstrução dos edifícios antigos, no sentido de melhorar a fisionomia comunitária e atrair a visita de turistas.

No que diz respeito ao desenvolvimento da economia comunitária e das pequenas e médias empresas, houve representantes que propuseram os seguintes pontos: dar maior importância à estratégia de atrair a visita de turistas a bairros para impulsionar a economia comunitária; seleccionar prioritariamente produtos locais na contratação pública; apoiar as pequenas e médias empresas, incentivando ainda mais o seu desenvolvimento inovador; criar um serviço de coordenação global, responsável exclusivamente pela revitalização da economia comunitária, pelo reforço da execução das políticas nesse âmbito e pela criação das zonas comerciais com características próprias; reordenar o posto fronteiriço do Porto Interior, dinamizando a economia da zona sudoeste de Macau; valorizar as vantagens do posto fronteiriço de Wanzai, de modo a revitalizar o comércio transfronteiriço do Porto Interior, bem como promover o desenvolvimento das actividades industriais com características próprias nesse bairro tais como economia nocturna e mercado à beira-mar.

Houve também representantes que apresentaram propostas sobre as políticas de quadros qualificados, sugerindo a adopção de uma mentalidade mais aberta e flexível para acelerar a captação de quadros qualificados, propondo, ainda, a promoção da integração entre os quadros qualificados e as indústrias, a valorização da introdução de tecnologias e de quadros qualificados com perfil operacional e o aproveitamento do papel de plataforma da Zona de Cooperação para atrair mais quadros qualificados.

Além disso, alguns representantes apresentaram as seguintes sugestões: potenciar o efeito das políticas lançadas pelo Governo Central para acelerar o desenvolvimento da Zona de Cooperação em Hengqin, demonstrando maior empenho e determinação na tomada das decisões concretas e na sua execução; solicitar, com a maior brevidade possível, a adesão à Parceria Regional Económica Abrangente (RCEP, sigla em inglês); valorizar as vantagens singulares de Macau, definindo, com maior clareza, o seu posicionamento estratégico como plataforma sino-lusófona/hispânica e resolvendo os problemas de escassez de quadros qualificados bilingues em chinês e português.

Os representantes do Governo auscultaram atentamente as opiniões apresentadas. O director Cheong Chok Man agradeceu aos representantes dos sectores industrial e comercial os seus contributos valorosos em relação ao 3.º Plano Quinquenal e pronunciou-se, igualmente, sobre as suas sugestões respeitantes às políticas de quadros qualificados, ao desenvolvimento industrial, à economia comunitária, entre outras áreas. O mesmo responsável referiu que as opiniões e sugestões apresentadas pelos representantes têm um valor de referência significativo para a elaboração do Plano e sublinhou que a DSEPDR, em parceria com os serviços públicos competentes, irá sistematizar e estudar rigorosamente os contributos recolhidos, com o objectivo de incorporar as propostas adequadas no texto oficial do 3.º Plano Quinquenal.

O 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030) encontra-se em consulta pública durante 40 dias, de 20 de Maio a 28 de Junho. Trata-se de um documento de orientação para o desenvolvimento socioeconómico da RAEM nos próximos cinco anos, liderando a direcção estratégica e o rumo de desenvolvimento a seguir no próximo quinquénio. Espera-se que os diversos sectores da sociedade continuem a apresentar dinamicamente as suas opiniões e sugestões durante o período de consulta pública para, em conjunto, traçar o futuro desenvolvimento de Macau.

Todos podem levantar, gratuitamente, o documento de consulta do 3.º Plano Quinquenal no Centro de Informações ao Público, no Centro de Serviços da RAEM, no Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central ou no Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, podendo também consultar ou descarregar a versão digital do documento no Portal do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (https://www.gov.mo) ou na página electrónica temática da DSEPDR (https://www.dsepdr.gov.mo/comment).

Durante a consulta, podem manifestar as vossas opiniões e sugestões através da aplicação para telemóvel “Conta Única de Macau” ou seu sítio (https://www.mo.gov.mo), página electrónica temática (https://www.dsepdr.gov.mo/comment), caixa de mensagens (+853 2883 9919), e‑mail (comment@dsepdr.gov.mo), correio (Rua do Desporto, n.os 185-195, Taipa, Macau), ou fax (+853 2882 3426).

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