Restrições à entrada de estrangeiros “não residentes” que tenham permanecido em Hong Kong levantadas – A partir de 15 de Setembro aceitam-se pedidos de cinco grupos específicos de pessoas

Conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus

O Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Dr. Tai Wa Hou anunciou na conferência de imprensa que, até ao dia 9 de Setembro nunca houve uma transmissão comunitária da COVID-19 em Macau e até à presente data, por 37 dias consecutivos não foram registados mais casos importados nem casos relacionados com casos importados.

Macau diagnosticou, até à data, sessenta e três (63) casos, dos quais, cinquenta e oito (58) são casos importados do exterior e cinco (5) são relacionados com casos importados. Sessenta e duas (62) pessoas tiveram alta. Não há registo de qualquer infecção entre os profissionais de saúde nem casos mortais.

O Dr. Tai Wa Hou anunciou que o 62.º doente a ter alta hospitalar foi o 63.º caso diagnosticado, do sexo feminino, residente de Macau com 43 anos de idade, sendo a mulher do 60.º caso diagnosticado. Durante a hospitalização manifestou febre e dores de cabeça e os sintomas diminuíram gradualmente após tratamento, o olfacto e paladar recuperaram gradualmente, sem pneumonia na imagem do tórax, nos dias 6 e 8 de Setembro, respectivamente, os testes de ácido nucleico realizados através de zaragatoa nasofaríngea foram negativos, o que corresponde aos critérios de alta hospitalar. Teve alta no dia 9 de Setembro. A doente continuará a ser submetida ao isolamento de convalescença no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane situado na Estrada do Alto de Coloane até ao 28.º dia a contar da realização dos 2 testes consecutivos de ácido nucleico realizados através de zaragatoa nasofaríngea com resultados negativos. Prevê‑se que no dia 7 de Outubro a sua quarentena esteja concluída.

Actualmente, no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane situado na Estrada do Alto de Coloane estão internadas: uma (1) pessoa diagnosticada; oito (8) pessoas no período de isolamento para convalescença; três (3) indivíduos provenientes de áreas de alto risco com anticorpos positivos.

O Dr. Tai Wa Hou adiantou, ainda, que até às 16h00 de 9 de Setembro, foram administradas 613.302 doses da vacina, num total de 330.774 pessoas vacinadas, das quais 46.273 com a primeira dose da vacina e 284.501 pessoas completaram as duas doses da vacina.

Nas últimas 24 horas, foram registados dez (10) eventos adversos, dez (10) eventos adversos ligeiros; zero (0) eventos adversos graves, sendo cinco (5) casos relativos à vacina inactivada da Sinopharm e cinco (5) casos relativos à vacina de BioNTech mRNA. Desde o início da vacinação até ao presente momento, houve 2.623 notificações de eventos adversos, incluindo 2.615 ligeiros, oito (8) graves. No que se refere ao teste de ácido nucleico, entre os três dias consecutivos (6 a 8 de Setembro) foram testadas em Macau 40.662 pessoas.

Relativamente à promoção do plano de proximidade de vacinação contra a COVID-19 para os estabelecimentos do ensino não superior, o Dr. Tai Wa Hou referiu que os trabalhos estão a ser executados de forma ordenada. Os Serviços de Saúde e a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude realizaram, entre 3 e 6 de Setembro, duas palestras sobre a vacinação contra a COVID-19 para estudantes e pais das escolas primárias e secundárias. E entre os dias 7 e 9 de Setembro foram organizados seis workshops sobre vacinas contra a COVID-19 destinados às direcções das escolas, quadros médios e superiores de gestão escolar, assim como pelo pessoal de promoção da saúde. Estas pessoas começaram a organizar várias palestras informativas destinadas a docentes, funcionários e estudantes nas escolas. A partir de meados de Setembro, os Serviços de Saúde vão organizar o trabalho de proximidade de vacinação em escolas. Nesta fase está a decorrer a recolha do numero de interessados em administrar as vacinas, bem como os termos de consentimento assinados pelos pais, através das escolas.

Sobre a viabilidade da administração da terceira dose da vacina contra a COVID-19, o Dr. Tai Wa Hou disse que o Governo continua a recolher dados relaivos à terceira dose da vacina de diversas instituições de investigação e estudo por todo o mundo. As autoridades acreditam que o mais importante, neste momento, é encorajar os grupos‑alvo, idosos e jovens a receber vacinas para aumentar a taxa de vacinação. Por outro lado, a Administração Nacional de Produtos Médicos não aprovou oficialmente o uso da terceira dose da vacina inactivada da Sinopharm, enquanto as autoridades reguladoras de medicamentos dos Estados Unidos da América e da União Europeia ainda não aprovaram formalmente o uso da terceira dose da vacina de mRNA.

Deste modo, ainda é necessário recolher mais dados para decidir se é necessário proceder à inoculação da terceira dose da vacina, bem como qual tipo de pessoa à qual esta vacina deve ser administrada.

A Coordenadora, Dr.ª Leong Iek Hou, relatou que, de 6 a 8 de Setembro, mais 337 pessoas foram submetidas à observação médica, das quais, 89 são residentes de Macau e 248 não residentes de Macau, até ao dia 8 de Setembro (quarta-feira), o número o de pessoas submetidas à observação médicas era de 48.998. Actualmente, há 1.411 pessoas que se encontram submetidas a observação médica, das quais, 1.409 pessoas em hotéis designados e 2 pessoas em instalações dos Serviços de Saúde.

A Dr.ª Leong Iek Hou anunciou, também, as medidas do relaxamento de restrição à entrada no território de estrangeiros não residentes que não tenham a qualidade de residente do Interior da China, da RAEM, da RAEHK e da região de Taiwan (ad.iante designados por “estrangeiros não residentes”) mas que tenham permanecido em Hong Kong, por um longo período de tempo. “Os estrangeiros não residentes" que nos 21 dias anteriores à sua entrada, não tenham estado em locais fora do Interior da China, da RAEM ou da RAEHK e reúnam os seguintes odem requerer a entrada em Macau

Os cinco grupos de pessoas isentos são:

  1. Aqueles que obtiveram autorização de permanência, emitida pelo órgão competente da RAEM;
  2. Aqueles que obtiveram a autorização de permanência para TNR ou o título de entrada para fins de trabalho, emitidos pelo órgão competente da RAEM, e os seus familiares acompanhantes obtidos ou obtidos condicionalmente a autorização de permanência;
  3. Cônjuges ou parentesde graumais próximo de residentes de Macau;
  4. Aqueles que participam em importantes actividades comerciais, académicas ou profissionais.
  5. Aqueles que obtiveram a admissão das escolas do ensino superior de Macau;

Com vista a reduzir o risco de infeccção destes indivíduos, os requerentes com idade igual ou superior a 12 anos devem exibir a conclusão de procedimento para administração das vacinas contra a COVID-19, reconhecido pelo Governo da RAEHK, ou exibir atestado médico que se comprova a sua inelegibilidade ou desnecessário para administrar vacinas contra a COVID-19. No momento da entrada em Macau, os indivíduos dispensados devem ainda apresentar o certificado negativo do teste do ácido nucleico e após a entrada no território, ainda é necessário sujeitar-se a medida de observação médica por um período de 14 dias.

Estas medidas serão implementadas (período de aceitação de candidaturas) a partir do dia 15 de setembro, e o início da entrada deve ocorrer a partir de 20 de Setembro.

Os requerentes podem efectuar o pedido através do sistema de pedido de isenção de entrada limitada de estrangeiros. O pedido de entrada do cônjuge ou dos familiares dos residentes de Macau devem ser requeridos pelos residentes de Macau. O pedido dos indivíduos que participam em importantes actividades comerciais, académicas ou profissionais devem ser requeridos por instituições ou empresas de Macau.

Sobre o relaxamento das restrições dos pedidos de entrada de estrangeiros que tenham permanecido em Hong Kong para Macau, a Drª Leong referiu que todos os dias, chegam a Macau cidadãos chineses provenientes de Hong Kong, designadamente, cidadãos do Interior da China, da RAEHK, da RAEM e da Região de Taiwan com cerca uma média de 70 a 100 pessoas por dia.

Os estrangeiros não residentes que se encontrem em Hong Kong precisam de reunir os requisitos do pedido e depois de terem completado a vacina, podem entrar em Macau. Após a chegada a Macau, ainda é necessário efectuar observação médica por um período de 14 dias.

A Drª. Leong Iek Hou prevê que as pessoas provenientes de Hong Kong não serão muitas, pois os requerentes necessitam mesmo de ter razões obejctivas para entrar no território.

Relativamente às restrições para indivíduos provenientes de Hong Kong quando regressem a Macau, a Drª. Leong Iek Hou frisou que, Macau e o Interior da China têm mantido contactos estreitos e regulares de modo a manter a prevenção e controlo mútuo da epidemia, implementando medidas de prevenção epidémica consistentes, essa é a premissa. A Leong Iek Hou reiterou que o Interior da China e Hong Kong e Macau mantêm uma estreita comunicação e procedem à avaliação sistemática das medidas para facilitar a passagem fronteiriça, pelo que quando houver algumas decisão ela será divulgada.

Na conferência, a Chefe da Divisão de Relações Públicas da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Lam Tong Hou reportou o número de pessoas em observação médica em hotéis designados, o chefe da Divisão de Ligações Públicas da PSP, Lei Tak Fai, relatou a actual situação da cidade e a situação de entradas e saídas de Macau. Eles também responderam às perguntas de jornalistas.

Estiveram presentes na conferência de imprensa: o Médico-Adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Dr. Tai Wa Hou, a Chefe da Divisão de Relações Públicas da Direcção dos Serviços de Turismo, Dr.ª Lam Tong Hou, o Chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas, Dr. Lei Tak Fai e a Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde, Dr.ª Leong Iek Hou.

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